CÂMARA DOS DEPUTADOS - DETAQ

Com reda����o final
Sessão: 049.3.53.O Hora: 10:40 Fase: BC
Orador: SANDES JÚNIOR, PP-GO Data: 26/03/2009


O SR. SANDES JÚNIOR
(PP-GO. Pronuncia o seguinte discurso.) - Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, hoje quero fazer uma homenagem especial a toda família circense brasileira e mundial.
Na sexta-feira, dia 27 de março, comemoramos o Dia do Circo. Faço uma justa homenagem a milhares de artistas, quase todos anônimos, que diariamente levam alegria aos mais distantes cantos deste País e a muitos lugares do mundo.
Quero dizer da minha admiração por essa classe artística. Ainda criança, em minha cidade natal, a então pequena Porto Nacional, no médio norte do Estado de Goiás, pude assistir maravilhado a dezenas de espetáculos circenses. Via deslumbrado os vôos mágicos no trapézio, a arte dos malabaristas, ria das trapalhadas dos palhaços. O mundo mágico do circo parece ser ainda mais envolvente aos olhos de uma criança de pouca idade.
Foi a partir dali que aprendi a respeitar o trabalho dessas pessoas, que deixam suas famílias para seguir sem rumo, vivendo debaixo de uma lona. Não têm garantia de um amanhã, em virtude das incertezas da renda de seu trabalho. Perpetuam a magia de um espetáculo que tem origem há centenas de anos. Vivem o hoje espelhado no sorriso de uma criança e no brilho do olhar extasiado de um adulto.
Não sabemos com certeza como o circo surgiu. Devemos acreditar que tenha sido ainda no Império Romano, há mais de 2 mil anos. Mas o circo que conhecemos hoje, com picadeiro e cobertura com lona, surgiu no final do século XVIII, na Inglaterra. A praticidade de sua estrutura acabou tornando-a universal. No Brasil, as primeiras aparições de espetáculos circenses foram no final do século XIX, com algumas companhias européias para cá se dirigindo. Começando nas grandes cidades litorâneas, o circo se espalhou e se multiplicou pelo interior do País.
Em 27 de março, quando se comemora o Dia do Circo, prestamos uma justa homenagem ao palhaço Piolim, um paulista nascido nessa data com o nome de Abelardo Pinto. Ele se tornou sinônimo de alegria, como o foram outros artistas, como Carequinha, Arrelia e tantos outros de maior ou menor expressão, que esparramaram por todo o País a beleza de seus espetáculos artísticos.
Durante décadas, eles percorreram o Brasil, seja viajando em estradas de terra, seja em apresentações em emissoras de televisão, levando alegria a um público de todas as idades. Tenho certeza de que, se fecharmos nossos olhos, veremos alguma imagem alegre capturada e para sempre guardada em nossas mentes e corações, tendo o circo como pano de fundo.
Na manhã desta quinta-feira, dia 26 de março, nesta Casa, foi realizado o II Fórum Nacional dos Circos Brasileiros. Foram abordados temas como a educação formal circense - de grande importância, devido à vida nômade que levam essas pessoas - e a aposentadoria desses artistas.
Acreditamos que esta Casa, que é de todos os brasileiros, ainda tem muito a contribuir para melhorar a vida de nossos artistas, sejam eles circenses ou não.
Era o que tinha a dizer.