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De: José Augusto Laranjeiras Sampaio [mailto:gugasampaio@terra.com.br]

Enviada em: segunda-feira, 24 de janeiro de 2005 14:45

Para: anaind@yahoogrupos.com.br

Assunto: [anaind] Fome compromete desenvolvimento nas aldeias (Dourados Agora)

 

 

-----Mensagem original-----

De: "carmitrajber" <carmitrajber@uol.com.br>

Data: Segunda, 24 de Janeiro de 2005 12:48

Assunto: [saudeindigena] Fome compromete desenvolvimento nas aldeias

Segunda-feira | 24.1.2005

 

Policial

Fome compromete desenvolvimento nas aldeias

 

Segunda-feira, 24 de janeiro de 2005 - 09h00m

Criança, mesmo com recuperação alimentar, poderá ter futuro prejudicado pela fome na infância. foto: Hedio Fazan

Desnutrição aguda afeta crescimento, raciocínio e causa problemas de coordenação motora no futuro

Falta de proteína, como carne e leite, pode causar inchaço em crianças

Ginez Cesar

A fome, quando não mata, pode causar graves seqüelas para as crianças, afirma a nutricionista, Maristel Soares. De acordo com a especialista em alimentação, a situação das crianças indígenas, que vivem nas aldeias de Mato Grosso do Sul, tem como os principais fatores a falta de proteína. "Essas crianças tem muito pouca ingestão de carne, leite e derivados", explica. Maristel, que já trabalhou nas aldeias de Dourados conta que os pequenos indígenas, muitas vezes, se alimentam apenas de massa, ou seja, carboidratos. "É muito comum, até por tradição, as mães alimentarem os filhos com pão e água com açúcar", frisou.

A nutricionista disse ao O PROGRESSO, que a desnutrição, constatada nas aldeias do Estado, pode comprometer seriamente a vida da criança. Um dos primeiros prejuízos visíveis causados pela fome excessiva é a dificuldade no crescimento. "A criança que teve uma grave desnutrição na infância, jamais atingirá a estatura que poderia atingir se tivesse se alimentado normalmente. O organismo não consegue se recuperar de uma "agressão" tão forte quanto a falta de alimentação", disse.

Na semana passada, a reportagem de O PROGRESSO, constatou no centro de recuperação de desnutridos em Dourados, uma criança de um ano e cinco meses pensando menos de cinco quilos, quando deveria estar pesando, segundo os médicos, cerca de 10 quilos.

Além da estatura, Maristel Soares afirma que, depois de adulta, a criança vai apresentar problemas de raciocínio. "Com certeza essa pessoa que sofreu na infância com a desnutrição vai apresentar algum tipo de distúrbio mental, seja ele em maior ou menor intensidade", explicou. Aliado a isso, a nutricionista aponta também o problema com a coordenação motora. O médico Franklin Sayão, um dos responsáveis pelo Hospital Evangélico da Missão Caiuá em Dourados, explica que é inaceitável existir crianças com fome e desnutridas, num Estado e num país campeões de produção de alimentos.

O centrinho de recuperação de desnutridos em Dourados, já chegou a atender até 45 crianças de uma só vez. Atualmente atende cerca de 10 indígenas de Dourados e região. Apesar do bom trabalho de recuperação alimentar, a nutricionista Maristel Soares, chama atenção para o perigo da criança voltar para os antigos hábitos em casa. "A criança acaba passando por um círculo vicioso. Depois de se recuperar, tem grandes chances de ficar desnutrida novamente", alerta. Ela considera que, além de comida, as crianças e a família nas aldeias precisam de uma orientação para apreender a importância de uma alimentação mais nutritiva possível. "É comum a mãe parar de alimentar o filho apenas porque ele já parou de chorar", frisou. Dados da Funasa, indicam que o número de mortalidade infantil nas aldeias de Dourados em 2004 (64 mortes em cada 1000 crianças) foi a maior desde 2002.

Fonte: Douradosagora

 

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