Mensagem Recebida
          

-----Mensagem original-----
De: Marina Pimenta Spinola Castro [mailto:marina.castro@mj.gov.br]
Enviada em: sexta-feira, 25 de junho de 2004 18:11
Para: undisclosed-recipients
Assunto: Congresso analisa Protocolo Facultativo à Convenção contra a Tortura
Prioridade: Alta

 

 

PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA

SECRETARIA ESPECIAL DOS DIREITOS HUMANOS

Congresso analisa Protocolo Facultativo à Convenção contra a Tortura

 

Brasília, 25/06/2004 (PR) – O governo enviou ao Congresso Nacional o Protocolo Facultativo à Convenção contra a Tortura e Outros Tratamentos ou Penas Cruéis, Desumanas e Degradantes. Assinado pelo Brasil em outubro de 2003, o documento cria um sub-comitê internacional de Prevenção da Tortura e outros Tratamentos ou Penas Cruéis, Desumanas ou Degradantes para realizar visitas não anunciadas a locais de detenção e de custódia para verificar se existem casos de tortura.

O Congresso precisa aprovar o protocolo para que ele seja ratificado pelo Presidente da República. O documento é um acordo adicional ligado ao texto básico da Convenção já ratificada pelo Brasil em 28 de setembro de 1989. O objetivo do protocolo é fortalecer o combate à tortura, tanto na prevenção quanto na repressão. A princípio, o sub-comitê será formado por 10 pessoas de países signatários do protocolo. Depois que o 50º país aderir ao acordo, o número de componentes deverá aumentar para 25. O grupo vai desempenhar funções de acordo com o que diz a Carta das Nações Unidas e as normas da ONU relativas ao tratamento de pessoas privadas de liberdade.

Em cumprimento à Convenção contra a Tortura e Outros Tratamentos ou Penas Cruéis, Desumanas e Degradantes, o estado brasileiro tipificou o crime de tortura por meio da Lei 9.455 de abril de 1997. Apesar disso e dos esforços empreendidos por diferentes níveis e esferas de governo e setores da sociedade civil, casos de tortura continuam a existir no Brasil. Para a Secretaria Especial dos Direitos Humanos, a ratificação do Protocolo será um importante instrumento para coibir a prática da tortura.

Ao estabelecer sistema de visitas não-anunciadas a locais de detenção e de custódia de pessoas, a ser implementado fundamentalmente por um Sub-Comitê de Prevenção Internacional, o Protocolo servirá como instrumento adicional útil de combate à tortura e à impunidade”, avalia o ministro Nilmário Miranda. O ministro lembra, ainda, que todas as ações do governo brasileiro têm como referência o relatório elaborado pelo relator das Nações Unidas para a Tortura, Nigel Rodley, que visitou o País em 2000.

26 de Junho: Dia Mundial das Nações Unidas em Apoio às Vítimas de Tortura

Atos em diferentes cidades brasileiras marcam o Dia Mundial das Nações Unidas em Apoio às Vítimas de Tortura. O objetivo é chamar a atenção para o problema e mobilizar a sociedade para que seja possível erradicar a prática da tortura e colocar um fim no ciclo de impunidade.

Desde a implementação da Lei 9.455 de abril de 1997, que tipificou o crime de tortura como hediondo e inafiançável, 240 pessoas já foram condenadas em primeira instância. Para o ministro Nilmário Miranda, os dados revelam que o Brasil caminha para uma transformação e para a consolidação da democracia.

Desde 1997, no dia 26 de junho, comemora-se o Dia Mundial das Nações Unidas em Apoio às Vítimas de Tortura, instituído por sugestão de uma organização dinamarquesa que trabalhava com a recuperação de vítimas de tortura. A data nasceu como forma de solidarizar as redes mundiais em torno de uma visão humanista e mobilizar a população para a garantia da dignidade do cidadão.