De: Vanessa
[mailto:vancaldeira@terra.com.br]
Enviada em: terça-feira, 1 de março de 2005 11:22
Para: anaind; Cedefes Grupo; CPT; Formad; Opanistas
Assunto: [anaind] Cimi denuncia assassinato de 63 indígenas em dois anos do
governo Lula
Cimi
denuncia assassinato de 63 indígenas em dois anos do governo Lula - 25/02/2005
Local: Brasília - DF
Fonte: Radiobras
Link: http://www.radiobras.gov.br/
Brasília - O Conselho
Indigenista Missionário (Cimi) informou, em nota divulgada nesta quinta-feira (24), que
63 indígenas foram assassinados durante os dois primeiros anos do governo Lula. O
documento, que "apresenta uma análise da conjuntura enfocando o quadro de violência
contra os povos indígenas e contra seus direitos constitucionais" foi formulado a
partir de debates realizados pelos membros da Presidência do Conselho Indigenista durante
esta semana, na Chapada dos Guimarães, em Mato Grosso.
A Fundação Nacional do Índio
(Funai), por meio da Assessoria de Imprensa, disse não concordar com os dados divulgados
pelo Cimi . "Esse número está inflacionado. Nós reconhecemos sete
mortes e nem todas elas foram causadas por conflitos de terra, grilagem, invasão e
violência", declarou o assessor de imprensa da Funai, Pedro Rocha.
O Cimi aponta o presidente Lula
como um dos "mais poderosos e letais inimigos" da causa indígena.
"Isto ficou claro na recusa do presidente da República em assinar a homologação da
área indígena Raposa Serra do Sol, em Roraima, incentivando assim, explicitamente, que
os poderes locais criassem novos obstáculos jurídicos a essa homologação", diz a
nota.
A homologação da reserva
indígena Raposa Serra do Sol se tornou um impasse jurídico que se estende há mais de
seis anos no país. No dia 3 de janeiro, a ministra Ellen Gracie, do Supremo
Tribunal Federal (STF), decidiu suspender a portaria do Ministério da Justiça que, em
1998, estabeleceu a demarcação contínua da reserva.
De acordo com a Funai, a
conclusão do Conselho em relação a atuação do governo federal nas causas indígenas
é equivocada. "Nesses dois anos, o governo Lula realizou mais demarcações de
terras indígenas do que o governo anterior fez no mesmo período", disse Rocha.
A organização também acusa o
Judiciário. "A cumplicidade ativa setores do poder Judiciário nesse processo
revela que o cerco político e jurídico se fecha sobre os direitos dos povos indígenas
no Brasil, um cerco de caráter etnocida". O Conselho Indigenista Missionário
avisa ainda que, no Pará, a terra do povo Arara (Ugrogmo), habitante da área indígena
Cachoeira Seca, "está sendo invadida por madereiros e fazendeiros que se utilizam da
grilagem de terras, de ameaças e violências físicas".
Nas regiões Centro-Oeste e
Sul, a morte de crianças Xavantes e Guarani-Kaiowá é atribuída pelo Cimi a
"empresários, fazendeiros e políticos locais que se articulam para impedir
processos de identificação e demarcação de territórios indígenas."
Fonte: Érica Santana; site
Amazônia, http://www.amazonia.org.br/noticias/noticia.cfm?id=148187
Vanessa
Caldeira
São Paulo
Este grupo é a via de interlocução dos associados, parceiros e amigos da ANAI
(Associação Nacional de Ação Indigenista)e visa promover a divulgação de
informações e discussões sobre povos e terras indígenas e
de Quilombos no Nordeste e Leste do Brasil e sobre política indigenista no Brasil e no
mundo.