Data: 24.04.2003
Nova
fiscalização em projetos da Sudam
O inventariante da Sudam, Jaime Pacheco, anunciou ontem (23),
na Comissão da
Amazônia e Desenvolvimento Sustentável da Câmara,
que a partir de junho será
retomada a fiscalização entre 300 a 350 projetos
do Fundo de Investimento da
Amazônia (Finam). Quatro empreendimentos no Amazonas, custeados
pelo fundo e
sob suspeita de irregularidades, serão os primeiros a receberem
sua visita.
São eles: Agroindustrial Manacapuru, Cia Amazonense, Hotel
Maksoud Plaza e
World Trace Center.
A deputada federal Vanessa Grazziotin (PCdoB), que propôs
a audiência, disse
que a visita do inventariante ao Amazonas, a ser confirmada em
breve, poderá
priorizar o cancelamento desses empreendimentos. "Só
na Agroindustrial
Manacapuru e a Cia Amazonense, do mesmo grupo, foram desviados
aproximadamente R$ 50 milhões. São casos absurdos
que ainda estão impune",
disse a parlamentar ao inventariante.
Encarregado pelo ministro da Integração Nacional,
Ciro Gomes, em retomar as
atividades da extinta autarquia, Pacheco explicou que desde fevereiro,
quando assumiu o cargo, nada pôde ser feito por falta de
estrutura e
recursos humanos. "Nesse período concentramos nossas
atividades em elaborar
um plano técnico de trabalho para retomar as atividades
que ficaram
paralisadas nos últimos dois anos", explicou.
A retomada das atividades, segundo ele, deve-se a fatores como
a paralisação
do sistema de colaboração financeira do Finam, da
concessão dos incentivos
fiscais de Isenção do Imposto de Renda, da emissão
do Certificado de
Empreendimentos Implantados (CEI) e da renegociação
dos debêntures. Só no
Amazonas, cerca de 30 empresas ameaçam entrar na Justiça
com pedido de
liminar para receber a isenção do IR.
Para colocar seu plano de trabalho em prática, Pacheco
diz que foram
solicitados técnicos do Banco da Amazônia e dos estados
da Amazônia Legal.
Ao todo estão sendo aguardados 100 técnicos para
a formação da equipe de
fiscalização até o final de maio. São
contadores (30), engenheiros civis
(30), engenheiros agrônomos (20), veterinários (08)
e engenheiros florestais
(12).
As principais metas a serem atingidas envolve a fiscalização
no máximo em
350 projetos do Finam, apuração de irregularidades
em 457 projetos e
conceder CEI para mais de 100 projetos regulares. Além
disso, será
contratada uma empresa de auditoria independente para examinar
cerca de 50
projetos do Finam, que obtiveram financiamento superior a R$ 20
milhões.
Num balanço orçamentário apresentado aos
parlamentares, o inventariante
disse que até dezembro de 2002 foram liberados do Finam
para a região cerca
de R$ 123 milhões. Para os 47 projetos do Amazonas foram
destinados R$ 15
milhões, contra R$ 74,2 milhões recebidos pelo Pará.
Estão previstos ainda
para investimentos no Estado R$ 560,6 milhões. Em recursos
à liberar, a
maior fatia pertence a Tocantins, cerca de R$ 804,9 milhões.
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Iram Alfaia