CÂMARA DOS DEPUTADOS - DETAQ

Sessão: 039.2.52.O Hora: 14h44 Fase: PE
  Data: 31/03/2004

Sumário

Transcurso do aniversário da Revolução de 1964. Homenagem à memória dos militares mortos na Guerrilha do Araguaia. Editorial sobre o tema, de autoria do jornalista Roberto Marinho, publicado no jornal O Globo.

O SR. JAIR BOLSONARO (PTB-RJ. Sem revisão do orador) - Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, 31 de março de 1964 é uma data reverenciada pelos brasileiros de bem, pelos democratas.
Sr. Presidente, peço a V.Exa. autorização para reverenciar a memória dos militares que, em 1964, evitaram fosse instalada no País ditadura totalitária de esquerda. Vou me ajoelhar, por alguns segundos, se V.Exa. permite. (Ajoelha-se o orador.)
Os brasileiros devem homenagear os militares que, nesta data que deve ser comemorada, evitaram - repito - fosse instalada em nosso País ditadura totalitária de esquerda, cujo resultado seria a implantação de regime semelhante ao de Cuba e, para todos nós, o paredão ou a plantação de cana.
Quero reverenciar a memória dos heróis que morreram em prol da revolução, dos 16 militares que morreram na Guerrilha do Araguaia. Caso não tivessem aniquilado o movimento, hoje teríamos no coração do País grupos semelhantes às FARC que dominam a Colômbia.
É a homenagem que faço em memória dos meus companheiros militares que falecerem em 1964 e também por ocasião da Guerrilha do Araguaia. (Levanta-se o orador.)
Sr. Presidente, passo agora a citar trechos de editorial escrito pelo jornalista Roberto Marinho e publicado no jornal O Globo, no dia 7 de outubro de 1984:
"Participamos da Revolução de 1964 identificados com os anseios nacionais de preservação das instituições democráticas, ameaçadas pela radicalização ideológica, greves, desordem social e corrupção generalizada".
Alguém vai rebater o Sr. Roberto Marinho?
Para refrescar a memória dos que acusam os militares de torturadores, vou citar 2 episódios. Em 1968, a Vanguarda Popular Revolucionária, que tinha como um dos mais ativos integrantes o atual todo-poderoso Ministro-Chefe da Casa Civil José Dirceu, planejou e realizou um atentado à bomba contra o quartel do Exército de São Paulo. Alguns dos seus membros lançaram ladeira abaixo um carro-bomba que explodiu em uma guarita, na qual se encontrava de serviço o jovem recruta Mário Kosel Filho, que teve o corpo totalmente dilacerado. Dizem que foi em nome da democracia. Mas que democracia é essa? Trata-se de atentado terrorista bárbaro e hediondo, tal como o que ocorreu há meses no Iraque, ceifando a vida do Embaixador brasileiro Sérgio Vieira de Mello.
Cito também o caso em que Lamarca, no Vale do Ribeira, depois de aceitar a troca de prisioneiros, usou o então tenente da Polícia Militar Alberto Mendes Júnior como escudo para vencer a barreira do Exército. Ultrapassada, ele foi simplesmente executado a coronhadas.
Que democracia é essa? Será que quem critica o regime militar, quem fala de tortura, não tem vergonha na cara, não tem memória? Naquela época, o atual Ministro José Dirceu foi aprender técnicas de guerrilha na China e em Cuba, países totalitários que praticaram ditaduras sanguinárias. Tudo o que aprendeu lá veio aplicar aqui: tortura, guerrilha, luta armada, assaltos etc. Mas os militares reagiram bravamente.
Continua o jornalista Roberto Marinho, no referido artigo:
"Acompanhamos esse esforço de renovação em todas as suas fases. No período de ordenação de nossa economia, que se encerrou em 1977, nos meses dramáticos de 1968, em que a intensificação dos atos de terrorismo provocou a implantação do AI-5, na expansão de 1969 a 1972, quando o produto nacional bruto cresceu à taxa média anual de 10%. Assinale-se que, naquele primeiro decênio revolucionário, a inflação decresceu de 96% para 12%, ao ano".
Diz ainda Roberto Marinho, em 1984, 20 anos depois dos episódios de 31 de março de 1964:
"Volvendo os olhos para as realizações nacionais dos últimos vinte anos, há que se reconhecer um avanço impressionante: em 1964, éramos a 49ª economia mundial, com uma população de 80 milhões de pessoas e uma renda per capita de 900 dólares. Somos hoje a 8ª, com uma população de 130 milhões de pessoas, e uma renda média per capita de 2.500 dólares".
Sr. Presidente, no regime militar restabeleceu-se o progresso, a ordem, a disciplina e a hierarquia. Trata-se de fatos que ninguém pode contestar. Agora novamente mergulhamos no atraso que precedeu 1974. Não queremos militares no Poder. Gostaríamos apenas que se restabelecesse a autoridade em nosso País, que o manto da corrupção não continuasse encobrindo atos como o do Ministro José Dirceu e da quadrilha do Palácio do Planalto.



GOLPE DE ESTADO, DITADURA, REGIME MILITAR, ANIVERSÁRIO, HOMENAGEM, MILITAR, EDITORIAL, ROBERTO MARINHO, JORNALISTA, DEFESA.
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