CÂMARA DOS DEPUTADOS - DETAQ

Com reda����o final
Sessão: 003.3.52.E Hora: 14:08 Fase: PE
Orador: VANESSA GRAZZIOTIN, PCDOB-AM Data: 21/01/2004




O SR. PRESIDENTE (Inocêncio Oliveira) - Concedo a palavra, por permuta com o nobre Deputado Luiz Carreira, à nobre Deputada Vanessa Grazziotin.
A SRA. VANESSA GRAZZIOTIN (PCdoB-AM. Sem revisão da oradora.) - Sr. Presidente, inicialmente agradeço aos Deputados Luiz Carreira e Claudio Cajado por terem cedido a vez para que eu pudesse falar primeiro.
Antes de abordar o assunto que me traz à tribuna, saúdo a Presidência da Câmara dos Deputados pela iniciativa, comunicada no ano passado aos Parlamentares e ao País, de retirar os vidros que separam o plenário das galerias. A possibilidade de vermos aqueles que vêm a Brasília conhecer a Câmara dos Deputados e o funcionamento do Congresso Nacional éimportante e, muito mais, melhora a democracia e a convivência da Casa com a população brasileira.
Deputado Inocêncio Oliveira, que ora dirige os trabalhos, receba nossos cumprimentos pela iniciativa simbólica e importante para o Parlamento e para o Brasil.
Sr. Presidente, no início do ano, sempre deparamos com as tais publicações de balanços sociais e econômicos de empresas públicas e privadas. Neste momento, refiro-me ao balanço da Superintendência da Zona Franca de Manaus, publicado recentemente.
A cidade de Manaus tem um parque industrial composto por mais de 400 indústrias. É um parque produtivo e que, a cada dia, amplia sua tecnologia e o número de empregos.
Encontra-se aqui o Deputado Medeiros, que foi um grande dirigente sindical do País. Recentemente, em atividade da CPI da Pirataria, S.Exa. teve oportunidade de visitar Manaus e algumas indústrias da Zona Franca e pôde constatar a importância desse parque produtivo no coração da Amazônia brasileira e o quanto ele evoluiu nos últimos anos.
Isso se tem revelado nos números, Sr. Presidente. No ano de 2002, o Pólo Industrial de Manaus — PIM cresceu em competitividade, de acordo com os números, numa clara recuperação das diversas crises que atravessou a Zona Franca de Manaus, em decorrência da queda da economia brasileira, em especial no início da década de 90, quando o então Presidente Collor de Mello, de triste lembrança, mudou a política industrial do Brasil. A Zona Franca talvez tenha sido a que mais sofreu.
Dos 100 mil trabalhadores empregados, o número caiu paramenos de 30 mil, o que fez com que o Estado do Amazonas e especialmente Manaus sofressem um impacto negativo de difícil recuperação. Com a interferência do Governo Estadual e do Governo Federal, principalmente do atual Governo, a Zona Franca vem se recuperando.
Quero destacar que o Conselho de Administração da SUFRAMA, presidido pelo Ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, em 2003, aprovou 207 novos projetos para a Zona Franca de Manaus. Isso significa investimentos de aproximadamente 2 bilhões de dólares e a geração de 6 mil novos empregos.
Esse fato permitiu que o Pólo Industrial de Manaus fechasse o ano de 2003 com o número de empregos na casa de 68 mil, o maior dos últimos 10 anos, e alcançasse a meta das exportações. A Zona Franca exportou 1 bilhão e 300 milhões de dólares no ano passado, ultrapassando a meta estabelecida de 1 bilhão de dólares, o que demonstra crescimento de 30% em relação a 2002. Puxaram a produção e as exportações aparelho de telefone celular, motocicleta, áudio, som, vídeo e televisor.
Esse crescimento, Sr. Presidente, deveu-se em boa parte àjusta, clara e correta compreensão que este novo Governo Federal tem da importância da Zona Franca de Manaus. Acabei de dizer que o Conselho de Administração aprovou no ano passado 207 novos projetos, enquanto, na época do Governo Fernando Henrique Cardoso, passamos mais de 5 anos sem uma reunião sequer do Conselho para aprovar novos projetos.
Portanto, destaco o crescimento da Zona Franca de Manaus e a correta compreensão que o Presidente Lula tem da sua importância para a Amazônia como um todo.
Muito obrigada.