CÂMARA DOS DEPUTADOS - DETAQ

Sessão: 305.2019 Hora: 11h36 Fase:
  Data: 03/10/2019

Sumário

Discussão do Projeto de Resolução nº 80-A, de 2019, sobre a criação do Grupo Parlamentar Brasil-República da Costa do Marfim. Subserviência do Governo brasileiro aos Estados Unidos da América.

 A SRA. ERIKA KOKAY (PT - DF. Sem revisão da oradora.) - Falta só mais um item. E todas e todos nós temos que prestar nossas homenagens aos agentes de saúde, até porque a Estratégia Saúde da Família pode até existir sem médico, mas sem agente de saúde não existe.
São esses os profissionais que levam a saúde para dentro das casas e fazem a referência do território.
Nós precisamos territorializar as políticas, estabelecer territórios e entender que somos também o chão que pisamos. Dizia Paulo Freire que nós não nascemos prontos, mas vamos nos fazendo. E eu digo que não saímos daqui prontos e acabados. Nós vamos nos fazendo e nos fazemos com o território, com a nossa ancestralidade, com o respeito a outras formas de vida e com respeito à diversidade humana.
Por isso, a importância deste projeto que estabelece um grupo de amizade entre Parlamentares do Brasil e da República da Costa do Marfim. Um grupo de Parlamentares que se estabelece possibilita que um conheça a realidade do outro, que se possa socializar políticas públicas de qualidade, que se possa estabelecer vínculos de solidariedade, na construção de uma política de relações exteriores que não seja uma política de mão única; que não seja uma política que coloque o Brasil de joelhos diante dos Estados Unidos; que não seja uma política para bater continência para a bandeira estadunidense.
É preciso dizer ao Presidente da República que o Brasil tem uma bandeira verde e amarela, e nós devemos valorizar e homenagear essa bandeira, e não a bandeira dos Estados Unidos. O Brasil não pode simplesmente destruir toda a construção feita com a qualidade e excelência do funcionamento do Itamaraty para colocar em uma embaixada alguém que tem como única condição qualificadora o fato de ser filho do próprio Presidente. É preciso ter seriedade com este Brasil.
Além disso, não se pode achar que o País é um jogo de videogame e que é possível governá-lo através de tuítes e do estabelecimento de discursos de ódio. São discursos de ódio contra uma parte do mundo e discursos de ódio contra uma parte do próprio País. O Brasil é diverso. A humanidade é adversa. Aqueles que acham que as minorias não têm que ter seus direitos valorizados e garantidos não entendem que a democracia garante os direitos da maioria e da minoria, direitos de qualquer ser humano.
Eu vou aqui fazer minhas as palavras de um grande poeta africano que disse que "Cada ser humano tem uma maioria dentro de si."


DISCUSSÃO, PRC 80/2019, PROJETO DE RESOLUÇÃO. GOVERNO, RELAÇÃO INTERNACIONAL, ESTADOS UNIDOS.
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