CÂMARA DOS DEPUTADOS - DETAQ

Sem redação final
Sessão: 002.2.55.O Hora: 17:04 Fase: BC
Orador: MISAEL VARELLA Data: 03/02/2016




O SR. PRESIDENTE (Gilberto Nascimento) - Neste momento, repito novamente o apelo que tenho feito. Temos 403 Deputados na Casa. Peço aos Deputados que estão nos gabinetes que venham ao plenário registrar presença, para que possamos vencer a longa pauta que temos ainda neste dia.
O Deputado Misael Varella vai falar e, em seguida, daremos continuidade às Breves Comunicações. Porém, nós temos uma lista de Líderes inscritos. Após a fala do Deputado Misael Varella, vou passar a palavra ao Deputado Sibá Machado, do PT, e, em seguida, à Deputada Jandira Feghali, do PCdoB.
Concedo a palavra ao Deputado Misael Varella.
O SR. MISAEL VARELLA (DEM-MG. Pela ordem. Sem revisão do orador.) - Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, peço que seja dado como lido, com divulgação no programa A Voz do Brasil e nos meios de comunicação desta Casa, meu discurso em que mostro que, enquanto a Organização Mundial da Saúde se reúne, em caráter de urgência, para discutir o combate ao zika vírus, o Brasil se torna alvo de desconfiança no cenário mundial.
Muito obrigado, Sr. Presidente.

PRONUNCIAMENTO ENCAMINHADO PELO ORADOR

Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, enquanto a Organização Mundial da Saúde (OMS) se reúne, em caráter de urgência, para discutir o combate ao Aedes aegypti, o Brasil se torna alvo de desconfiança no cenário mundial. O jeitinho brasileiro não pode ser aplicado à saúde pública, que demanda seriedade no combate e, principalmente, na prevenção de quaisquer tipos de doenças. Se não formos capazes de prever danos causados por um mosquito, como será nossa postura para agir contra as inúmeras outras carências do nosso sistema de saúde?
Só em Minas Gerais, a Secretaria de Estado da Saúde confirmou que 16 Prefeituras decretaram estado de emergência devido à epidemia de doenças causadas pelo Aedes aegypti, de acordo com a edição desta segunda, dia 1º de fevereiro, do jornal Estado de Minas. A proliferação do vírus em diversas partes do mundo fez com que a OMS se reunisse para debater esta emergência internacional e definir recomendações aos governos de todo o mundo de vigilância máxima ao zika vírus, à dengue e à chikungunya.
De acordo com a matéria, o Chefe do Departamento de Surtos da OMS, Bruce Aylward, disse acreditar que os casos no Brasil vão perder força no ano. Mas ele admitiu que o zika vírus é um teste de uma nação e pediu maturidade a grupos políticos e atores da sociedade brasileira para superar o desafio.
De fato, um problema desta magnitude deve ser encarado com maturidade. No entanto, mais do que superar este desafio, o Brasil precisa aprender com seus erros mais recentes para, no futuro, não precisar cometê-los novamente. Infelizmente, esta geração pode ficar marcada negativamente pelos casos de microcefalia e pelas seguidas epidemias de dengue e chikungunya. A população não pode mais pagar o preço da morosidade do poder público.
Tenho dito.