CÂMARA DOS DEPUTADOS - DETAQ

Sessão: 26.2021.B Hora: 15:08 Fase:
Orador: Data: 27/04/2021

 A SRA. ERIKA KOKAY (PT - DF. Sem revisão da oradora.) - Eu quero saudar muito todos os trabalhadores e trabalhadoras, empregados e empregadas da Caixa Econômica Federal, de onde eu venho. Eu entrei na Caixa em 1982, por concurso público, concurso público que o Governo quer acabar, quer retirar da Constituição esta possibilidade e fazer com que os que têm compadrio e são indicados possam assumir as funções do Estado.
Os empregados e as empregados da Caixa estão em mobilização, fazendo paralisações em todo o Brasil. O que eles defendem? Defendem, primeiro, melhores condições de trabalho, porque estão ali fornecendo o auxílio emergencial. O auxílio emergencial teve seu valor achatado, pela crueldade do Governo, pela política da morte, que se expressa na morte literal das pessoas, pessoas que estão indo embora, por causa da incompetência e do caráter doloso da política genocida de Jair Bolsonaro em relação à COVID-19. Muitas pessoas estão passando fome, e a fome vai corroendo a cidadania de mais de 19 milhões de brasileiros e brasileiras.
Os trabalhadores e as trabalhadoras da Caixa estão atendendo a milhões de pessoas, todos os dias, para lhes assegurar o mínimo de dignidade que um auxílio emergencial tão aviltado não sustenta. Os empregados e as empregadas da Caixa lutam contra a "esqueletização", contra o esquartejamento da empresa, que está sendo entregue, aos pedaços, ao capital internacional, por regra.
O Supremo decidiu que a privatização de subsidiárias não precisaria passar pelo Parlamento. O que faz a Caixa? Vai criando subsidiárias. Quer colocar e fazer o IPO da seguridade da Caixa, que representa um lucro substancial em qualquer banco. Quer entregar pela metade do valor previsto no ano passado, quando a Caixa decidiu não fazer a abertura do capital, a entrega da seguridade, porque os preços estavam muito aviltados. Agora, a Caixa foi entregue pela metade do preço! Quer criar também um banco digital - o banco digital quer tirar da Caixa ela mesma! Quer criar um banco digital para depois privatizá-lo, como quer privatizar os cartões e a gestão de recursos de terceiros.
É um crime contra este País a tentativa de privatizar, aos pedaços, a Caixa, sem que o Parlamento possa se dedicar a esta matéria, como não querem que o Parlamento aumente o valor do auxílio emergencial.