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original-----
De: Imprensa [mailto:imprensa@cipla.com.br]
Enviada em: sexta-feira, 18 de junho de 2004 16:37
Para: "Undisclosed-Recipient:;"@cipla.com.br
Assunto: Esclarecimento: fábricas ocupadas vão a Brasília
Esclarecimento
Os
trabalhadores da fábrica de botões Diamantina NÃO tem a reivindicação de
estatização. Eles estão discutindo o que fazer. Iniciaram um processo para formar uma
cooperativa. Não convencidos disso, agora estão discutindo qual a melhor solução. Uma
comitiva de trabalhadores integra a caravana para abrir uma discussão com o Governo sobre
uma saída para salvar todos os empregos.
RUMO
A BRASÍLIA
Trabalhadores de fábricas ocupadas querem
estatização
para manter 1400 empregos
Dia 21 de junho, trabalhadores da Cipla/Interfibra (Joinville/SC),
Flaskô (Sumaré/SP), Flakepet (Itapevi/SP) e
Botões Diamantina (Curitiba/PR) partem de suas cidades em direção à capital do país.
A caravana com 200 trabalhadores das fábricas ocupadas leva na bagagem um Apelo
Urgente ao Presidente Lula. O documento é assinado por milhares de brasileiros que
cobram a garantia definitiva dos 1400 empregos e direitos ameaçados.
Em junho de 2003, uma delegação de
350 trabalhadores da Cipla/Interfibra esteve em audiência com o Presidente, munidos de 70
mil assinaturas na carta que pedia ao Governo que assumisse as empresas para salvar 1000
postos de trabalho. Vamos fazer o que for preciso para salvar esses empregos,
garantiu Lula, nomeando um grupo de trabalho com quatro Ministérios e o BNDES para
estudar a viabilidade das empresas e propor uma alternativa. Um ano se passou, o
desemprego aumentou e outras fábricas foram ocupadas. Até agora, nenhuma proposta
concreta foi apresentada para solucionar a questão, protesta Serge Goulart,
Coordenador dos Conselhos das Fábricas Ocupadas.
Desde então, os trabalhadores tentam
uma nova audiência com o Presidente. Dia 05 de maio, uma delegação das Fábricas
Ocupadas teve uma reunião preliminar com o Ministro do Trabalho e Emprego. Ricardo
Berzoini se comprometeu a encaminhar, via BNDES, um plano de viabilidade econômica e
reestruturação societária das empresas. Além de dialogar com o Tribunal Superior do
Trabalho sobre as penhoras das contas bancárias, leilões de máquinas e equipamentos, e
ameaças de prisão de dirigentes das Fábricas. Berzoini prometeu dar uma resposta em 10
dias, quando deveria ser marcada a audiência com Lula. Cansados de esperar, os
trabalhadores vão a Brasília em busca de respostas. A idéia é acampar em frente ao
Palácio até serem atendidos pelo Presidente.
Histórico
das Fábricas
CIPLA E INTERFIBRA
Os 1000 trabalhadores das empresas
CIPLA e INTERFIBRA de Joinville/SC encerraram uma greve de oito dias, que reivindicava
pagamento dos salários atrasados, depósito nas contas do FGTS, além de outros direitos
trabalhistas.
Depois de intensas negociações,
entre os representantes dos trabalhadores e dos patrões, o comando administrativo e
operacional da CIPLA e INTERFIBRA passa para as mãos dos trabalhadores. Os proprietários
foram afastados da direção da empresa.
Os trabalhadores elegeram os Conselheiros de Fábrica. O Conselho é formado por um
representante de cada setor e turno de trabalho, com poder de discussão e deliberação.
Todos podem expor e defender suas idéias de forma organizada e democrática.
Uma comissão eleita levantou a dívida da empresa que chega a R$ 500 milhões, sendo 80%
com o governo.
Mesmo com o apoio da comunidade, os
trabalhadores vêm sofrendo pressões de muitos lados, inclusive da Justiça. Exemplo
disso é a seqüência de leilões de máquinas que ocorrem desde que assumiram as
empresas. As dívidas não foram feitas pelos trabalhadores e a venda de máquinas pode
impedir a continuidade da produção e a manutenção dos 1000 empregos.
FLASKÔ
Dia 12 de junho de 2003, os 70
operários da Flaskô de Sumaré/SP, empresa do mesmo grupo da Cipla, decidem assumir o
controle administrativo e operacional da empresa, e elegem um Conselho de Fábrica para
dirigir o parque fabril.
Os trabalhadores de Sumaré viviam
uma situação conhecida: salários, 13º, férias e FGTS atrasados e não depositados.
Sob o controle dos trabalhadores, os salários estão sendo pagos em dia, e foram
retomados os contratos com clientes que haviam migrado para outros fornecedores.
FLAKEPET
Em Itapevi/SP, 140 trabalhadores da
Flakepet, empresa do setor plástico, em assembléia geral, dia 9 de dezembro de 2003,
decidem ocupar a fábrica para garantir os postos de trabalho, o pagamento dos salários e
direitos trabalhistas. O patrão havia fechado a fábrica e mandado os trabalhadores para
casa. Com salários atrasados e sem perspetiva de receber, inclusive o 13º salário, os
trabalhadores decidem produzir e vender para sustentar suas famílias.
No dia 3 de março, o patrão
conseguiu a reintegração de posse da empresa com a ajuda da PM. Para impedir que as
máquinas sejam retiradas, os trabalhadores estão acampados em frente ao parque fabril.
Eles querem a estatização da Flakepet, e solicitam uma audiência com Lula.
BOTÕES
DIAMANTINA
Abandonados desde dezembro de 2003,
os funcionários da Diamantina, fábrica de botões de Curitiba/PR, estavam com salários
atrasados, além de não terem depositados seus direitos (FGTS, IR e INSS). Sem
negociação, fizeram uma assembléia e resolveram ocupar a fábrica, em 9 de abril.
Sofreram reintegração de posse, mas conquistaram uma liminar, em 23/4, ganhando direito
de administrar a empresa por um ano. Eles
vão na caravana para abrir uma discussão com o governo sobre uma saída para salvar
todos os empregos.
Contatos:
(48) 9963-0295 - Serge Goulart- Coordenador dos Conselhos das Fábricas Ocupadas;
(11) 9584-6262 - Stefan Mantu - Coordenador do Conselho de Fábrica da Flaskô;
(11) 9988 - 0641 - Misa Boito - Comitê de Apoio aos Trabalhadores da Flakepet
e pelos e-mails imprensa@cipla.com.br ou imprensaflaskô@ig.com.br