CÂMARA DOS DEPUTADOS - DETAQ

Sessão: 050.1.55.O Hora: 10:14 Fase: BC
Orador: JAIR BOLSONARO, PP-RJ Data: 26/03/2015

O SR. JAIR BOLSONARO (Bloco/PP-RJ. Pela ordem. Sem revisão do orador.) - Prezado Sr. Presidente, eu esperava não tocar mais neste assunto aqui, mas, como Dilma Rousseff não tem palavra, eu sou obrigado, em defesa das crianças e da família, a voltar a esse tema.
Eu digo isso porque, em 2011, perante a bancada evangélica, ela falou que ia recolher aquele material conhecido como kit gay, porque era inadequado. Men-ti-ro-sa! Não é porque ela ficou presa 3 anos com Eleonora Menicucci, que declarou agora, em 2012, que continua fazendo sexo com homens e mulheres, que eu estou voltando a esse assunto. Não tenho a ver com a vida particular de ninguém. Nada! E não tenho nada a favor nem contra gay. A minha briga é contra o material homoafetivo que está chegando às escolas do ensino fundamental.
Olhem o lixo publicado no Diário Oficial da União, em 12 de março agora, lixo que tem a cara da Sra. Presidente: Resolução nº 12. Essa é uma resolução de um Conselho vinculado à Secretaria de Direitos Humanos: para qualquer menino que, porventura, se sinta menina, essa criança pode frequentar o banheiro das meninas, o vestiário das meninas, usar o uniforme que bem entender, se pintar, passar batom, usar calcinha e usar o nome social, como está publicado em Diário Oficial - está publicado! Não estou inventando, não! -, sem que seja obrigatória a autorização do responsável.
Presidente Dilma Rousseff, respeite as crianças! Respeite a família!
Eu digo ao pessoal que recebe Bolsa Família: "O que vale mais: um cartão do Bolsa Família ou a dignidade de seu filho"?
Isso tudo, Sr. Presidente, nasce aqui no Plano Nacional de Promoção da Cidadania e Direitos Humanos de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais, que traz 180 itens, dizendo que está defendo gays, mas que está, na verdade, inoculando a homossexualidade no ensino fundamental.
Ele propõe, entre outras ações: a distribuição de livros escolares que abordem a temática da diversidade sexual para o público infanto-juvenil, ou seja, para todo mundo; bolsas de estudo para travestis e transexuais, tal como o Haddad já está fazendo em São Paulo, em que paga 900 mil-réis para cada moleque que se declarar gay; curso de pós-graduação sobre diversidade sexual - eu queria saber que pipoca é essa desses cursos aqui -; valorização de movimentos de lésbicas, gays, bissexuais e travestis - que cultura, meu Deus do Céu!? Lei Rouanet? -; incentivar a produção cultural ligada à juventude LGBT; casas estudantis para travestis e transexuais - república gay. Cadê o Deputado Major Olimpio e o Capitão de São Paulo? Também cria o batalhão gay, para atender esse pessoal no local de consumo do seu produto de amor.
Sr. Presidente, não basta, como vi que alguns fizeram, apresentar aqui um projeto de decreto legislativo para tornar sem efeito essa resolução. Vamos convocar a Ministra Ideli Salvatti. Fica o convite do Jair Bolsonaro para a sua antecessora, a Deputada Maria do Rosário, que fica se vitimizando aqui quando entra em debate comigo. Vamos discutir isso, Sra. Maria do Rosário, lá na Comissão de Direitos Humanos ou na Comissão de Segurança, porque, lá, a gente aprova, porque isso aqui tem a ver com segurança pública, para botar um ponto final nessa sanha LGBT.
O mundo não é gay. Se vocês têm simpatia por essa causa, é direito de vocês, mas assumam. Não fiquem querendo inocular nas crianças esse lixo, porque a Câmara dos Deputados não vai aceitar, com toda certeza.