CÂMARA DOS DEPUTADOS - DETAQ

Sessão: 130.2022 Hora: 18:48 Fase: OD
Orador: Erika Kokay, PT-DF Data: 30/08/2022

A SRA. ERIKA KOKAY (PT - DF. Sem revisão da oradora.) - Na verdade, a ciência é açoitada pelo Governo, por alguns que ainda acham que a Terra é plana e que insistem em empurrar os seus conceitos falaciosos contra a ciência para o conjunto da população. Vejam que o Presidente da República até hoje insiste na cloroquina. E, para se isentar da sua responsabilidade com relação às mortes neste País — e não pode isentar-se, porque a história o condenará como genocida —, ele tenta dizer que foi a ausência de cloroquina que provocou tantas mortes. Aliás, o Presidente tem mania de terceirizar as responsabilidades para os seus hostes, com seus sentimentos golpistas e, ao mesmo tempo, eleger inimigos imaginários.

Vejam, nem este Presidente da República que nega a ciência pode negar os benefícios da amamentação, que é recomendada pela Organização Mundial de Saúde como único alimento do bebê ou da bebê até 6 meses de idade e a sua manutenção até os 2 anos da criança.

Por que nós vamos concordar com que se retirem as salas de amamentação das empresas, para que as mulheres possam ter condições mais adequadas de amamentar e para que seja estimulada a amamentação, o aleitamento materno? O aleitamento, além de alimentar a fome de nutrientes, também sacia a fome de afeto.

Portanto, este destaque diz respeito à manutenção em quaisquer condições das salas de amamentação nas empresas, para facilitar o aleitamento materno. Ainda que tenhamos o auxílio-creche, que, além de poder pagar instituições de creche, pode pagar serviços, não podemos ter nenhuma atitude nesta Casa que impeça ou que não estimule o aleitamento materno.

Por isso, nós defendemos este destaque do PCdoB para que as empresas continuem tendo a obrigação de manter salas de amamentação de forma a que possamos estimular o aleitamento materno.

Ao mesmo tempo, reconhecemos a questão do assédio sexual, esse que atingiu a Caixa em cheio, o qual será combatido.

Mesmo com todos os avanços que tivemos nesta medida provisória, ainda há que se impedir a flexibilização de jornada com flexibilização de salário e a inexistência da obrigatoriedade das salas de amamentação.