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-----Mensagem original-----
De: Marina Pimenta Spinola Castro [mailto:marina.castro@mj.gov.br]
Enviada em: sexta-feira, 3 de setembro de 2004 12:23
Assunto: TSE esclarece que voto da pessoa com deficiência continua obrigatório
Prioridade: Alta
Prezado(a)
Jornalista(a),
O conselheiro do Conade, Waldir Macieira, e a
titular da Coordenadoria Nacional para Integração da Pessoa Portadora de Deficiência,
Isabel Loureiro Maior, concedem entrevista hoje, às 15 horas, na
sala 211 do Anexo 2 do Ministério da Justiça.
Eles falarão sobre a audiência realizada com o TSE a respeito de proposta de resolução
que tornaria facultativo o voto das pessoas com deficiência. Veja nota a seguir.
TSE esclarece que voto da pessoa
com
deficiência continua obrigatório
BRASÍLIA, 03/09/2004 (PR) - O voto das pessoas com deficiência continua
obrigatório e está em avaliação a possibilidade de que em casos excepcionais e
dependendo de requerimento do interessado e comprovação de impossibilidade o eleitor
poderá ser dispensado de votar. Foi o que garantiu o presidente do Tribunal Superior
Eleitoral (TSE), ministro Sepúlveda Pertence, a representantes do Conselho Nacional dos
Direitos da Pessoa Portadora de Deficiência (Conade) e da Secretaria Especial dos
Direitos Humanos, durante audiência realizada ontem em Brasília.
A audiência
foi realizada em função de uma proposta de resolução em trâmite no TSE que tornaria
facultativo o voto das pessoas com deficiência. O relator é o ministro Gilmar Mendes.
Preocupados com uma possível aprovação desta resolução, o Conade e a SEDH se reuniram
ontem com o presidente do TSE. Participaram da audiência o presidente do Conade, Adilson
Ventura, o chefe de gabinete da SEDH,
Os
participantes do encontro registraram que o TSE sempre garantiu os recursos para que as
pessoas com deficiência votem com independência. Entretanto, eles manifestaram
preocupação com a possível resolução do TSE. Eles destacaram que o mais importante é
garantir que essas pessoas votem, exigindo às seções eleitorais as adaptações
necessárias. Segundo os participantes da reunião, tornar o voto facultativo da pessoa
com deficiência poderia incentivar o Estado a não proceder as
adaptações e reformas necessárias nos prédios de uso público, além de provocar na
sociedade a sensação de que a pessoa tetraplégica e a cega são inválidas, o que não
é verdade. O Conade esclareceu, ainda, que a legislação já garante às pessoas
impossibilitadas por doença ou deficiência grave de não comparecerem à seção
eleitoral para votar, tendo apenas de comunicarem ao juiz eleitoral da zona essa sua
situação singular.
No final da audiência, o ministro Sepúlveda Pertence, além de garantir que o voto das pessoas com deficiência continua obrigatório, comprometeu-se a agendar audiência do Conade com o Ministro Gilmar Mendes, relator da matéria, a fim de que o TSE fique bem esclarecido sobre os aspectos e peculiaridades das deficiências que atingem vários cidadãos brasileiros.