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12 de fevereiro de 2004

Porto de Manaus


Comemorar vitória pela definição de quem é competente para julgar uma ação é no mínimo temerário. É o que disse a deputada federal Vanessa Grazziotin (PCdoB) após a decisão de ontem (11) da Primeira Seção do Superior Tribunal de Justiça (STJ) que definiu a Justiça Federal como responsável para resolver as questões judiciais envolvendo as empresas arrendatárias e o Estado do Amazonas sobre o controle do Porto de Manaus.

A deputada fez referência ao entusiasmo dos dirigentes da Empresa de Revitalização do Porto de Manaus que tiveram o recurso acatado pelo pleno do STJ contra a decisão do juiz Roberto dos Santos Taketomi, da Vara de Fazenda Pública de Manaus, que na semana passada devolveu o controle do porto ao Estado.

Na avaliação da parlamentar também é um equivoco achar que não há recursos a curto prazo para recorrer da decisão. "O Estado está determinado a retomar a administração do porto dessas pessoas inescrupulosas e, para isso, vai encontrar um caminho ágil para viabilizar esse objetivo", disse. Para a parlamentar, o que não pode é um patrimônio público ser administrado por pessoas que estão sob suspeita de envolvimento numa suposta organização criminosa que agiu para substituir o atual superintendente da Receita Federal, José Tostes Barros Neto. "Outro absurdo é que o ex-governador investiu R$ 35 milhões para privatizar um porto público". Independente das brigas por liminares, Vanessa afirmou que na decisão de mérito da Ação Popular que solicita o cancelamento do edital de concorrência para o arrendamento do porto, da qual ela é uma das autoras, "os arrendatários dificilmente vão obter sucesso". "Desta vez estão ao nosso lado, na condição de pólo ativo na ação, a União, o Estado e a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq)".

Também foram juntados aos autos do processo, segundo a parlamentar, o relatório de inspeção do Tribunal de Contas da União que confirmam as irregularidades na licitação e ainda apontam novas ilegalidades.

Segundo ela, o quadro atual é bem diferente da época em que ingressou com a Ação Popular na Justiça Federal. "Na ocasião, além de o ex-governador estar ao lado arrendatários, a União (governo FHC) jamais se manifestou sobre o problema", lembrou.


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