27 de junho de 2003
Vanessa
destaca contrato entre Petrobras e Ufam
A Universidade Federal do Amazonas (Ufam), por meio do Centro
de Ciências do Ambiente, assina hoje (27), às 11h30,
na sala da reitoria, contrato com a Petrobras de aproximadamente
R$ 3 milhões para elaborar o Estudo de Impacto Ambiental
e Relatório de Impacto Ambiental (EIA/RIMA) do gasoduto
Coari-Manaus, que vai transportar 10,5 milhões de m³/dia
do gás natural extraído da província de Urucu
até a capital amazonense. Com início da operação
previsto para 2006, o investimento total da obra é de US$
393 milhões.
Formada por 66 pessoas, entre doutores, mestres, graduados e
acadêmicos a equipe técnica da Ufam terá três
meses para concluir o trabalho. Eles vão analisar a viabilidade
ambiental do empreendimento. Serão avaliados aspectos como
área de influência, diagnóstico ambiental,
clima, recursos hídricos, geomorfologia, solos, flora,
fauna, demografia, economia da região, do empreendimento,
organização social e serviços públicos,
prognóstico ambiental, medidas mitigadoras, compensatórias,
programa de monitoramentos dos impactos e análise de risco.
A parceria das instituições foi anunciada ontem
(26), no plenário da Câmara, pela deputada federal
Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM), uma das maiores defensoras
da efetivação do gasoduto. "A Petrobras não
poderia ter feito melhor, pois a universidade reuniu um grupo
técnico capacitado. São bons quadros em diversas
áreas como meio ambiente, sociologia, geologia, engenharia
florestal, economia e entomologia (estuda insetos)", disse.
O reitor da Ufam, Hidembergue Frota disse que os trabalhos vão
começar de imediato. Ele calcula que até outubro
seja concluído o EIA/RIMA. Na proposta, a Ufam diz que
a importância da Amazônia e o gás natural como
elemento de promoção do desenvolvimento regional
são os princípios norteadores das tarefas a serem
executadas.
A proposta técnico-científica elaborada pela Ufam
foi formulada por uma equipe multidisciplinar de pesquisadores
da própria universidade e de outras instituições
como o Instituto Nacional de Pesquisa da Amazônia (Inpa),
Universidade de São Paulo, Universidade Federal do Rio
de Janeiro, da Universidade Federal de Viçosa e da Empresa
Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa).
O empreendimento tem extensão de 417 km. O primeiro trecho
de 210 km, com 22 polegadas de diâmetro, ligará o
Terminal Solimões, em Coari, a uma estação
intermediária, em Anori. O segundo trecho, com 20 polegadas,
terá 207 km e vai até Manaus. O gasoduto executará
a travessia do rio Badajós, dos Cuamã e Caapiranga
até alcançar as margens do rio Negro, onde iniciará
a travessia até os limites da Refinaria de Manaus (Reman).
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Jornalista Iram Alfaia
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