CÂMARA DOS DEPUTADOS - DETAQ

Sessão: 212.2019 Hora: 17h24 Fase:
  Data: 08/08/2019

Sumário

Elogio ao Presidente Rodrigo Maia pela condução dos trabalhos na Casa, especialmente das votações da proposta de reforma previdenciária. Declarações elogiosas do ex-Ministro Roberto Rodrigues à atual Ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Tereza Cristina.

 O SR. PAES LANDIM (Bloco/PTB - PI. Como Líder. Sem revisão do orador.) - Sr. Presidente, eu quero, inicialmente, congratular-me com o Presidente desta Casa, o Deputado Rodrigo Maia, que acabou de dar uma demonstração de muita maturidade política e de espírito público da mais elevada, ao conduzir, com sua liderança, respeitada e admirada pela Câmara dos Deputados, a importante batalha pertinente à reforma da Previdência Social.
Quem acompanhou, como eu, a trajetória política de Rodrigo Maia no Parlamento brasileiro não se surpreendeu. Nos seus seis mandatos como Deputado, encontra-se no terceiro mandato como Presidente da Casa. Se não fora um erro, no meu entender, do ponto de vista constitucional, dos que assumiram o poder em 1964 de impedir a reeleição do Presidente da Câmara na contramão da história dos povos mais democráticos, mais desenvolvidos, como, por exemplo, a Inglaterra e os Estados Unidos, ele seria Presidente muitos anos dirigindo os trabalhos da Câmara dos Deputados do Brasil.
Foi um erro constitucional, como também o foi a retirada da Constituição da grande tradição republicana nascida na Constituição de Filadélfia em 1786, quando incumbiu ao Vice-Presidente da República a Presidência do Senado. O argumento dos constitucionalistas da época expresso no livro célebre da história constitucional americana federalista, que destacava a James Madison, a Alexander Hamilton, ao próprio Washington, é que os Estados são todos iguais. Para evitar a desigualdade, nenhum deles iria presidir a Casa. Daí a incumbência ao Vice-Presidente da República.
Eu acho que foram erros constitucionais, até porque nossa tradição republicana, de certa maneira, nos põe nos moldes da Constituição dos Estados Unidos, assim como a da Argentina, que hoje mantém a tradição de o Vice-Presidente presidir o Senado.
A renovação do Presidente da Câmara é permanente, como nos Estados Unidos, na Inglaterra e em vários outros países do mundo inteiro. No mundo inteiro, de modo geral, o Brasil foi exceção, que devia ser, no meu entender, corrigida.
Rodrigo Maia, ainda jovem, mostrou amadurecimento. Talvez sua experiência de ter nascido no exílio lhe tenha dado esse protagonismo e senso de responsabilidade. Praticamente aos 30 anos, ou pouco mais de 30 anos, já presidia o Partido da Frente Liberal. Depois da sua gestão, ele o transformou no atual DEM, sempre bem talhado para as funções de liderança, discreto, sóbrio, com convicções firmes. Ele me impressiona. Acho que ele foi liberal antes do próprio pai.
Portanto, não me surpreendeu a maneira como se houve da condição do chamado nesta Casa na discussão e na votação dos temas mais sensíveis e mais importantes para nosso desenvolvimento social e econômico.
Sr. Presidente, quero, ao ensejo, reportar-me a uma entrevista do ex-Ministro do Governo Lula que se destacou e ainda se destaca com um dos maiores produtores rurais deste País, um líder inconteste do agronegócio brasileiro. Refiro-me a Roberto Rodrigues.
Não tenho a alegria, há muito tempo, de vê-lo pessoalmente. Eu acho que, como grande Ministro no seu tempo e mercê da sua liderança, do seu conhecimento, do grande engenheiro agrônomo que ele é, das suas palavras e das suas observações, ele sempre tem sido um condutor, uma luz na discussão dos problemas do agronegócio brasileiro.
Com muita propriedade, em entrevista concedida à Folha de S.Paulo na sexta-feira passada, diante de alguns aspectos das políticas públicas da agricultura brasileira, sobretudo do nosso descuido com a pesquisa, do sucateamento do Instituto Agronômico de Campinas, da própria perda do perfil de pesquisa da EMBRAPA, responsável pela segunda revolução do Cerrado, Rodrigues diz com muita propriedade que o Ministério da Agricultura do Presidente Bolsonaro está bem entregue à competente Ministra Tereza Cristina, nossa colega aqui na Câmara dos Deputados.
Tereza Cristina é vocacionada para a agricultura, já que, desde jovem, é apaixonada pelo campo. Basta dizer que, ainda como estudante estagiária, foi das que ajudou a pesquisar e a plantar sementes na Fazenda Progresso, no meu Estado do Piauí, que não deixa a desejar, como propriedade rural moderna, a nenhum lugar deste País. Ela já conhecia o Cerrado do Piauí, antes de desabrochar profundamente.
Portanto, quero parabenizar o ex-Ministro Roberto Rodrigues pela justiça que ele fez, sentimento de todo o brasileiro, pela maneira inteligente, correta, sábia, prudente e determinada como a Ministra da Agricultura vem conduzindo a Pasta do setor do agronegócio brasileiro.
Espero, em outra oportunidade, Sr. Presidente, dar mais detalhes, justificar a admiração que a atual e competente Ministra da Agricultura tem de todo o País, respeitada que é no mundo inteiro pelo trabalho desenvolvido.
Muito obrigado.


RODRIGO MAIA, PRESIDENTE DA CÂMARA DOS DEPUTADOS, ATUAÇÃO PARLAMENTAR, APROVAÇÃO, PEC 6/2019, PROPOSTA DE EMENDA À CONSTITUIÇÃO, REFORMA PREVIDENCIÁRIA (2019), CONGRATULAÇÃO. PRESIDÊNCIA, SENADO FEDERAL, REELEIÇÃO, PRESIDENTE DA CÂMARA DOS DEPUTADOS, CONSTITUIÇÃO FEDERAL (1988). ENTREVISTA, ROBERTO RODRIGUES, EX-MINISTRO DE ESTADO, AGRONEGÓCIO, ELOGIO, TEREZA CRISTINA, MINISTRA DE ESTADO DA AGRICULTURA, PECUÁRIA E ABASTECIMENTO.
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