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De: pesquisa@amnesty.org [mailto:pesquisa@amnesty.org]
Enviada em: segunda-feira, 13 de dezembro de 2004 11:01
Para: pesquisa@amnesty.org
Assunto: Anistia Internacional - Brasil: a espera sem fim pela justiça.
Anistia Internacional
Declaração à Imprensa
Índice AI: AMR 19/024/2004 (Pública)
Serviço de Notícias No: 317
13 de dezembro de 2004
Brasil: a espera sem fim pela justiça.
O julgamento dos quatro policiais acusados do assassinato de Josenildo João
de Freitas Júnior em Caruaru, em 1999, que deveria acontecer em Recife, no
dia 16 de novembro, foi adiado pela segunda vez.
A Anistia Internacional preocupa-se que estes repetidos adiamentos estejam
causando sofrimento indevido à Dra. Elma Novais, mãe de Josenildo, que
tinha recebido ameaças de morte como conseqüência de seus esforços para
assegurar que os responsáveis fossem levados à justiça.
A organização conclama as autoridades a assegurarem que outros adiamentos
injustificados não interfiram no direito da Dra. Novais de procurar
reparação pela morte de seu filho.
Contexto
Quatro policiais foram presos e acusados pelo assassinato de Josenildo João
de Freitas Júnior em dezembro de 2001, depois que um programa nacional de
TV denunciou a corrupção policial em Caruaru, o que ligou os quatro
policiais a atividades de "esquadrões da morte" e crime organizado no
estado.
A luta da Dra. Novais para levar os acusados à justiça tem-lhe custado
muito em termos pessoais. Seus filhos e ela sofreram ameaças, intimidações,
prisões arbitrárias e agressões físicas. Apesar de sua campanha haver
engendrado um considerável apoio nacional e internacional, a situação de
sua família continua a ser extremamente preocupante. Obedecendo ao pedido
da Comissão Interamericana de Direitos Humanos por medidas de proteção
neste caso, foi provido a Dra. Novais proteção pela Polícia Federal.
As autoridades do estado de Pernambuco admitiram recentemente a existência
de grupos de extermínio "Esquadrões da Morte" -, e iniciaram
investigações sobre 62 outros assassinatos que, acredita-se, são
resultantes da atividade destes grupos no estado.
A coragem da Dra. Novais em recusar-se a se submeter às ameaças e
intimidações, e a contínua pressão legal que ela tem exercido, tem sido
primordial para esta aquisição. Recentemente, ela recebeu
dois prêmios por sua atividade como advogada.
Para mais informações favor ligar para a equipe de pesquisa sobre o Brasil
da Anistia International em Londres, RU, no número +44 20 7413 5703 ou
visite nosso site em http://www.amnesty.org
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