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Enviada em: terça-feira, 29 de março de 2005 20:39
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Assunto: Release à imprensa - Dirigente da Cipla/Interfibra sob ameraça de prisão

 

Release à imprensa

 

Dirigente da Cipla/Interfibra 

sob ameaça de prisão

 

 

Desde que assumiram o controle das empresas para salvar seus empregos, os trabalhadores da Cipla/Interfibra vêm sofrendo ameaças de leilões, prisão, destruição do parque fabril e, conseqüentemente, de seus postos de trabalho. Já encaminhando negociações referentes às dívidas trabalhistas das empresas com a Justiça do Trabalho, a Comissão de Fábrica, agora está sendo ameaçada por órgãos do próprio Governo Federal, o qual há dois anos diz que pretende ajudar mas nada faz.

 

Cobranças milionárias da Previdência e Fazenda, que durante a administração patronal nunca foram feitas, agora se desabam sobre as fábricas ocupadas com penhoras de máquinas e de faturamento. Se não forem pagas, resultam na prisão de dirigentes. Somente nos últimos 15 dias, a soma das ações de cobrança da Previdência Social e Fazenda contra a Cipla chega a R$ 30 milhões.

 

Numa evidente orquestração contra as fábricas ocupadas, dia 29 de março estiveram, juntos, na Cipla sete oficiais da Justiça Federal com mandado de penhora mensal de 15% do faturamento da empresa, o que inviabiliza o funcionamento delas. Caso esse pagamento não seja feito até o determinado dia 05 de cada mês, Serge Goulart, coordenador administrativo e financeiro da Cipla/Interfibra, pode ser levado à prisão.

 

A Comissão de Fábrica já decidiu que não vai depositar ou não haveria como saldar os salários. E vai ampliar a mobilização dirigida ao Governo Lula. Dia 31 de março, no centro de Joinville, em Ato Público de preparação da Marcha Nacional pela Reforma Agrária e Estatização das Fábricas Ocupadas (18/04 a 02/05), os trabalhadores pedem uma solução imediata do Governo Federal e denunciam as ameaças que podem acabar com 1000 postos de trabalho.

 

Os trabalhadores não são responsáveis pelas dívidas e pela não fiscalização federal do pagamento de impostos desviados pela antiga administração e, por isso, não farão os depósitos. Dessa forma, solicitam urgentemente audiência com a Presidência da República, ministros da Previdência e Fazenda e reiteram o pedido de estatização das fábricas. Como também chamam os apoiadores a pressionar com manifestações e moções ao Governo Lula para que ele estatize as fábricas ocupadas, salvando de forma duradoura todos os empregos.

 

 

Informações: (47) 3026-9140 - imprensa@cipla.com.br  - Antônio Hélio Pereira e Silvia Agostini