CÂMARA DOS DEPUTADOS - DETAQ

Com reda����o final
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O SR. DANIEL ALMEIDA - Sr. Presidente, peço a palavra pela ordem.
O SR. PRESIDENTE (Inocêncio Oliveira) - Tem V.Exa. a palavra.
O SR. DANIEL ALMEIDA (PCdoB-BA. Pela ordem.) - Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, quero hoje externar minha preocupação com a ameaça de demissão de 1.500 bancários do Banco Bilbao Vizcaya — BBV, segundo denúncias do Sindicato dos Bancários da Bahia.
Segundo a entidade, o Centro de Processamento de Dados do BBV, que conta com 600 funcionários fixos e 900 terceirizados, será fechado e poderá resultar na dispensa dos trabalhadores. Além do CPD, o sindicato também denuncia o fechamento de 30 das 38 agências da instituição bancária na Bahia.
O BRADESCO nos últimos 30 anos vem concentrando, de forma exacerbada, diferentes instituições financeiras. Em 1973 foi o Banco da Bahia, que na época contava com 6.500 funcionários; seguindo-se a aquisição do BANEB —Banco do Estado das Bahia, em 1999, que antes da privatização contava com 2.800 funcionários, com redução do quadro para 1.800 funcionários, e posteriormente o Banco Econômico/BBV, que tinha 9.800 bancários.
Assim sendo, Sr. Presidente, somam-se 24.500 postos de trabalho que nestes últimos 30 anos se resumiram em 4.500, podendo se enxugar ainda mais com a incorporação dos Bancos BBV e Mercantil ao BRADESCO. E, paradoxalmente, esta é a instituição bancária mais rentável do País.
Quero, portanto, fazer um apelo às autoridades competentes para que intervenham no sentido de evitar que mais trabalhadores venham a ser penalizados com a perda dos seus empregos. A Bahia já vem amargando as conseqüências do desemprego, uma vez que em julho a taxa de desocupados na Região Metropolitana de Salvador foi de 28,9%, segundo a Pesquisa de Emprego e Desemprego — PED.
Para concluir, solidarizo-me com o Sindicato dos Bancários da Bahia e com os bancários que se encontram em luta contra o desemprego.
Era o que tinha a dizer.