CÂMARA DOS DEPUTADOS - DETAQ

Com redação final
Sessão: 201.1.53.O Hora: 15:32 Fase: GE
Orador: ANTONIO CARLOS MAGALHÃES NETO Data: 14/08/2007




O
SR. PRESIDENTE (Narcio Rodrigues) - A Mesa registra a presença entre nós do ilustre Senador Antonio Carlos Magalhães Júnior, a quem saúda.
O SR. PRESIDENTE (Narcio Rodrigues) - Concedo a palavra ao próximo orador do Grande Expediente, ilustre Deputado Antonio Carlos Magalhães Neto. S.Exa. dispõe de até 25 minutos.
O SR. ANTONIO CARLOS MAGALHÃES NETO (DEM-BA. Sem revisão do orador.) - Sr. Presidente, Sras. e Srs. Parlamentares, Senador Antonio Carlos Magalhães Júnior, a quem agradeço a presença, quero, inicialmente, informar aos nobres colegas presentes ou que porventura estejam se deslocando para o plenário que apartes pretendo conceder, porém, ao final do meu pronunciamento. Conto com a compreensão e a colaboração de todos.
É natural que em momento de dor e tristeza os nossos corações fiquem repletos de sentimentos negativos. Ao contrário, nos últimos dias, tenho procurado preencher o meu coração com esperança, fé, tranqüilidade e confiança na vida. Digo isso porque tenho certeza de que esse era o desejo do meu avô. Ele certamente esperava que eu transformasse a dor e o sofrimento pela sua perda em energia e disposição para tocar a minha vida e, de alguma forma, continuar a sua obra.
Foi dentro desse contexto que reuni forças para realizar meu primeiro pronunciamento após sua morte, justamente para homenageá-lo. Aos poucos, fui compreendendo a grandeza do avô, do homem e do político Antonio Carlos Magalhães. Percebi que ele, como ninguém, conseguia encarnar o espírito do povo baiano. Vi que em nenhum outro momento havia nascido um homem tão apaixonado por uma causa: a defesa de sua terra e de seu povo.
Nessa perspectiva, dentre as várias marcas de Antonio Carlos Magalhães nos seus 53 anos de vida política destacam-se o amor desmedido pela Bahia e o grandioso espírito público. Com o seu trabalho, ele conseguiu mexer com a auto-estima do nosso povo, que enche o peito para dizer que tem orgulho de ser baiano. A sua história de amor pela Bahia foi tão intensa que, tenho absoluta convicção, não se encerra coma sua morte. Mesmo porque, até os últimos dias, o Senador Antonio Carlos Magalhães fez questão de repetir que amaria eternamente a Bahia.
Estamos, portanto, falando de um amor eterno. Não se trata de um amor meramente terreno e fugaz, mas de um amor que se perpetuará nos corações da nossa gente.
Sei que muitos têm a falsa impressão de que ele me induziu a optar pela política. Ele, sem deixar de dar as suas opiniões e de manifestar os seus sentimentos, jamais obrigou nenhum dos seus filhos ou netos a fazer nada contra a vontade. Vou além: eu tinha certeza de que precisaria mostrar muito serviço para ser respeitado por ele e, aí sim, ter a oportunidade de ingressar na vida pública, usar o seu nome e seguir os seus passos.
E foi nesse contexto que, no primeiro turno das eleições de 1998, depois de retornarmos do exercício do dever cívico, na varanda do seu apartamento, ele atravessou o braço sobre o meu ombro e perguntou: Você quer mesmo entrar na política? Diante da resposta afirmativa, ele disse: Então,prepare-se e comece a trabalhar para ser candidato a Deputado Estadual. Mas tem uma coisa: se você quer mesmo ser político, terá que abdicar de qualquer outra atividade profissional. Completou: Um bom político tem que dedicar todo seu tempo para a política.
Naquele momento, eu recebia um dos mais importantes conselhos de toda a minha vida. Confesso, contudo, que levou algum tempo para que eu tivesse a exata noção da importância do que ele me disse naquela manhãde domingo. Hoje vejo que essa é uma condição fundamental para quem quer fazer política com grandeza, principalmente em um país marcado pela falta de credibilidade por parte da sua gente.
Mais uma vez, ACM estava certo.
Diversos observadores políticos registraram, às vezes em tom crítico, que o Deputado ACM Neto era incapaz de publicamente esboçar qualquer divergência com o Senador. A mais pura verdade. Divergências nós tínhamos, pensamentos políticos distintos sobre certos temas também. Contudo, deixávamos qualquer tipo de discordância da porta de casa para dentro. Seguimos à risca o velho ensinamento popular que recomenda que roupa suja se lava em casa.
Tenho muito orgulho de sempre tê-lo respeitado. Essa, diga-se de passagem, foi uma das lições fundamentais que ele transmitiu a seus filhos e netos. Respeitar os mais velhos, ter noção de hierarquia, entender que certas coisas na vida exigem uma liturgia própria, cultuar a história, ver a honestidade e a moralidade como fundamentos essenciais da vida de qualquer cidadão, falar a verdade, olhar com especial atenção para os mais pobres, apoiar os amigos até o fim, lutar para vencer na vida, jamais deitar em berço esplêndido, valorizar as vitórias e aprender com as derrotas, ter força para enfrentar as adversidades, foram alguns dos ensinamentos passados por ACM com seu exemplo de vida. E, posso dizer, sempre que algum de nós se distanciava dessas lições ali estava ele, pronto para fazer uma reprimenda.
Sim, as broncas também faziam parte do seu estilo. Ninguém estava imune a ouvir uma queixa dele. Certas vezes, em tom bastante áspero, sobretudo quando as pessoas que desfrutavam da sua intimidade o contrariavam.
E aqui destaco a sua inigualável passionalidade, que fazia dele capaz de brigar em um instante e, logo em seguida, pouquíssimos segundos depois, fazer as pazes, dar tapinhas carinhosos no rosto ou soltar beijos de ternura.
O peso da minha responsabilidade é muito grande, principalmente por saber, como sei, que Antonio Carlos Magalhães pertence àquela casta de homens públicos que não se comparam, se separam. Para mim, o desafio que sobrevive ao seu desaparecimento físico não é apenas o de lhe conservar, honrando e dignificando, o nome muito mais que uma sigla de sucesso, respeito e credibilidade ao longo de uma vida pública de mais de 50 anos.
Esse nome acabou se transformando em uma verdadeira bandeira para todas as gerações baianas. Tenho que ajudar a sustentar essa bandeira como estandarte da esperança na mente e nos corações dos meus concidadãos, sobretudo os mais novos.
O desafio que sobrevive ao desaparecimento do saudoso Senador exige de todos nós, herdeiros do seu imenso legado cívico e sentimental, muito mais do que o dever de lhe conservar o nome, honrando-o e dignificando-o. É preciso, antes de mais nada, cultivar na prática do dia-a-dia suas múltiplas virtudes e seus múltiplos sentimentos.
A coragem pessoal, a lealdade, o humanitarismo, a capacidade de indignação cívica e a solidariedade foram algumas das qualidades morais que sempre puseram em destacado relevo a figura de Antonio Carlos Magalhães.
Mas foi a paixão o sentimento que mais marcou sua personalidade. Foi a paixão que o levou, sem que o sentisse, a dar-se por inteiro às pessoas do seu afeto, às causas justas que abraçou ou às coisas que fez em todos os planos, sem qualquer exceção, até os derradeiros momentos de sua vida.
Ele costumava dizer que política é paixão. E ele, sem sombra de dúvida, foi apaixonado pela política. Mas não foi apenas pela política que o meu querido avô se apaixonou perdidamente, não raro sobrepondo sua paixão àrazão e à lucidez, como aconteceu em alguns episódios em que teve que testar seu amor extremado pela Bahia.
Eu diria que Antonio Carlos Magalhães foi paixão em todos os planos, instâncias e instantes de sua vida. Foi um homem apaixonado pelos familiares, em especial pelos filhos e pelos netos. E há de se destacar a dor que acometeu seu coração e a mudança que Deus impôs à sua vida quando da perda dos seus 2 filhos, meus queridos tios, Ana Lúcia e Luís Eduardo.
Naquele momento em que Luís Eduardo nos faltou, todos imaginávamos que o Senador Antonio Carlos Magalhães não conseguiria resistir, porque era a expressão maior do amor — esse amor tão intenso, essa paixão tão única! — que sempre tomou o coração dele, sobretudo no que se referia à sua relação com os filhos e netos.
Equivocam-se também os que pensam que a política foi a única grande paixão de sua vida. Além de minha avó Arlete, dos filhos e netos, dos seus familiares, enfim, Antonio Carlos Magalhães também foi apaixonado pelos verdadeiros amigos, a quem tratava às vezes como irmãos, outras vezes como filhos. Interessava-se pela vida particular de cada um deles e de seus parentes, como se se sentisse responsável pela vida de todos, e deles cobrava lealdade na mesma medida em que se mostrava leal. O que para muitos em meu avôpareceu um espírito de dominação, na verdade, na maioria das vezes, não passava de uma demonstração exagerada de zelo. Ele era assim com os filhos, ele era assim com os netos e não foi diferente com os amigos.
Seu cérebro tinha a memória de um computador de última geração. Só se esquecia de um detalhe, menor que fosse sua importância, quando queria esquecê-lo. Por isso, surpreendia os amigos quando cobrava uma promessa de anos, que já se supunha perdida no tempo.
Não houve particularidade que se pudesse revelar na vida dos amigos, por mais afastados que eles se encontrassem, que lhe escapasse na memória para uma observação crítica, um dito carinhoso, a oferta de uma ajuda, um pedido de desculpas ou uma cobrança no primeiro encontro.
Meu avôfoi um catalisador de energias, também entre os amigos.
Faço um parêntese neste instante para ressaltar que nunca desta tribuna e nunca em nenhum ambiente político chamei Antonio Carlos Magalhães de meu avô. Mas trago o tratamento que sempre dispensei no seio familiar hoje, aqui, porque muito mais fala o coração de neto do que o coração de Deputado.
Quem disse que a grande paixão de sua vida foi apenas a política não o conheceu também como administrador moderno, ousado, visionário, apaixonado pelas coisas que fez, quer como Governador da Bahia, quer como Prefeito de sua Capital, quer como Ministro das Comunicações ou como Presidente da ELETROBRAS.
Quero aqui fazer referência a 2 momentos que foram muito importantes na vida do administrador Antonio Carlos Magalhães: a sua passagem pela Prefeitura de Salvador e as vezes em que governou a Bahia, especialmente na terceira oportunidade. Isso porque, um dia, tive a chance de perguntar a ele o que mais o havia marcado em sua vida pública,e ele me havia dito: o momento em que foi Prefeito de Salvador e o momento em que governou a Bahia pela terceira vez.
Ao aproximar o notável administrador Antonio Carlos Magalhães um pouco da cidade onde nasceu, em 4 de setembro de 1927, e onde foi sepultado, na tarde triste de 21 de julho deste ano, também sinto-me obrigado a compará-la: aquela cidade que ele administrou com a cidade de hoje, a cidade em que vivo, que amo e que tanto luto para representar aqui na Câmara Federal.  
Salvador era uma. Salvador, a partir de Tomé de Sousa, teve um momento histórico, que se transformou quando Antonio Carlos Magalhães foi Prefeito. Isso tudo lhe rendeu o título de Prefeito do Século. Ele teve a visão de descortinar, de abrir a cidade, de torná-la grande e pujante, de construir avenidas, logradouros públicos, de dar um novo visual e uma nova infra-estrutura a Salvador. Preparou Salvador para ser uma metrópole, que hoje está à altura de qualquer outra grande cidade brasileira.
Ele tinha na sua administração um lema: construir o futuro, preservando o passado. Agiu como verdadeiro engenheiro, porque cuidava de perto de cada detalhe, de cada obra, de cada ação que determinava fosse realizada na condição de Prefeito da nossa cidade.
Ter sido um grande Prefeito lhe permitiu chegar ao Governo do Estado. Governou a Bahia por 3 vezes. Acredito que foi como Governador, um Governador fenomenal, que ele mais tenha demonstrado o elevado grau de amor por sua terra. O que ele fez por Salvador como seu Prefeito fez depois por todos os municípios da Bahia ao longo dos 3 mandatos em que governou o nosso Estado.
Tenho o dever de destacar algumas obras com a inconfundível marca ACM. Por sua natureza, não se modificaram apenas. É importante dizer que elas transformaram tanto o aspecto econômico quanto o social do nosso Estado. Ou melhor, diria mais. Elas transformaram também as estruturas econômicas e sociais de todo o Nordeste, contribuindo grandemente para o início do processo de sua inserção no quadro das regiões mais desenvolvidas do País.
Creio que uma das grandes conquistas de sua vida pública foi ter transformado a Bahia em um Estado respeitado do Brasil. E só quem é nordestino sabe o quanto é difícil encarar e vencer os preconceitos contra a nossa região.
No passado, muitos baianos, por falta de oportunidade em sua terra, eram obrigados a procurar outros rincões, como os das Regiões Sul e Sudeste, para tentar vencer na vida. Saíam de sua terra e se submetiam à informalidade e ao subemprego. Ralavam para sobreviver fora de casa. ACM, com visão de estadista, descortinou novos e diversificados horizontes para a nossa Bahia. Através de ações de governo, dinamizou a economia baiana.
Vale ressaltar alguns exemplos que foram marcantes: a implantação do pólo industrial, com destaque especial para o Pólo Petroquímico de Camaçari; por falar nisso, a luta de ACM em momento posterior da história baiana pela instalação da indústria automobilística, cujo principal ícone é a fábrica da Ford em nosso Estado; a construção do porto de Aratu e do centro administrativo; a ampliação e modernização do aeroporto; a criação da central de abastecimento da nova estação rodoviária de Salvador; a construção de 2 mil salas de aula; a implantação de cerca de 9 mil quilômetros de rodovias; a extensão da estrutura básica do centro industrial de Aratu; a criação da Cesta do Povo, entre tantas outras iniciativas.
Ele não fez apenas pela Capital porque foi como Governador que olhou o oeste da Bahia e fez surgir o que é hoje o maior pólo produtor de grãos do Nordeste. No extremo sul, rasgou uma nova fronteira agroindustrial, fazendo nascer o segundo maior pólo de papel e de celulose deste País. No centro, na Chapada Diamantina e no sudoeste do Estado, lutou contra a resistência de produtores tradicionais e criou um novo pólo cafeeiro. No nordeste da Bahia, implantou um pólo produtor de alimentos, em que se destaca a produção de feijão. Construiu a Linha Verde, a primeira rodovia ecológica do País, interligando todo o litoral norte da Bahia até a divisa com Sergipe.
Sr. Presidente, diversas foram as obras no âmbito social. Gastaria aqui uma tarde toda para citá-las. Também foi muito forte a sua presença na área da cultura. E não apenas da cultura. Também na área da arte. A Bahia se destaca neste Brasil pela beleza e pela riqueza da sua cultura, pelo esplendor da sua arte.
Diversos foram os seus amigos e parceiros de construção da Bahia, como Jorge Amado, Zélia Gattai, Gal Costa, Dona Canô, Caribé, Calazans Neto, os artistas das manifestações afro, os artistas do axé.
Sr. Presidente, vê-se que a vida de ACM também se confundiu com essa riqueza cultural e artística da nossa Bahia. Isso para não falar do sincretismo religioso, simbolismo que ele soube compreender como uma manifestação do sincretismo do próprio povo baiano, da natureza da nossa terra, respeitando todas as religiões e tendo amigos e amigas nessa área, como Irmã Dulce e Mãe Menininha do Gantois.
Aliás, ACM jamais se esqueceu, até pelo contrário, a vida inteira fez questão de repetir que muito do que fez como homem público se deveu a seus parceiros e colaboradores. Foi muito exigente ao escolhê-los. Para ele, o ideal seria reunir numa só figura atributos da amizade, da lealdade, da apetência para o trabalho, da competência profissional e da confiabilidade.
A respeito de seus colaboradores, disse um dia: Irei procurar os mais capazes onde estiverem, pois não se constrói sem o talento, sem o saber, sem a capacidade de trabalho e de comando.
Dizia também que um bom governante não deve nomear quem terá depois dificuldade para demitir. Talvez por isso jamais a amizade ou o grau de parentesco foram critérios de escolha na sua cartilha de homem público.
Antonio Carlos Magalhães foi um grande apostador nos talentos profissionais. Ele era intuitivo nos investimentos em recursos humanos para a atividade pública e também política, revelando ao longo da vida quadros que nem haviam descoberto em si mesmos qualquer inclinação, aptidão ou talento para a carreira administrativa ou política.
Este, aliás, é um dos bens do chamado espólio político do carlismo de que os seus seguidores jamais podem abrir mão: investir no homem, sobretudo nos jovens, dando-lhes oportunidade de crescimento.
Sr. Presidente, ainda contando com a colaboração da Mesa, inicio a parte final deste pronunciamento fazendo alguns agradecimentos.
Primeiro, quero agradecer ao Instituto do Coração e à sua equipe de médicos, sobretudo na figura de 2 mulheres: Ludmila e Filomena, que se dedicaram como filhas ao Senador Antonio Carlos Magalhães, que lutaram ao lado dele para garantir que pudesse vencer sua fraqueza física.
Quero agradecer à minha família. E o faço na figura de meu pai, que está presente, o Senador Antonio Carlos Magalhães Júnior.
Sr. Presidente, o maior bem que Deus me deu foi minha família e a maior herança que recebi em toda a minha vida foi a educação que me foi transmitida por meus pais e avós. Tenho muito orgulho de meus pais e avós.
Quero agradecer aos Parlamentares de vários partidos, inclusive ao Presidente da Câmara, que foi ao seu sepultamento, assim como os Senadores, seus colegas. Num tributo de amizade, promoveram na semana passada uma Sessão Solene em homenagem àsua memória e à sua trajetória política que calou fundo em nossos corações.
Quero agradecer aos brasileiros de todas as regiões deste País que respaldaram diversas lutas do Senador Antonio Carlos Magalhães, especialmente quando S.Exa. foi Presidente do Congresso Nacional, que apoiaram e aplaudiram a sua iniciativa de instalar a CPI do Judiciário, assim como a de lutar pela constituição do Fundo de Combate à Pobreza e de Erradicação da Miséria, que aplaudiram a sua decisão política firme de aprovar em tempo recorde o pacote de combate à violência e que sempre o respeitaram pela sua luta permanente e intransigente contra a corrupção.
Por último, Sr. Presidente, quero agradecer aos baianos as orações, porque muitos fizeram uma corrente de fé ao rezarem pela recuperação do Senador, pelas manifestações na sua despedida, porque milhares de baianos choraram conosco, sentiram a dor que nós sentimos e prestaram seu último tributo ao Senador. Quero agradecer aos baianos principalmente por um motivo: porque os baianos sempre estiveram ao seu lado, sempre foram a razão da sua vida, sempre foram o alimento e o combustível da sua luta, sempre o fizeram viver e vencer. Os baianos fizeram com que o Senador Antonio Carlos Magalhães superasse os mais difíceis momentos da sua caminhada. Os baianos sempre o fizeram acreditar que valeria a pena lutar. Ele morreu como viveu: lutando; ele morreu como viveu: amando. Amando os seus, mas principalmente amando de forma desmedida e única a Bahia e o seu povo.
Senador, onde quer que esteja, saiba que a principal obra que construiu foi a de ter formado um grupo de homens públicos que sempre compartilharam do seu desejo de lutar e defender a Bahia; saiba que seu grupo político procurará fazer jus à sua história, à sua trajetória, sempre pronto para defender nosso Estado.
Senador Antonio Carlos, saiba que sou grato a meu bom Deus por ter aprendido política na mais brilhante de todas as escolas que a vida poderia me propiciar. Deus não poderia ter sido melhor comigo: concedeu-me a oportunidade e o privilégio de não apenas aprender com o senhor, mas sobretudo de ser merecedor do seu respeito, do seu carinho e do seu amor.
Muito obrigado. (Palmas.)
O SR. PRESIDENTE (Narcio Rodrigues) - Cumprimentamos o ilustre Deputado Antonio Carlos Magalhães Neto pelo emocionado e oportuno pronunciamento, que dáoportunidade a esta Casa de render homenagem ao ilustre Senador Antonio Carlos Magalhães, que tantos serviços prestou ao Brasil, especialmente à Bahia.