Deputado Dr. Luiz Antonio Teixeira Jr., coordenador da Comissão de Ações contra o Coronavírus: “O que não pode acontecer é não chegar medicamento na ponta, porque os gestores têm medo de comprar medicamento fora do preço, com razão. Estamos falando de itens específicos. Esses itens precisam ser solucionados.”
Deputada Carmen Zanotto, relatora da Comissão de Ações contra o Coronavírus: “Os gestores não estão adquirindo [medicamentos] não é por falta de recurso. Não estão adquirindo porque eles poderão responder, em um futuro próximo, aos órgãos de controle externo.”
Leonisa Obrusnik, em nome da Associação Nacional de Hospitais Privados: “Dentro dos medicamentos de sedação, três drogas estão em falta. 82% dos hospitais referiram que elas não estão sendo localizadas para compra. Esses produtos estão com aumento próximo a 200%.”
Heber Dobis Bernarde, consultor do Conass: “Pelo menos 11 medicamentos estão em falta em mais da metade das secretarias. Isso é muito grave. A falta de medicamentos para sedação, anestesia e medicamento para relaxamento muscular podem inviabilizar o processo da sedação para ventilação mecânica.”
Renato Alves, presidente da Hipolabor Farmacêutica: “Hoje não tenho conhecimento do número de pacientes intubados no Brasil, quantos necessitam dessa medicação, até para a gente fazer projeção de demanda. É um dado que não temos.”
Walban Souza, presidente da Abiis: “Não estamos identificando falta de produtos e nenhum tipo de aumento que seja além daquilo que seria o razoável, considerando a variação cambial, as dificuldades de transporte e o custo de frete.”
Nelson Mussolini, presidente executivo do Sindusfarma: “Na indústria, esse tipo de abuso não ocorre. O que pode estar ocorrendo é que os descontos tenham diminuído com o aumento da demanda, mas não acredito que houvesse desconto de 200%.”
Geanluca Lorenzon , secretário de Acompanhamento Econômico do Ministério da Economia: “O Ministério da Economia já está se dispondo a incluir os medicamentos dentro do nosso controle de produtos críticos.”
Fernando de Moraes Rego, secretário-executivo substituto da Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (Cmed): “A Cmed tem consciência de que existe a necessidade de evoluir nos seus marcos legais. Essas discussões já vêm sendo tratadas.”
Andrey Vilas Boas de Freitas, coordenador-geral de Estudos e Monitoramento de Mercado do Ministério da Justiça: “A gente tem que se debruçar sobre esse caso para pensar sobre um tipo de legislação que permita adotar medidas emergenciais. Verificar se o preço da Cmed não atende aos custos que são colocados.”