09.05.2003
Indústria
farmacêutica nacional revela interesse
pelo Centro de Biotecnologia da Amazônia
A importância do Centro de Biotecnologia da Amazônia
(CBA) para o desenvolvimento da indústria farmacêutica
brasileira no que se refere à fabricação
de medicamentos a partir de plantas amazônicas foi tema
discutido nesta sexta-feira, 9, em Manaus, durante reunião
realizada entre os dirigentes da Associação dos
Laboratórios Farmacêuticos Nacionais (Alanac), do
Ministério da Saúde, Fiocruz e técnicos da
Superintendência da Zona Franca de Manaus. A iniciativa
do encontro partiu da deputada federal Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM)
e contou com a participação de representantes do
governo estadual, empresários locais e pesquisadores na
área de
fitoterápicos.
"O CBA é um instrumento estratégico para a
política de saúde no país", destacou
o diretor do Departamento de Assistência Farmacêutica
do Ministério da Saúde, Norberto Richard, destacando
a abrangência nacional do trabalho a ser desenvolvido pelo
Centro.
"A utilização de plantas na fabricação
de medicamentos é uma tendência mundial", afirmou
o presidente da Alanac, Josimar Henrique da Silva, que chamou
a atenção para a importância de investimentos
em pesquisa, desenvolvimento e inovação tecnológica,
Josimar Silva informou que há interesse da indústria
farmacêutica nacional de firmar parcerias com o Centro de
Biotecnologia da Amazônia, assim que entrar em funcionamento,
o que está programado para acontecer no segundo semestre.
Como exemplo de possibilidades de investimento na região,
Josimar citou a produção de insumos a partir de
matéria-prima regional, como óleos essenciais, extratos
fluidos e secos. Uma reunião técnica com participação
de representantes das indústrias farmacêuticas e
da Suframa foi agendada para o próximo mês, com o
objetivo de identificar de forma detalhada as necessidades do
setor e como o CBA atender essa demanda.
Outro ponto abordado foi a necessidade do Brasil avançar
quanto à padronização dos extratos, conforme
as exigências legais. "Muitas vezes, as indústrias
farmacêuticas chegam a importar extratos naturais feitos
a base de plantas nativas por não haver padronização
adequada, isto é, sem informações precisas
sobre quando o material foi coletado, quando foi extraído
etc", disse o diretor da Alanac, Dante Júnior.
Para que o CBA comece a funcionar de fato está faltando
uma definição do governo federal sobre a sua gestão.
Nesse sentido, estão sendo realizadas reuniões entre
os ministérios do Desenvolvimento, Indústria de
Comércio (MDIC), ao qual a Suframa é vinculada,
o de Meio Ambiente (MMA) e o de Ciência e Tecnologia (MCT).
Uma definição é aguardada para o próximo
mês.
Após a reunião na Suframa, foi organizada uma visita
ao prédio do CBA e a empresas da área de fitoterápicos
e fitocosméticos em funcionamento no Pólo Industrial
de Manaus e à fábrica de medicamentos da Universidade
Federal do Amazonas. As empresas visitadas foram: Pronatus, Essencial
Arte, PRB - Produtos Regionais do BRasil, Phytofarma do Amazonas
e Magama. O Centro de Incubação e Desenvolvimento
(CID).