CÂMARA DOS DEPUTADOS - DETAQ

Sessão: 114.2020 Hora: 16:16 Fase:
Orador: Data: 06/10/2020

 O SR. GIOVANI CHERINI (Bloco/PL - RS. Como Líder. Sem revisão do orador.) - Sr. Presidente, Sras. e Srs. Parlamentares, primeiramente, quero agradecer ao Presidente Jair Bolsonaro, ao nosso Líder do Governo, o Deputado Ricardo Barros, ao Líder da bancada do PL, o Deputado Wellington Roberto, e a toda a bancada do Partido Liberal da Câmara dos Deputados pela minha indicação à Vice-Liderança do Governo Federal, do Governo Bolsonaro.
Eu gostaria de agradecer esta oportunidade e mais uma vez registrar que, desde o começo da pandemia, o desafio desta nossa Vice-Liderança, junto com o Líder Ricardo Barros e nosso Líder Wellington Roberto, foi entender esse vírus que veio da China e depois entender quais eram os objetivos de outro organismo chinês chamado Organização Mundial da Saúde, que eu não me canso de dizer que é a "Organização Mundial dos Sem-Noção", porque, desde o início da pandemia, erraram mais de 50 vezes, enganaram o povo do mundo mais de 50 vezes. E o pior de tudo é que muitas vezes a própria Oposição repetiu, papagaiou aquilo que a OMS dizia. Primeiro falaram do isolamento social, lockdown e disseram que isso era ciência. Imaginem fazer ciência em 6 meses. O que poderiam fazer era uma experiência. Mentiram para o povo dizendo que era ciência. Isso é negar a própria ciência.
O lockdown foi um erro mortal no mundo inteiro. Deveria ter sido feito, como a China mesmo fez, o isolamento vertical, e não quebrar o País, quebrar a economia. E os mesmos que papagaiaram a quebradeira da economia agora são aqueles que estão tentando salvar o País do caos e da desgraça. O País quebrou pelo isolamento social. Deveriam cuidar das famílias, das pessoas, mas deveriam também ter cuidado da economia. E o povo está sabendo disso. É por isso que o Presidente Bolsonaro subiu nas pesquisas, justamente porque ele falou isso o tempo todo.
Depois ficou proibido falar em tratamento precoce. Quem falasse em tratamento precoce ou em algum medicamento inclusive era censurado na rede social, até isso, como se o remédio, no mundo, surgisse antes da doença. Nenhum remédio surge antes da doença. Era preciso experimentar os remédios, para salvar as pessoas. O Brasil poderia ter salvado mais de 50 mil pessoas que morreram porque não deram a elas os remédios adequados, infelizmente. E ainda mentiram para a população dizendo que em 8 meses haveria uma vacina.
Eu torço para que surja a primeira vacina no mundo o mais rápido possível, com um tempo recorde. Mas nenhuma vacina que presta neste País e no mundo foi descoberta em menos do que 5 anos para que pudesse ser efetivada na prática e colocada à disposição da população.
E o que é pior: a terceira fase de testes da vacina em alguns países gerou milhares de doentes. Agora nós não temos a garantia de que essa vacina na terceira fase vai funcionar.
Então, além de quebrarem o País, levaram a ideia da enganação para a população. Em vez de dizerem para que usassem os remédios existentes, usassem os remédios - não vou nem dizer o nome, porque vou perder esse discurso que eu gostaria que fosse registrado em rede nacional -, geraram problemas na economia e na saúde, porque as pessoas ficaram em casa doentes, tornaram-se doentes mentais, e muitos não foram para os hospitais com medo de pegarem o vírus. Não fizeram cirurgias, morreram do coração em casa e de tantos outros problemas que foram gerados pelo fato de terem de ficar em casa.
Por isso, Sr. Presidente, defendo as práticas integrativas e complementares. O Brasil adotou o caminho errado na medicina, o caminho do esquartejamento da pessoa, o caminho de ver somente a doença e o remédio alopático. Nós precisamos tratar isso antes, fazer o tratamento precoce nas pessoas. Mesmo assim, eu trabalhei cuidando da questão das UTIs, de respiradores, de recursos no meu Estado do Rio Grande de Sul. Trabalhei muito perto do Ministro General Eduardo Pazuello, para que mandasse recursos para o Rio Grande do Sul e todos os hospitais receberam recursos do Governo Federal.
O Governo Federal fez a sua parte e tenho certeza de que vai continuar fazendo, porque os novos desafios agora são muitos. Devemos pegar as consequências daqueles que defenderam a OMS e a ciência, que agora são os mesmos que querem salvar o País. Aliás, foi a Minoria que disse que aprovou os 600 reais. Quem aprovou os 600 reais foi a Maioria, que é quem apoia o Governo.
Nós vamos enfrentar esse desafio. E o meu sonho é que o Brasil não viva de Bolsa Família nem de "Bolsa Coronavírus", mas que viva de emprego. Espero que as pessoas trabalhem e, com o fruto do seu próprio trabalho, sustentem a sua família. Esse é o caminho. Infelizmente, houve aí uma escola de se dar tudo para as pessoas, e se esqueceram de ensiná-las a pescar.
Nós precisamos encontrar o Renda Brasil e vamos fazê-lo. Nós vamos fazer o Programa Casa Verde e Amarela. E eu defendo que se coloque ali as cooperativas habitacionais, para que, através delas, as pessoas façam as suas próprias casas. Não podemos mexer no teto, mas temos que enfrentar esse desafio, que é muito difícil. Certamente não teremos o apoio da Oposição, primeiro, porque diminuíram as despesas. Como é que se diminui a despesa de um Governo fazendo reforma administrativa, vendendo patrimônio, vendendo estatais sabendo que isso não traz resultados?
Esperamos que a Oposição nos ajude neste desafio e também no desafio de fazer a reforma tributária, porque a Oposição defende a diminuição de impostos - e também acho isso. Mas, para fazê-lo, é preciso diminuir a despesa. Não há outro jeito entre receita e despesa.
É claro que eu sei que o papel da Oposição é de fazer os gastos. O papel da Situação é dizer de onde saem os recursos. Afinal, no Brasil, a Oposição sempre tem dois discursos: quando está no poder tudo é proibido, nada é possível; quando vai para a Oposição tudo é fácil.
Por exemplo: por que não taxaram as grandes fortunas? Ficaram 14 anos no poder, não taxaram as grandes fortunas e agora querem que o Presidente Bolsonaro faça isso? Acho que nós vamos fazer, porque sabemos fazer. Não temos compromisso com ninguém e podemos taxar as grandes fortunas. Hoje o Brasil é o País que mais paga imposto. Quem ganha mais paga mais, quem ganha menos paga menos. Não entendo por que a Oposição está se apegando a essa questão das grandes fortunas, porque a lição está dada. Eles não fizeram por quê? Porque não era possível.
Por que a Oposição não nos ajuda a votar o projeto sobre o extrateto, que está sobre a mesa do Presidente Rodrigo Maia, para ser votado? Falo do extrateto que nós votamos. Sabem quanto dá para economizar com o extrateto? Alguns bilhões de reais. Dá para pagar os 600 reais que a Oposição está defendendo, se votarmos o projeto do extrateto. Todo mundo tem que ganhar aquilo que está na Constituição. O teto é o salário do Presidente do STF, como está na Constituição. Só que há quem ganhe 100 mil reais, 150 mil reais, 200 mil reais por mês. Vamos votar o extrateto! Esse é o desafio que eu lanço, para que nós possamos realmente ter recursos, diminuir impostos e pagar essas políticas tão importantes, que são o Renda Brasil e o Bolsa Família, de que a população tanto necessita, de que é carente.
Nós vamos fazer com que esses recursos cheguem à casa da população, ao seu dia a dia.
Muito obrigado, Sr. Presidente.
O SR. PRESIDENTE (Luis Miranda. DEM - DF) - Deputado Giovani Cherini, agradeço. V.Exa. sabe que eu gosto da sua coerência. V.Exa. sempre se mantém na defesa daquilo em que acredita, bem como vários da Esquerda. Sempre os apoio, porque coerência é uma coisa importante na política. Mas não é verdade que quem ganha mais paga mais e quem ganha menos paga menos. Em percentual e proporção, nós precisamos corrigir isso na reforma tributária, e conto com o seu apoio para isso. Há uma discrepância enorme no nosso País em percentual e em proporção de ganhos. Quem ganha mais paga infinitamente menos do que quem ganha um salário e que, no consumo do produto, paga 50% dos seus ganhos. Por exemplo, na compra da cesta básica para a sua casa, dos produtos básicos para a sua família. Precisamos corrigir esse erro, sem querer entrar na narrativa de esquerda ou de direita.
Eu tenho certeza de que V.Exa. entende disso. Peço a V.Exa. que me apoie nesta luta, junto com outros.
O SR. GIOVANI CHERINI (Bloco/PL - RS) - Estamos juntos, irmão.