----Mensagem original-----

De: Severino Goes [mailto:goes@oitbrasil.org.br]

Enviada em: quarta-feira, 2 de fevereiro de 2005 11:50

Para: arosa@ethos.org.br

 

Assunto: "VAMOS PEDIR QUE NÃO COMPREM MAIS PRODUTOS DE ESCRAVOCRATAS" - RADIOBRÁS -02/02/2005

 

O ministro Nilmário Miranda, da Secretaria Especial de Direitos Humanos, concedeu entrevista à rádio Nacional abordando diversos assuntos relativos à sua pasta. Entre eles, o combate ao trabalho escravo. A seguir, os trechos em que o ministro fala sobre o problema e das providências que o governo tomará para erradicar esta prática.

 

Nacional: A lista suja em relação ao trabalho escravo tem feito um bom trabalho, tem resultado em uma diminuição e de fato em alguma punição a essas pessoas que, na maioria das vezes, é reincidente?

Nilmário: A lista suja tem 166 presos e empresários e eles já estão proibidos de tomar financiamento oficiais no Banco do Brasil, no BNDES, no Banco da Amazônia e no Banco do Nordeste, ou seja, os bancos que lidam com fundos públicos. Além disso, nós estamos estudando a cadeia produtiva e vamos identificar quem compra produtos desses criminosos e vamos pedir que não comprem mais, que escrevam um pacto como nós fizemos com o trabalho escravo infantil há alguns anos e deu resultado. Dessa maneira, perderia o sentido totalmente o trabalho escravo, uma vez que eles não terão para quem vender, seja lá o que for que eles produzam, eles não terão para quem vender, ou seja, nós vamos atuar sobre a cadeia produtiva. Em maio, vamos ter novidades sobre isso no Brasil.

Estamos trabalhando com o Conselho Monetário Nacional para que todos os bancos, inclusive os privados, não façam nenhuma operação com esses criminosos, uma vez que eles poderão perder sua terra. Eu espero que até os próximos 60 dias a Emenda Constitucional que possibilita a expropriação, o confisco da terra do trabalho escravo, esteja completamente aprovada e sendo aplicada. Portanto, seria um risco bancário enorme emprestar para essa gente, isso está dando resultado, muitos estão desistindo de continuar com o trabalho escravo. Eu acredito na nossa meta de, até o final de 2006, erradicar o trabalho escravo, eu disse isso ao presidente Lula.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Severino Goes

Assessor de Imprensa

Projeto Combate ao Trabalho Escravo

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