08 de julho de 2003
Cigarro
falsificado causa prejuízo de R$ 1,5 bi
Trinta por cento do cigarro vendido no mercado nacional é
falsificado e tem origem no Paraguai. Por serem mais sofisticadas
que as do país vizinho, as gráficas brasileiras
chegam a imprimir embalagens e selos do produto. O cigarro falsificado
possui pedaços de insetos, monóxido de carbono,
altos teores de alcatrão e nicotina. Só em impostos,
a União deixa de recolher R$ 1,5 bilhão por ano
devido a ilegalidade.
As denúncias foram feitas ontem (08) pelo diretor da Associação
Brasileira de Combate à Falsificação (ABCF),
Fernando Ramazzini, aos deputados da CPI da Pirataria da Câmara.
Ele ainda relacionou como problemas a falsificação
de remédios, defensivos agrícolas, material cirúrgico,
cerveja, bola, rolamento, platinado, baralhos e vestuário.
Esse mercado chega a movimentar R$ 80 bilhões por ano.
Ramazzini explicou que muitos falsificadores recolhem sua matéria-prima
nos lixões, a exemplo do material cirúrgico como
lâminas e pinos ortopédicos. Nós chegamos
a encontrar esses produtos sendo reutilizados em hospitais",
diz.
A deputada federal Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM), segunda
vice-presidente da CPI, diz que além das informações,
o diretor da ABCF, em reunião fechada, repassou uma listas
de empresas que supostamente estariam envolvidas na indústria
da falsificação. "Com esses dados, a CPI pode
realizar trabalho de parceria com essa entidade que já
atua com o apoio do Ministério da Justiça",
disse.
Os deputados da comissão decidiram convocar para as próximas
sessões da CPI representantes da Agência Nacional
de Vigilância Sanitária (Anvisa) e fabricantes de
cigarros no país. O presidente da CPI, Antônio Medeiros,
disse que Ramazzini também retornará à comissão.
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Jornalista Iram Alfaia