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06.05.2003

 

Ministério libera verbas
para fábrica de medicamentos

A Universidade Federal do Amazonas (Ufam) recebeu R$ 1,1 milhão do Ministério da Saúde para dar continuidade a construção da primeira fábrica de medicamentos da região Norte, que funcionará no minicampus da Ufam. As obras estavam ameaçada de paralisar por falta de recursos. A perspectiva é que em quatro meses a unidade entre em operação.

Com capacidade de produção de 200 milhões de comprimidos, cápsulas e drágeas, a unidade vai fabricar inicialmente medicamentos de dez grupos farmacológicos. Entre eles, contra pressão arterial, o diabetes (benalamina), analgésicos (tilenol e novalgina), malária, hanseníase (dapsona) e cardiovasculares (captopril). Os fármacos serão destinados para a rede pública de saúde do Estado e vão atender a população de baixa renda.

A deputada federal Vanessa Grazziotin (PCdoB), autora das emendas ao Orçamento que destinou recursos para a fábrica, que faz parte do Instituto de Pesquisa e Produção de Medicamentos da Amazônia (IPPMA), disse que as obras funcionaram "lentamente em janeiro, fevereiro, março e abril, mas a partir de agora vão retomar seu ritmo normal". A parlamentar afirmou que aguarda ainda a liberação de mais R$ 100 mil para a compra de três estufas climáticas, que serão utilizadas para averiguar a validade dos produtos.

O ministério já liberou para a obra cerca de R$ 3,5 milhões. Para colocar em funcionamento a unidade, a Ufam vai precisar de mais R$ 2 milhões. "São recursos que já estão previstos no Orçamento, mas que vamos precisar dobrar os esforços para liberá-los por conta do contingenciamento", explicou Vanessa.

Pelos cálculos do presidente da comissão de implantação e funcionamento do IPPMA, professor Miguel Angelo da Silva, 56 anos, 65% das obras já estão concluídas. A construtora PB do Brasil, sediada em São José dos Campos (SP), que venceu a licitação, já concluiu os serviços de fundação e de fechamento da fábrica. "No local não há parede de alvenaria são placas de aço com recheio de isopor para proteção térmico e acústico", explicou.

Outras tecnologias foram aplicadas na parte física da obra. A cobertura possui telhas térmicas e acústicas que vão diminuir a temperatura interna e evitar um custo maior de energia. O piso tem revestimento eboxi, uma resina que evita o acumulo de sujeira no local. Num mezanino estão sendo construídos sanitários e armários especiais para a higienização dos funcionários.
A área de produção e almoxarifado compreende a 1.350 m2. Outra área de 495 m2, foi reservada ao Controle de Qualidade, onde todo o material que ingressar na fábrica será analisado. Restos de matérias-primas, por exemplo, como embalagens de papel e alumínio ficarão a disposição da vigilância sanitária pelo prazo de seis anos.

Miguel Angelo diz que 50% dos equipamentos já foram comprados. São duas máquinas de compressão, uma blister (para embalar o comprimido), duas strip (fazer o envelopamento), um aparelho HPLC (determina a qualidade do produto), um espectofotômetro (faz análise da quantidade), uma drageadeira e uma esteira (para determinar o tempo de desintegração do medicamento no organismo humano).

Os R$ 2 milhões a serem investidos ainda na obras serão destinados para a aquisição de mais equipamentos, compras de móveis, construção de uma caixa d´água, casa de inflamável e aquisição de um grupo gerador de 310 KVA.


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