CÂMARA DOS DEPUTADOS - DETAQ

Com reda����o final
Sessão: 124.2.52.O Hora: 15:36 Fase: PE
Orador: LUIZ BITTENCOURT, PMDB-GO Data: 15/06/2004




O
SR. LUIZ BITTENCOURT (PMDB-GO. Pronuncia o seguinte discurso.) - Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, uma auspiciosa notícia nos traz o IBGE ao divulgar o desempenho da nossa produção industrial dos primeiros meses deste ano. É muito grato para mim registrarque a indústria goiana está apresentado um dos maiores índices de crescimento do País, graças ao incremento da produção das exportações de agroindústrias instaladas no Estado. Segundo a Pesquisa Industrial Mensal de Produção Física, da Fundação Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística — IBGE, Goiás se situa em 4º lugar em desempenho nacional, com crescimento de 4,1% sobre o mesmo período de 2003.
Conforme acentua uma pesquisa realizada pelo jornal O Popular, que se edita em Goiânia, além de fatores como a abundância de matéria-prima, boa localização geográfica e dos investimentos em infra-estrutura, o bom desempenho da indústria goiano foi calcado, especialmente, nos incentivos fiscais, que interiorizam o desenvolvimento do País. O setor produtivo de Goiás é unânime em reafirmar a importância da manutenção de tais programas para manter a competitividade no Estado e em outras regiões. Quando uma empresa instala uma unidade fabril busca melhores condições de competição para seus produtos no mercado. Sem incentivos fiscais, ameaçadas pela reforma tributária, Estados em desenvolvimento, como Goiás, certamente perderão fôlego nessa corrida.
A divulgação da pesquisa industrial regional de fevereiro foi a primeira, para regiões, após a reformulação da metodologia do IBGE. A nova pesquisa abrange 14 locais, em lugar de 12, pois foram incluídos os Estados do Amazonas. Pará e Goiás. Dos 14 locais pesquisados, 8 apresentaram índices positivos, a saber: Pará (16,2%), Bahia (12%), Paraná (5,8%), Goiás (4,1%), Rio Grande do Sul (2,9%), São Paulo (2,6%), Santa Catarina (0,8%) e Amazonas (0,1%).
Sucede, ainda, que o meu Estado vem aproveitando sua matéria-prima abundante para produzir e exportar mais manufaturados. Uma prova é o incremento da produção nas indústrias processadoras de tomate, soja e trigo, sobretudo a do trigo no cerrado, que tem aumento progressivo, com novos moinhos instalados em diversas cidade do interior. Prevê-se para este ano a elevação do esmagamento de soja, de 1.04 milhão de toneladas em 2003 para 1,21 milhão de toneladas. As exportações de grãos e farelo de soja devem ultrapassar US$300 milhões em 2004, um fato de muita relevância para a economia do Centro-Oeste brasileiro.
Devo assinalar que o meu Estado também exibiu índices positivos nos indicadores mais abrangentes documentados pelo IBGE: 4,1% no acumulado do ano (janeiro e fevereiro) e 3,1% nos 12 últimos meses, sendo que o acumulado do ano refletiu o crescimento de 10% da produção de alimentos bebidas. O aumento da produção de itens como farelo de soja, molhos de tomate, farinhas, adubos e sabão para uso doméstico impulsionou o desempenho industrial em Goiás. A abundância de matéria-prima e os incentivos fiscais para instalação de novas empresas e expansão das indústrias já instaladas estão entre os principais fatores de estímulo.
O fato é sumamente positivo. E, porque é positivo, trago-o ao conhecimento da Câmara Federal, ressaltando que Estados em desenvolvimento, com agroindústrias exportadoras, como a da soja em Goiás, e indústria de bens duráveis têm sustentado um ritmo de crescimento mais ativo.
Muito obrigado.