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30 de maio de 2003

A crítica
Subcomissão busca alternativas energéticas
[ Antônio Paulo - Sucursal ]


A Comissão da Amazônia e Desenvolvimento Regional, da Câmara dos Deputados, instalou ontem a Subcomissão de Energia para estudar as alternativas energéticas para a região amazônica. Sob a presidência da deputada federal do Amazonas, Vanessa Grazziotin (PCdoB), e a relatoria do deputado Miguel de Souza (PL-RO), o grupo de parlamentares vai diagnosticar, dentro do contexto nacional, a situação energética da Amazônia por meio de seminários, audiências públicas na Câmara e em todos os Estados da região.

O resultado do trabalho, previsto para dezembro deste ano, deverá ser apresentado ao Ministério das Minas e Energia, Eletrobrás, Eletronorte e às companhias energéticas estaduais.

De acordo com o cronograma aprovado pelos membros da subcomissão, no próximo dia 6 de junho, às 10h, acontecerá a primeira audiência pública, na Câmara dos Deputados, para discutir o licenciamento ambiental de empreendimentos de geração de energia na Amazônia. A sugestão foi dada pelo ex-presidente do Ibama, deputado Hamilton Casara (PSDB-RO). A situação energética na região Norte e as alternativas para evitar a crise no abastecimento; as possibilidades de uso do gás de Urucu como fonte alternativa para a geração de energia elétrica para os Estados do Amazonas, Rondônia e Acre; a universalização do acesso à energia na Amazônia em pequenos municípios e comunidades isoladas; e as fontes de financiamento para a geração e pesquisas das fontes alternativas são alguns dos temas que vão ser discutidos pela subcomissão de energia com a participação das instituições ligadas ao setor. Três reuniões serão realizadas fora de Brasília. Em Manaus, para tratar da implantação do gasoduto Coari-Manaus; em Porto Velho, para a implantação do gasoduto Urucu-Porto Velho e em Belém, para discutir a implantação da segunda fase da Usina Hidrelétrica de Tucuruí e de Belo Monte.

O último grande evento, a ser realizado em outubro, será o seminário para debater sobre o novo modelo energético para a Amazônia e a política governamental para o setor. Os grandes projetos de geração e transmissão de energia, como a duplicação de Tucuruí, gás natural, Usina Hidrelétrica de Belo Monte, no Pará, que terá capacidade de geração de 11 mil megawatts de energia, maior que a binacional Itaipu; o linhão Tucuruí/Manaus, projeto em estudo avançado feito pela Eletronorte, e a construção de duas grandes hidrelétricas no Rio Madeira Jirau e Santo Antônio, com capacidade de 3,5 mil MW cada uma, estarão na pauta de discussão.

A presidente da subcomissão disse que os debates também vão envolver o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), que têm recursos destinados aos projetos de infra-estrutura e energia, Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT), com verbas destinadas aos fundos setoriais, e o Ministério da Integração Nacional.

Para a deputada amazonense, o desenvolvimento regional e a expansão da industria e do emprego nos Estados da Amazônia estão ameaçados se não houver solução para a crescente demanda de energia.

EM DESVANTAGEM
Na Amazônia, cerca de 60% da população é atendida pela rede de energia elétrica, isto significa que 40% não usufruem deste benefício, enquanto que este porcentual é de 93% para os consumidores atendidos na região Sul e de 98% para a região Sudeste. Grande parte da Região caracteriza-se pelo Sistema Isolado, não estando, interligada ao Sistema Interligado Nacional.

 

 




 

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