CÂMARA DOS DEPUTADOS - DETAQ

Sem supervisão
Sessão: 275.3.54.O Hora: 16:33 Fase: CP
Orador: VICENTINHO, PT-SP Data: 12/09/2013

O SR. VICENTINHO (PT-SP. Sem revisão do orador.) - Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, senhoras e senhores telespectadores, servidores da Câmara dos Deputados, o Governo da Presidenta Dilma, através do Ministro da Saúde, teve um ato corajoso, enfrentando todas as dificuldades, ao assumir o Programa Mais Médicos.

As notícias que nos chegam das várias periferias e interiores aonde estão indo os médicos de fora do País, que poderiam ser, em primeiro lugar, brasileiros, mas não quiseram, são maravilhosas, tanto no atendimento quanto no respeito.

É preciso que a gente acabe com o preconceito contra os médicos estrangeiros: primeiro o preconceito contra Cuba, considerada como tendo uma das melhores medicinas, reconhecida pela Organização Mundial da Saúde; segundo, contra os médicos que estão vindo da Espanha e de outros países. Quem já morou fora do Brasil se sentiu muito mal quando foi humilhado lá fora. Isso não é coisa de outro mundo: nos Estados Unidos, 25% dos médicos são estrangeiros, muitos cubanos; na Inglaterra, 40% são estrangeiros. Sabem por quê? Porque os governantes, como a Presidenta Dilma...

Este programa é liderado pelo grande Ministro Padilha, que tem dado resposta objetiva: o fundamental é a saúde, o fundamental é atender o povo carente - comunidades indígenas, comunidades quilombolas, cidades nos sertões e também periferias das grandes cidades. Afinal de contas, se é médico, você pode optar por trabalhar no centro da cidade. São poucos, a demanda é bem maior.

Eu quero parabenizar o Governo da Presidenta Dilma por essa importante iniciativa.

Em segundo lugar, Sr. Presidente, está uma questão que está me doendo nesta Casa: a luta dos nossos irmãos e irmãs agentes comunitários de saúde e agentes de combate às endemias. Quantas vezes categorias de altos salários vêm aqui pedir que aumentem seu teto salarial. Mas esses irmãos que estão nas ruas vêm pedir um piso salarial nacional para garantir o mínimo de dignidade a esses que sobem e descem ruas, vivem na periferia, visitam os idosos, orientam quanto à alimentação, quanto à forma de se exercitarem para prevenir a saúde, sobretudo no aspecto coronário, além de outros.

Sr. Presidente, nós já tínhamos votado nesta Casa, o Senado também no final do ano, mas esta segunda votação não aparece. Se é para a gente defender a saúde para todos, a gente deve valorizar os agentes comunitários de saúde, carregados de dignidade e de boa vontade. Agente não é pior do que enfermeiro, do que médico - cada um, no seu papel. Muito pelo contrário, trabalham a prevenção, enfrentam chuva, moradores mal-humorados que, muitas vezes, não compreendem a importância que esse profissional de educação exerce em nossa comunidade, em nossa periferia.

Por isso, espero que esta Casa, o mais brevemente, vote e aprove o piso salarial para a categoria dos trabalhadores e das trabalhadoras que lidam com a saúde. Reafirmo aqui: agentes comunitários de saúde e agentes de combate às endemias. Assim, nós vamos constituir um foco específico, preventivo, salvador da saúde do nosso povo.

Eu tenho acompanhado a atitude de algumas delas e deles. Como eles são carinhosos! Como orientam a não fumar, como dão dicas de como enfrentar o vício do fumo ou da bebida, de como se alimentar bem! O bem que os agentes comunitários de saúde vão fazer - e estão fazendo - para este País, logo, logo, vamos perceber nas estatísticas com relação a doenças evitadas pelo trabalho preventivo.

Espero, logo, logo, a aprovação.

Muito obrigado, Sr. Presidente.