CÂMARA DOS DEPUTADOS - DETAQ

Com reda����o final
Sessão: 210.1.52.O Hora: 16:46 Fase: GE
Orador: NILSON MOURÃO, PT-AC Data: 01/10/2003




O SR. NILSON MOURÃO - Sr. Presidente, peço a palavra pela ordem.
O SR. PRESIDENTE (Confúcio Moura) - Tem V.Exa. a palavra.
O SR. NILSON MOURÃO (PT-AC. Pela ordem. Pronuncia o seguinte discurso.) - Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, quero destacar nesse meu pronunciamento os resultados da última pesquisa de opinião realizada pelo IBOPE e divulgada ontem pelo Jornal Nacional da Rede Globo. Apesar das dificuldades enfrentadas para retirar o País da crise anunciada em dezembro passado, o povo brasileiro mantém a confiança e a esperança no Presidente Lula e na sua equipe de governo.
Mesmo enfrentando verdadeira onda de ataques da Oposição e as inverdades ditas repetidas vezes através dos meios de comunicação de todo o País, a grande maioria dos brasileiros continua apoiando o Governo popular instalado em primeiro de janeiro passado. Eleito para fazer as mudanças tão sonhadas pela sociedade, cansada das velhas práticas políticas que hoje se ocupam em críticas vazias e infundadas, o Presidente Lula e sua equipe conseguiu debelar a grande crise que se aproximava do nosso País no fim do Governo anterior. À época, o dólar chegou a quase 4 reais, o Risco Brasil aos 2 mil pontos e a inflação estava projetada para fechar o ano de 2003 em 40%.
Medidas impopulares foram tomadas. Um remédio amargo teve que ser administrado para salvar o paciente Brasil do estado de coma em que se encontrava. O povo em sua sabedoria sentiu a seriedade do Presidente e confiou plenamente nas medidas tomadas. Hoje, 9 meses depois do início do Governo, a crise foi debelada, o Risco Brasil caiu para menos de 700 pontos, o dólar está cotado a menos de 3 reais e a inflação está projetada para fechar o ano em 8%.
Por outro lado, o Governo não ficou parado aplicando seus esforços só no controle da economia. Mandou as reformas previdenciária e tributária para o Congresso, lançou os programas Fome Zero e Primeiro Emprego; o Sistema Único de Segurança, e vem resgatando, um a um, os seus compromissos de campanha. O Brasil, apesar dos maus-tratos sofridos na década neoliberal, comandada pelo Presidente Fernando Henrique Cardoso, vai encontrando o rumo do desenvolvimento sustentável com justiça social.
A pesquisa que ouviu 2 mil eleitores em 145 Municípios, no período de 18 a 24 de setembro, mostra que 69% dos eleitores aprovam o Governo do Presidente Lula, contra 24% que não estão de acordo com as medidas que vêm sendo tomadas pelo novo Governo. Os que consideram o Governo ótimo ou bom se mantiveram em 43%, mesmo índice da pesquisa anterior. Já os que acham a atuação do Governo regular, passaram de 38% para 40%. E apenas 14% dos eleitores brasileiros, hoje, avaliam o atual Governo como ruim ou péssimo. Os que não souberam ou não opinaram eram 8%, agora são 4%.
A série de levantamentos que vêm sendo realizados desde o início do Governo Lula, por todos os institutos de pesquisa, indica impressionante estabilidade nos altos níveis de aprovação do Governo, apesar de todas as dificuldades enfrentadas pela administração. Em março, o Governo era ótimo ou bom para 45% da população.
O desempenho pessoal do Presidente da República e a confiança que os brasileiros têm nele, merece destaque: 70% dos eleitores dizem confiar no Presidente, contra 26%. Isso significa poder contar com a confiança de 7 em cada 10 eleitores.Numa escala de zero a 10, a nota média do Governo Lula é 6,7, em setembro. Na ordem de prioridades que o Governo deve adotar, a mais importante continua sendo a promoção do crescimento e do emprego.
Em recente pesquisa realizada pelo instituto Sensus, a pedido da Confederação Nacional do Transporte — CNT, que ouviu 2 mil pessoas em 195 Municípios, no período de 20 a 22 de agosto, a ampla maioria da população (57,7%)considera que as promessas de campanha do Presidente estão sendo cumpridas ou confiam que serão cumpridas até o final do mandato.
Para 55,1% dos brasileiros, a política econômica está sendo conduzida de forma adequada. O índice é semelhante aos que consideram adequada a condução da área social (55,8%).
Sobre a polêmica reforma da Previdência, que enfrentou as maiores resistências dos setores organizados, 68,7% dos entrevistados aprovam a decisão do Governo. Esse índice era de 66% em julho passado. Outro número expressivo mostra que 60,8% manifestaram-se a favor da contribuição de 11% dos inativos sobre a parcela do benefício que exceder R$ 1.200,00.
Quanto à reforma tributária, recentemente aprovada nesta Casa, 37,6% disseram esperar que a carga tributária vai aumentar, enquanto 51,3% dos entrevistados afirmaram que a carga de impostos vai diminuir ou continuar como a atual.
As sucessivas pesquisas de opinião revelam a credibilidade deste Governo e nos dão a certeza de estarmos no rumo certo para o desenvolvimento e a construção de um Brasil que leve em conta todos os brasileiros. Aos que não querem perceber que a campanha eleitoral terminou, que é hora da união pelo Brasil e que insistem nos ataques gratuitos, o povo manda dizer através das pesquisas de opinião: deverão prestar contas de suas atuações nas urnas da próxima eleição.
Era o que tinha a dizer.