CÂMARA DOS DEPUTADOS - DETAQ

Com reda����o final
Sessão: 206.2.52.O Hora: 14:46 Fase: BC
Orador: JORGE ALBERTO, PMDB-SE Data: 06/10/2004




O SR. JORGE ALBERTO (PMDB-SE. Sem revisão do orador.) - Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, mais uma vez ocupo a tribuna para falar sobre as eleições municipais de 2004.
O PMDB saiu fortalecido em Sergipe: além de diversos Vereadores, elegeu Prefeitos nos Municípios de Salgado — Janete Alves Lima Barbosa; Cumbe — Nilton Santana Dantas; Itabi — o ex-Vereador Eraldo Gomes Conceição; Riachuelo — Antonio Carlos Franco Sobrinho, com brilhante votação; Rosário do Catete — José Laercio Passos Júnior, que foi reeleito. Também elegeu Vice-Prefeitos nos Municípios de Japaratuba — Hélio Sobral Leite; Laranjeiras — José Franco Filho; Itaporanga dAjuda — Celinha; e Rosário do Catete —Antonio Cesar Correia Diniz de Resende, reeleito pelo PSDB.
Mas desejo me referir sobretudo a um assunto que me preocupa bastante: a reforma política. Estamos observando que se instituiu uma nova fórmula de corrupção eleitoral: a boca-de-urna. Trata-se de uma coisa vergonhosa que tem acontecido em todas as regiões do País.
Tive oportunidade de ler os principais jornais e percebi que não é mais uma peculiaridade da região nordestina, como se dizia no passado. Nas demais regiões, os órgãos de fiscalização são ineficientes e impotentes para coibir essa prática danosa para a atividade política, que é a compra de votos por meio de boca-de-urna. Foi uma nódoa nas eleições municipais deste ano.
Os Tribunais Regionais Eleitorais, a Polícia Federal, o Ministério Público, as igrejas, as entidades de classe e as organizações não-governamentais não conseguem coibir esse tipo de prática vergonhosa e danosa. Precisamos, portanto, encarar definitivamente uma reforma política que nos dêcondições de extirpá-la do mapa eleitoral brasileiro. Não podemos mais ver campanhas caríssimas, que demonstram a influência cada vez mais forte do poder econômico na decisão do eleitor. No passado, dizia-se que o candidato que mais gastava nem sempre era o que ganhava as eleições. Mas hoje não é mais assim. O candidato que tem mais recursos, que investe na compra de voto, é o que verdadeiramente ganha as eleições.
Mais uma vez, trago este tema para debate na Casa, para chamar a atenção dos Srs. Parlamentares e dizer que, nestes 3 últimos meses da atual Legislatura, ainda temos tempo de rever essa questão. É um absurdo que continue essa prática danosa no País!
Sr. Presidente, solicito a V.Exa. que autorize a divulgação deste pronunciamento por meio de todos os órgãos de comunicação da Casa, para que as sociedades sergipana e brasileira, mais uma vez, saiba que o Deputado Jorge Alberto se posiciona a favor de uma reforma política que venha a coibir abusos do poder econômico, como a compra de votos.
Os grandes showmícios e as pesquisas de opinião estão induzindo a posição dos eleitores, principalmente dos menos esclarecidos.
Portanto, Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, manifesto mais uma vez minha indignação quanto a essa prática danosa que acontece em nosso País: a influência do poder econômico nas decisões municipais, estaduais e até mesmo nas decisões da Presidência da República.
Agradeço a atenção dos que estão nos ouvindo. Tenho certeza de que concordam com o entendimento deste Deputado; ou seja, temos que dar um basta à compra de votos, combatendo duramente essa nova farra que se chama boca-de-urna em nosso País.