CÂMARA DOS DEPUTADOS - DETAQ

Com redação final
Sessão: 144.2.53.O Hora: 11h56 Fase: BC
  Data: 18/06/2008

Sumário

Lançamento da nova programação regional da Rede Independência de Comunicação. Necrológio do ex-Governador do Estado do Paraná, Plínio Franco Ferreira da Costa, e do empresário Moisés Bergerson.


O SR. MAX ROSENMANN (Bloco/PMDB-PR. Pronuncia o seguinte discurso.) - Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, queremos parabenizar a Rede Independência de Comunicação, importante grupo fundado na década de 80, pela família Petrelli, atuante nos mercados paranaense e catarinense, com mídia eletrônica - televisão, rádio e Internet - e mídia impressa, e que lançou recentemente sua nova programação regional, novo jornalismo, consolidando a posição de segundo lugar de audiência em toda a Região Sul do País.
Com 11 emissoras de televisão, mais de 200 retransmissoras, 12 centros de produção de programas, núcleos jornalísticos em Brasília, além de 3 emissoras FM de rádio, 2 jornais diários e uma revista mensal, a RIC, dirigida pelo empresário Mário Petrelli, representa hoje um orgulho para os paranaenses.
Oferecendo ao público uma programação diferenciada que procura garantir o desenvolvimento das comunidades, promovendo seus valores e culturas, e proporcionando informação, entretenimento e serviços, a RIC se consolidou nas últimas décadas como uma rede de comunicação integrada à realidade regional.
A RICTV cobre mais de 90% do potencial de consumo do Estado de Santa Catarina e mais de 91,86% do potencial de consumo do Estado do Paraná, oferecendo para anunciantes e audiência uma estrutura moderna e comprometida com a produção de conteúdos de qualidade.
Na qualidade de Parlamentar que começou sua vida pública lutando pelas liberdades democráticas, incluindo a liberdade de imprensa, não poderíamos deixar de nos regozijar ao ver que essa liberdade vem conduzindo à multiplicação de vozes e oportunidades para que cada vez mais a população possa ver refletida nos meios de comunicação a sua realidade, suas aspirações e necessidades.
Nesse sentido, ao apostar de forma decidida no fortalecimento da programação regional, a RIC não só atende aos preceitos básicos definidos inclusive pela Constituição Federal para os meios de comunicação, como dá um exemplo de independência e credibilidade.
Só pode haver crescimento e desenvolvimento se houver disposição daqueles que acreditam no País, em investir nas potencialidades de nosso povo.
Nesse sentido, a RIC vem cumprindo sua missão, em consonância com a proposta de independência e responsabilidade social que norteia a atuação da empresa.
Portanto, fazemos questão de deixar registrado nosso voto de congratulações a toda a direção e corpo de funcionários da RIC, que com dinamismo e competência estabelece as bases para um novo salto no que se refere ao fortalecimento da comunicação como um instrumento de promoção social, defesa do interesse público e desenvolvimento regional.
Passo a abordar outro assunto, Sr. Presidente.
Queremos expressar nossos votos de pesar pelo falecimento, no último dia 7, em Curitiba, do ex-Vice-Governador do Paraná e engenheiro civil Plínio Franco Ferreira da Costa, que ocupou o cargo entre os anos de 1966 e 1971.
Plínio Costa estava com 87 anos de idade e era casado com Ida Guimarães da Costa. Além de Vice-Governador, também foi Parlamentar. Deputado Federal eleito e diplomado em 1962, foi designado Vice-Líder da maioria na Câmara Federal, posto no qual permaneceu até 1967, quando encerrou seu mandato.
Em 1965, concorreu e foi eleito pelo voto direto ao cargo de Vice-Governador e foi diplomado em 1966. Em sua vida profissional, Plínio Franco Ferreira da Costa ocupou diversos cargos na atividade pública. Também foi engenheiro concursado do Departamento de Estradas de Rodagem - DER, órgão no qual ocupou a direção geral em 1956.
Em 1958, foi nomeado para o cargo de Secretário de Estado da Fazenda e, em seguida, respondeu cumulativamente pelos cargos de Secretário de Estado de Viação e Obras Públicas.
Lançou no Estado do Paraná a campanha Seu Talão Vale Um Milhão, iniciativa que influiu decisivamente no aumento da arrecadação do Tesouro.
Plínio Costa foi ainda Diretor do Departamento de Águas e Esgotos do Paraná, em 1952, e membro do Conselho Rodoviário Estadual, do Conselho Regional de Trânsito, do Conselho Técnico do Plano da Cidade-Estética, Urbanística e de Educação e Cultura da Prefeitura de Curitiba.
Em 1971, foi empossado Diretor-Presidente da Companhia de Telecomunicações do Paraná - TELEPAR.
Em 1972, eleito, pela Assembléia Geral de Acionistas, Presidente da SANEPAR.
Antes, em 1967, fora promovido a professor-adjunto da Escola de Engenharia da Universidade Federal do Paraná - UFPR.
Em 1980, aposentou-se na função de Pró-Reitor de Administração da UFPR.
Filho mais novo de uma família de 11 irmãos, Plínio Franco Ferreira da Costa seguiu exemplarmente os passos de seus orientadores, dentre os quais os irmãos Antônio Franco Ferreira da Costa - Desembargador e Presidente do Tribunal de Justiça do Estado do Paraná; Evaristo e Carlos Franco Ferreira da Costa, médicos; Lysimaco Franco Ferreira da Costa e Alberto Franco Ferreira da Costa, engenheiros; e Esther, Zoé, Maria José, Laura e Maria Josefina.
Queremos deixar portanto registrada a nossa homenagem a esse grande homem, que muito honrou os paranaenses, dedicando praticamente toda a sua vida à promoção do bem comum e à defesa do interesse público.
Sr. Presidente, aproveito ainda a oportunidade para registrar nossos votos de profundo pesar pelo falecimento, no último dia 14, do empresário Moisés Bergerson, dono do grupo paranaense de joalherias Bergerson, sepultado no domingo no Cemitério Israelita Santa Cândida, em Curitiba.
Bergerson morreu aos 75 anos, no sábado à noite, vítima de câncer, no hospital Vita. Deixa, viúva, Necha Rosel, e 3 filhos - Marcelo, Débora e Cláudia - que atuam na empresa e 6 netos.
Conhecido pela discrição e avesso a entrevistas, Moisés Bergerson transformou, em pouco mais de 40 anos, a Bergerson na maior rede de joalherias da Região Sul, com 26 lojas no Paraná e em Santa Catarina.
Nascido na Polônia, veio com a família durante a Segunda Guerra Mundial para Curitiba, onde começou a trabalhar como relojoeiro de uma joalheria.
Mais tarde, resolveu ter seu próprio negócio, trazendo peças em consignação de fornecedores de São Paulo.
Na garupa de uma lambreta, ele percorria Curitiba e cidades próximas carregando uma caixa amarela, de onde tirava mostruários com anéis, brincos e gargantilhas, apresentados a uma clientela formada principalmente por militares e professores.
O negócio cresceu e, em 1964, era aberta a primeira loja Bergerson na Rua Ébano Pereira, no centro de Curitiba.
Para concorrer com outras relojoarias, que praticavam preços menores, Moisés Bergerson lança em 1972 a Big Ben, mais popular, voltada para as classes B e C.
Hoje, a empresa está entre as 5 maiores do Brasil, com 8 lojas Bergerson, 17 Big Ben e uma Bergerson Presentes, inaugurada em 2000.
Empreendedor nato e trabalhador incansável, Moisés Bergerson continuou à frente dos negócios, atuando como diretor-geral da empresa até sua morte.
Marcelo Bergerson, atual diretor de marketing, assume o cargo do pai no comando da companhia e vai dar continuidade ao programa de expansão do grupo.
O próximo objetivo é a entrada em Porto Alegre. A empresa programa ainda a abertura de novas lojas em São José dos Pinhais, na região metropolitana de Curitiba, e em Maringá. Com 400 funcionários, o grupo está presente em Curitiba, Londrina, Maringá, Blumenau, Joinville e Florianópolis.
Paranaense, pude acompanhar de perto o trabalho, a dedicação e o espírito empreendedor desse grande homem. Não poderia deixar de prestar esta homenagem a Moisés Bergerson, cuja trajetória pessoal e profissional ficará registrada na história de nosso Estado.
Sr. Presidente, peço a V.Exa. que autorize a divulgação do meu pronunciamento no programa A Voz do Brasil.
Muito obrigado.


REDE INDEPENDÊNCIA DE COMUNICAÇÃO, RIC, EMPRESA DE MATERIAL DE COMUNICAÇÃO, PR, SC, LANÇAMENTO, PROGRAMAÇÃO, ATUAÇÃO, ELOGIO. PLÍNIO FRANCO FERREIRA DA COSTA, EX GOVERNADOR, PR, MOISÉS BERGESON, EMPRESÁRIO, MORTE, HOMENAGEM PÓSTUMA.
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