Rodrigo Maia, presidente da Câmara dos Deputados: “Tem que avançar, mas nós temos que avançar baseados em formulações e também em relação ao ponto de vista da capacidade do Estado brasileiro de financiar isso.”
Deputado Marcos Pereira, 1º vice-presidente da Câmara: : “O valor de R$ 600 chegou por uma iniciativa de debate feito nesta Casa. O governo propunha inicialmente R$ 200, e o Congresso propôs R$ 500, chegando a R$ 600. O Congresso vai ser sempre sensível à voz do povo brasileiro, principalmente dos mais necessitados.”
Martim Cavalcanti, do Ministério da Cidadania: : “Há que se balancear as questões. A gente tem que manter um atendimento, a gente tem que ser fraterno, atender aos vulneráveis, mas sempre lembrando que os mais afetados por um desequilíbrio fiscal são exatamente os mais vulneráveis.”
Paola Carvalho, assistente social: “O estado mínimo que este governo defende há muito tempo é exatamente para quem? Não me parece que o TCU e os órgãos de controle têm os mesmos critérios quando a liberação é feita para os grandes bancos. Me parece que aperta o garrote sempre que é para as populações mais pobres.”
Marcelo Reis Garcia, assistente social: “Diminuir o valor para R$ 300 é um sacrifício para a população pobre desempregada. Neste momento, precisamos de um programa que garanta sobrevivência e esperança nas pessoas. Tirar esse pouco é absurdo. É não conhecer a vida diária da pobreza brasileira.”
Monica de Bolle, economista: “As pessoas que saíram do mercado de trabalho terão muita dificuldade de reinserção. A recuperação e a retomada do Brasil vai ser lenta, e essas pessoas vão continuar desassistidas caso a gente não tenha um programa de renda mínima.”
Rogério Barbosa, sociólogo: “Propomos uma contribuição social emergencial sobre altas rendas, sobre rendas superiores a 15 salários mínimos. Seria complementar ao Imposto de Renda, mas não seria imposto permanente. A ideia de contribuição precisa de maioria qualificada, de uma PEC para passar.”
Tereza Campello, ex-ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (governo Dilma): “O Brasil tem 40 mil famílias que enterraram seus mortos. É desse jeito que a gente tem que olhar o auxílio emergencial. O governo podia ter agido. A gente sabia que essa crise ia nos alcançar. O governo não precisava esperar, em abril, o Congresso tomar uma atitude e dizer ‘governo, pague o auxílio emergencial’.”