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-----Mensagem original-----
De: Imprensa [mailto:imprensa@cipla.com.br]
Enviada em: segunda-feira, 12 de julho de 2004 13:39
Para: "Undisclosed-Recipient:;"@cipla.com.br
Assunto: 2ª Conferência Nacional_Emprego
Coordenação dos Conselhos de Fábricas Ocupadas
Av. Getúlio Vargas, 1619 Bairro Bucarein
Joinville SC Fone (47) 3026-9116
C o n v i t e
2ª Conferência Nacional em Defesa do Emprego, dos Direitos, da Reforma Agrária, e do Parque Fabril Brasileiro
Na 1ª Conferência Nacional em Defesa do Emprego, dos Direitos, da Reforma Agrária, e do Parque Fabril Brasileiro a convite dos Conselhos das Fábricas Ocupadas Cipla, Interfibra e Flaskô, da CUT/SC, do Centro de Defesa dos Direitos Humanos e do MST, reuniram-se 510 representantes de trabalhadores da cidade e do campo, de sindicatos, de organizações populares, de direitos humanos e de juventude. A Conferência discutiu a terrível situação do desemprego e do fechamento de fábricas, ferrovias e outras empresas, a que os trabalhadores estão submetidos, hoje e o que fazer para salvar os empregos e o parque fabril. Uma Carta aos Trabalhadores do Brasil foi divulgada amplamente com as conclusões desta Conferência.
Menos de um ano depois constatamos que os acontecimentos que levaram a tomada da Cipla e da Interfibra, em 1/11/02, para salvar os empregos, estão se ampliando pelo Brasil. Vimos ocupações de fábricas acontecerem em Pernambuco com a JB Costa, em São Paulo com a Flakepet e as Cozinhas Oli, no Paraná com a Diamantina. A questão está colocada para inúmeras outras fábricas em muitos estados.
Para fazer o balanço desta experiência, para ampliar nossa luta pela vitória dos trabalhadores das fábricas ocupadas e suas reivindicações, a Coordenação dos Conselhos das Fábricas Ocupadas e em Luta convida sindicatos, parlamentares, trabalhadores do campo e da cidade e suas organizações, a juventude, para reunir-se em uma:
2ª Conferência Nacional em Defesa do Emprego, dos Direitos, da Reforma Agrária, e do Parque Fabril Brasileiro nos dias 24 e 25 de julho de 2004 na sede da CUT Nacional, em SP.
Reafirmamos o que dizia a Declaração Final da 1ª Conferência: Os trabalhadores não são responsáveis pela dramática situação nacional fruto de uma política econômica e social sempre ditada pelo especuladores financeiros e pelas multinacionais. A responsabilidade pela crise, pelo desemprego, pela miséria, é dos governos e dos capitalistas. Eles não se cansam de tirar o suor e o sangue dos trabalhadores e quando vem a crise, que eles mesmo causaram, não mais recolhem os impostos, nem os direitos trabalhistas ou previdenciários, demitem os trabalhadores e por fim quebram fraudulentamente ou fecham as empresas deixando os trabalhadores sem nada.
A classe trabalhadora tem o direito e a responsabilidade de se defender da destruição, da humilhação e do sofrimento causado pelo desemprego.
...
Cada fábrica fechada é um túmulo de postos de trabalho. Um monumento à especulação e à voracidade capitalista. E junto com este desastre vem a revogação de leis e conquistas trabalhistas e previdenciárias que custaram muita luta, muito esforço e mortes, ao povo trabalhador da cidade e do campo. Por isso os trabalhadores tem o direito de ocupar as fábricas para manter a civilização funcionando.
Cada latifúndio cercado de arame farpado ou de milícias de jagunços significa mais trabalhadores rurais sem-terra, mais trabalhadores sem trabalho, mais favelados sofrendo nas cidades. Por isso os trabalhadores rurais sem-terra tem o direito de ocupar estes latifúndios para defender seu trabalho, suas famílias, a alimentação das cidades e a civilização. (Declaração Final)
A Coordenação dos Conselhos das Fábricas Ocupadas Convida o movimento dos trabalhadores, suas organizações, a trazerem a esta Conferência suas reflexões sobre como enfrentar esta difícil situação e como ajudar a levar à vitória a luta da Cipla, Interfibra, Flasko, Flakepet e Diamantina para salvar estes 1.400 empregos de forma duradoura.
A discussão com a presidência da república prosseguiu durante este último ano sem entretanto chegar a nenhuma solução satisfatória, ainda. As diversas discussões realizadas, e ainda em curso, demonstram que nossa luta adquiriu um conteúdo e uma força social de grande alcance. Mas, é preciso ser aprofundada, ampliada e desenvolvida para conseguir uma solução definitiva.
Por isto desejamos submeter algumas propostas iniciais à consideração de todos que desejam lutar juntos por uma solução positiva conforme as reivindicações dos trabalhadores. São propostas iniciais abertas a modificação por nossa discussão coletiva e as diversas contribuições que se farão presentes:
1. Organizar uma caravana com pelo menos 1.000 trabalhadores ao Palácio do Planalto, para serem recebidos por Lula, em 22 de setembro de 2004, se até esta data as reivindicações não forem atendidas.
2. Esta caravana apresentará a exigência de uma Medida Provisória imediata que estatize a Cipla, Interfibra, Flaskô e Flakepet.
3. Reforçar, ampliar e estender o Comitê Nacional de Apoio à luta das fábricas ocupadas pela estatização para salvar os 1.400 empregos.
4. Multiplicar iniciativas em direção às fábricas quebradas em todo o Brasil para ajudar os trabalhadores e seus sindicatos a salvar os empregos.
5. Discutir medidas efetivas de ação em apoio à exigência que fazem os ferroviários reestatização das ferrovias (Cancelamento das Concessões).
6. Organizar a discussão e a ação de apoio a esta luta nos sindicatos e na CUT.
Os trabalhadores sentem que não é só o Brasil, mas a toda a humanidade, que se encontra num impasse. De um lado a destruição das bases industriais da sociedade e seu cortejo de miséria, guerras e caos social organizado pelo capital. De outro lado a resistência dos trabalhadores, suas organizações independentes, suas lutas e sua extraordinária força, capaz de tudo arrastar se a unidade é realizada na luta.
É desta luta em defesa de cada emprego, de cada conquista, em defesa da independência de nossas organizações que surgirá uma saída para toda a humanidade. Àqueles que ousam nos dizer que não há saída, que não há como enfrentar a força do capital, àqueles que se adaptam ao capitalismo e se acomodam como escravos da especulação financeira e das multinacionais nós respondemos com nossa determinação de combater, em unidade, em defesa de tudo o que a humanidade construiu como progresso social.
Convidamos todos a refletir sobre esta situação terrível e a engajar-se na preparação desta 2ª Conferência Nacional em Defesa do Emprego, dos Direitos, da Reforma Agrária e do Parque Fabril Brasileiro fazendo desde já suas inscrições, organizando delegações e contribuições sobre os diversos aspectos de nossa luta. Juntos podemos vencer!
A Coordenação dos
Conselhos das Fábricas Ocupadas e em Luta.
10 de julho de 2004.
Informações úteis:
A organização providenciará reservas para alojamento em hotel: R$ 40,00 por pessoa em quarto duplo com café da manhã. Alimentação: A organização indicará locais com preços razoáveis.
Todo Contato: Serge Goulart