• Deputado Arthur Lira (PP-AL), presidente da Câmara: “A obrigatoriedade de expedição de cédulas físicas, a serem depositadas em urnas indevassáveis para fins de auditoria, é ideia controversa, mas estamos abertos ao debate.”
  • Roberto Barroso, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE): “O custo de R$ 2 bilhões faz bastante diferença, e a opção caberá ao Congresso. Só gostaria de lembrar que não teremos o Censo por falta de dinheiro.”
  • Deputado Ricardo Barros (PP-PR), líder do governo na Câmara: “É sabido por todos que o governo patrocina a tese do voto auditável. Fico feliz quando o ministro diz que o TSE cumprirá a decisão do Parlamento, se houver decisão.”
  • Deputado Ivan Valente (Psol-SP): “O sistema existe desde 1996, a maioria da população se acostumou e apoia. O Brasil é o único País que tem choro de ganhador, diz que a eleição foi fraudada porque não ganhou no primeiro turno.”
  • Deputada Bia Kicis (PSL-DF): “Nenhum sistema com 25 anos de idade, como o nosso, pode ser considerado moderno. A Argentina conta com urna de terceira geração – uma máquina de votar com impressão, para conferir o resultado.”
  • Deputada Gleisi Hoffmann (PT-PR): “Uma das conquistas do processo eleitoral brasileiro é a urna eletrônica, considerado um dos melhores sistemas de votação do mundo. É inadequada e sem fundamento a defesa do voto impresso.”
  • Deputado Aliel Machado (PSB-PR): “O voto auditável não representa um retrocesso. Ao contrário, pode consolidar e assegurar a credibilidade de algumas instituições. A Alemanha decidiu, em 2009, pelo retorno às cédulas de papel.”
  • Deputado Paulo Pereira da Silva (Solidariedade-SP): “No voto impresso, você dá a prova de que votou corretamente para quem comprou o voto. Acho que o Congresso não acatará essa história, porque seria uma loucura para o País.”
  • Deputado Aécio Neves (PSDB-MG): “O processo eleitoral precisa de eficácia, que o nosso tem, e confiabilidade, que estamos buscando. Em 2015, a maioria dos deputados e senadores votou a favor da auditagem, não do voto impresso.”
  • Deputado Alex Manente (Cidadania-SP): “O sistema é seguro. Já ganhei, já perdi, jamais questionei o resultado das urnas, porque não há indícios de que exista alguma fraude. Precisamos é da ampla transparência para os partidos.”
  • Deputado Paulo Ramos (PDT-RJ): “Estamos tratando da possibilidade da existência da fraude. Não podemos acolher algo que gera dúvidas nas pessoas. Temos que aliar um sistema que proclama o resultado à aceitação desse resultado.”
  • Deputada Joenia Wapichana (Rede-RR): “As urnas eletrônicas elegeram a primeira mulher indígena deputada federal na história deste País. Elegeram também diversos representantes das ditas minorias. A situação não pode retroagir.”
  • Deputado Domingos Neto (PSD-SE): “Preocupa que a discussão seja mais uma campanha para desacreditar a urna eletrônica do que um movimento para fiscalização com o voto impresso. A política acabou assumindo mais do que a técnica.”
  • Deputado Marcel Van Hattem (Novo-RS): “Nada mais salutar do que debatermos o que pode aprimorar o sistema eleitoral. A comissão especial sobre o voto auditável deve prosseguir da melhor forma possível, para chegar a bom termo.”