CÂMARA DOS DEPUTADOS - DETAQ

Com reda����o final
Sessão: 003.3.52.E Hora: 16:08 Fase: PE
Orador: GERSON GABRIELLI, PFL-BA Data: 21/01/2004




O
SR. GERSON GABRIELLI (PFL-BA. Pronuncia o seguinte discurso.) - Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, quero relatar, de forma sucinta, os números da violência, que, além de não serem absão de uma complexidade que foge a análises descompromissadas. Por exemplo, mesmo que se pesquise em todos os distritos policiais da Grande São Paulo o número de homicídios dolosos ou culposos pratiem determinado período, não há que se afirmar estar o resultado atrelado àverdade real dos acontecimentos. Isso somente seria possível após se provar exatamente o que houve em cada situação, condição esta cumprida apenas com o término dos inquéritos policiais. Segundo os relatórios da Coordenadoria de Análise e Planejamento (CAP), da Secretaria de Segurança Pública, por exemplo, a região do 37º DP, Campo Limpo, posbaixo número de ocorrências registradas de roubos, furtos, roubos e furtos de veículos. No entanto, é considerada uma região negra no que tange ao número de homicídios praticados, consolidando, assim, o local como sendo um dos mais violentos de São Paulo, apesar dos baixos números de ocorrências policiais de outra natureza. Aqui entram as cifras negras, pois aquela população descrente na ação do Estado, por mera coou para evitar dores de cabeça, procura ignorar o procedido registro da ocorrência para apuração dos fatos, preferindo a poícia longe de seus problemas. Ocorre que os cadáveres produzidos por essa rejeição ao Poder Público e pacto velado com a criminalidade vão aparecendo no dia-a-dia da região, caracterizando-a como violenta em demasia.
Mediante os exemplos, podemos afirmar que os números servem apenas para orientar análise séria a respeito da criminalidade, por relatarem tendência positiva ou negativa que poderá influenciar na política de segurança pública. Éperda de tempo compararem-se números da Grande São Paulo, por exempcom os de quaisquer outras metrópoles internacionais, pois há que se pensar em soluções, alternativas para questões próprias de nossa sociedade, saídas para problemas maiores, em vez de se fazerem pretensas denúncias da incapacidade ou incompetência do Estado, baseando-se, para tanto, em estatísticas criminais, ignorando suas peculiaridades. Tais análises devem ser feitas por pessoas capacitadas, vinculadas à segurança pública e à sociologia, unindo teoria a prática, a fim de encontrar caminhos palpáveis para minimizar um dos mais graves problemas sociais: a violência urbana.