2 de setembro de 2003
Deputados instalam Frente para
combater pirataria

A Câmara dos Deputados vai dar a sua contribuição
para colocar o Brasil na legalidade, porque o país não
pode se dar ao luxo de conviver com a pirataria. A afirmação
foi feita ontem (02), no Auditório Nereu Ramos, pelo presidente
da Casa, João Paulo Cunha, durante o lançamento
da Frente Parlamentar de Combate à Pirataria (Frenpis)
e da abertura da mostra de produtos pirateados.
O auditório daquele poder foi tomada por entidades de
diversos setores e personalidades como o padre Marcelo Rossi,
o ator José Wilker, as cantoras Joana e Kelly Key, e os
cantores Rodriguinho (Travessos), Péricles (ExaltaSamba)
e Xande (Harmonia do Samba).
João Paulo disse que a falsificação chegou
aos diversos setores da economia causando grandes prejuízos
para o país, entre eles, o desemprego e evasão fiscal.
Por isso, ele defendeu que os trabalhos desenvolvidos na Casa
contra esse mercado ilegal precisam repercutir no executivo e
na sociedade brasileira. "Mas nós não faremos
isso sozinhos, precisamos do apoio das entidades, dos artistas
e do poder público", disse.
A coordenadora da Frenpis, deputada federal Vanessa Grazziotin
(PCdoB-AM), explicou que a idéia da Frente é manter
o debate em torno do assunto "sempre elevado na Câmara".
Também serão sugeridas mudanças na legislação
e feito um trabalho com entidades e o executivo para conscientizar
a população do problema. "Nós queremos
desenvolver no país uma grande ação de educação
contra a pirataria", disse.
A deputada também explicou que enquanto funcionar a CPI
da Pirataria na Casa, a prioridade da Frenpis será atuar
em apoio à comissão. "Porque esse é
um órgão extremamente privilegiado. A CPI tem capacidade
não apenas de sugerir mudanças na legislação,
mas também de propor ações para serem executadas
pelo executivo, Ministério Público e pelos setores
de repressão. Além disso, tem o poder também
de investigação", explicou.
"Combater a pirataria é um exercício de cidadania",
disse o ator José Wilker após explicar que não
estava preparado para fazer um discurso. A cantora Joana afirmou
que o meio artístico está bastante fragilizado por
causa da falsificação, por isso, avaliou o lançamento
da Frente como um momento histórico. "Se você
consumir um produto falsificado, você não estará
prejudicando só um segmento que trabalha com o produto,
mas todo um país", deu o seu recado Kelly Key, que
há dois anos no mercado já sente os efeitos da pirataria.
Na mostra de produtos pirateados inaugurado ontem (02) e que
fica na Casa até a próxima quinta-feira, seis estandes
dão exemplo ao público de diversos produtos originais
e falsos. Entre eles estão: bolsas louis vuitton, cigarros,
camisas de time de futebol, cds, tênis, isqueiros, canetas,
detergentes, bolas, bebidas, camisinhas, leite em pó e
palha de aço.
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