CÂMARA DOS DEPUTADOS - DETAQ

Sessão: 024.2.55.O Hora: 14:36 Fase:
Orador: Data: 02/03/2016

O SR. FÁBIO SOUSA (PSDB-GO. Sem revisão do orador.) - Agradeço a V.Exa.
Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, todos os que nos assistem pela TV Câmara e estão presentes aqui no plenário, acompanhando a sessão de hoje, em primeiro lugar, quero dizer ao Deputado Moroni Torgan, Vice-Líder da Minoria, que S.Exa. com certeza pode contar com a minha atuação e com o meu apoio nas tentativas de melhorarmos o combate à violência, que tanto nos assusta.
Inclusive, apresentei uma proposta de emenda à Constituição e descobri que existem várias outras nesse sentido. Apresentei uma PEC que destina 5% do PIB a serem obrigatoriamente investidos em segurança pública, em especial nos Estados. Aliás, o dinheiro deve ser investido nos Estados, para que possam fazer o combate a toda essa criminalidade, haja vista que a maior reclamação que têm, desde o Governador da Bahia, que é do PT, ao Governador de Goiás, que é do PSDB, e tantos outros, é a falta de recurso financeiro para atuarem.
Conte comigo, meu caro Líder, Deputado Moroni Torgan!
Sras. e Srs. Parlamentares, eu venho mais uma vez a esta tribuna para falar sobre algo que nos preocupa muito: as inúmeras crises que o Brasil enfrenta. E V.Exas. sabem que elas ocorrem em todas as áreas. Mas uma das crises que tem chamado muito a atenção deste Deputado - e, eu sei, a de muitos outros Deputados desta Casa e da população - é a crise econômica, que, de fato, nos próximos meses, vai contribuir para que 11 milhões de brasileiros fiquem desempregados. É uma previsão muito realista esta. E tantas outras estatísticas estão sendo feitas, e a realidade está assolando e afligindo o brasileiro, em especial o mais pobre - porque quem sofre mais é o mais pobre. Em todos os sentidos, quando a crise se relaciona ao financeiro, ao econômico, quem mais sofre são os mais os pobres.
Isso tudo tem a ver com uma tal de nova matriz econômica - eu tenho até que anotar, porque tenho que decorar esse nome -, proposta pelo atual Governo, que pega alguns temas que já foram testados em âmbito internacional e que nunca deram certo, historicamente falando - isso é registro histórico. Evidentemente, não vai dar certo no Brasil também. E não está dando certo no Brasil.
Mas insistem, insistem e insistem em tomar medidas neste sentido: mais intervenção do Estado e políticas totalmente assustadoras e equivocadíssimas, economicamente falando. Tais medidas estão levando o Brasil não apenas a namorar com o abismo, como foi dito há poucos dias por alguns Deputados nesta tribuna; estão jogando o Brasil em um abismo econômico de difícil recuperação.
É preciso, eu repito, união de todos e medidas que realmente interessem à população, medidas corajosas que venham a recuperar a nossa economia, uma economia que demanda intervenções, mas intervenções que venham dar ao mercado condições de trabalhar, de se desenvolver, de aplicar seus recursos, e por aí vai.
Mas o Governo continua insistindo nessa nova matriz econômica. Até parece que gosta de viver no caos, porque só tem crise. E é uma crise atrás da outra: é crise política, é crise criminal, é crise disso ou daquilo outro. Agora continua havendo crise econômica, e o Governo fica patinando nessa crise econômica, numa verdadeira areia movediça.
Há um ditado popular, Deputado Hauly, que diz que "errar é humano". Mas insistir no erro é burrice. Insistir em algo que não dá certo é mais do que burrice; insistir em algo que não dá certo é não colocar metas, mas - mesmo não as colocando - querer dobrá-las quando elas forem atingidas; insistir no erro é dizer que a galáxia é no Rio de Janeiro; insistir no erro é dizer que ela agora é uma "roraimada" - se é que existe este termo insistir no erro é saudar para todo mundo a mandioca, é estocar o vento; insistir no erro é dizer que existem mulheres sapiens ou matar a mosquita.
Nós estamos insistindo no erro - e muito. E isso, Sr. Presidente, Deputado Carlos Manato, é extremamente preocupante, até porque, no final das contas, a população vai ficar sem recursos. Está todo mundo dependendo de crédito bancário. E quando o dinheiro dos bancos acabar? Porque vai acabar.
Vamos parar com esse negócio de querer matar a mosquita, saudar a mandioca, falar sobre a mulher sapiens. Isso não está dando certo. Vamos parar de insistir no erro, porque já deixou de ser burrice para se tornar "dilmice".
O SR. PRESIDENTE (Carlos Manato) - Muito obrigado, Deputado.
Parabéns pelo pronunciamento de V.Exa.