-----Mensagem original-----
De: Agende Ações em Gênero Cidadania e Desenvolvimento
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Enviada em: quarta-feira, 1 de dezembro de 2004 15:57
Para: agende@agende.org.br
Assunto: Boletim Eletrônico n° 5 - Campanha 16 Dias de Ativismo pelo Fim da
Violência Contra as Mulheres
AIDS
avança mais entre mulheres
A
situação de desigualdade vivida histórica e culturalmente potencializa as dificuldades
que as mulheres enfrentam em se prevenir. Há um tabu em relação às mulheres quanto à
compra de camisinha, por exemplo. De acordo com a Pesquisa de
Conhecimento, Atitudes e Práticas Relacionadas às Infecções Sexualmente
Transmissíveis na População Brasileira, realizada pelo Ministério da Saúde em 2004, entre os
homens, 78% já compraram preservativo, enquanto apenas 44% das
mulheres disseram o mesmo. Metade da população masculina sexualmente ativa tem
preservativo
Nossa cultura é marcada por uma
desigualdade de gênero ainda fortemente marcada por valores e poderes patriarcais.
Envergonhadas, humilhadas, desvalorizadas e silenciadas, as mulheres sentem maior
dificuldade em negociar a utilização de preservativos com seus parceiros sexuais, além
de serem muitas vezes obrigadas a cumprir com o matrimônio e se submeterem ao
ato sexual contra seus desejos.
De acordo com a Associação
Americana de Medicina, a violência contra as mulheres ainda gera alterações emocionais
e psíquicas, o que vulnerabiliza o sistema imunológico
tornando-as, conseqüentemente, menos resistentes a Doenças Sexualmente Transmissíveis e
ao HIV.
O
levantamento anual da Organização das Nações Unidas - ONU sobre Aids/HIV,
divulgado em novembro de 2004, mostra que a epidemia vem se alastrando de forma mais
intensa entre as mulheres. A doença atinge cada vez mais mulheres jovens, pobres e
negras. Na áfrica, elas já são maioria. É preciso, portanto, reconhecer que a
violência contra as mulheres é um problema de saúde pública e precisa ser combatido
por todas e todos.
De
cada dez pessoas infectadas pelo vírus HIV na América Latina, três vivem no Brasil,
segundo a ONU. No mundo, o número de casos de Aids é recorde: quase quarenta milhões.
Só em 2004, houve cerca de cinco milhões contaminações pelo vírus, de acordo com o
levantamento.
De acordo com o Ministério da
Saúde, a
queda na mortalidade de pessoas que desenvolveram a Aids é duas vezes maior entre os
homens do que entre as mulheres. Entre elas, a
mortalidade cai apenas no Sudeste e Centro-Oeste. No Norte, Nordeste e Sul, a mortalidade
entre as mulheres continua aumentando. A região mais preocupante é o norte, onde o
aumento foi de 45,2%.
Tratamento
para vítimas de violência sexual
A mulher vítima de violência sexual
tem direito à assistência médica e aos medicamentos necessários para tratamento das
Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST), inclusive a Aids, e contraceptivos. Os
serviços públicos de atendimento, tais como delegacias, postos de saúde e Institutos
Médicos Legais, têm a obrigação de informá-la sobre esse direito.
Pesquisa
revela comportamento sexual do brasileiro
O
Ministério da Saúde divulgou, dia 24 de novembro de 2004, o mais recente estudo sobre o
comportamento sexual de homens e mulheres do Brasil na faixa etária dos 15 aos 54 anos: a
Pesquisa de Conhecimento, Atitudes e Práticas Relacionadas às Infecções Sexualmente
Transmissíveis na População Brasileira.
De
acordo com a pesquisa, 90% das pessoas de
A
multiplicidade de parcerias (na vida ou no último ano) é ainda um fenômeno
predominantemente masculino: o
percentual de mais de 5 parceiros eventuais no último ano
entre as mulheres foi menor do que 1%.
Entre
as/os pesquisadas/os, a prática
do sexo seguro está diretamente associada a quatro fatores: população masculina, de
baixa faixa etária, com alto nível de escolaridade e pertencente a classes sociais mais
favorecidas.
Ato
educativo
A
Campanha Mundial 16 Dias de Ativismo tem como slogan em 2004 Pela
saúde das mulheres, pela saúde do mundo, basta de violência. O objetivo é destacar
a relação entre saúde e violência. O 1º de dezembro, Dia Mundial de Combate à Aids
é a segunda data comemorativa da Campanha. Neste dia, em Brasília, haverá um ato educativo-informativo na Praça
Ari Pára-Raios do Conic, às 15h.
Dia
Mundial da Aids
1º
de dezembro Marca o começo de uma
Campanha anual destinada a fortalecer o esforço global para enfrentar a epidemia da Aids
e fomentar o desenvolvimento de programas de prevenção ao contágio e à disseminação
da infecção do HIV. A primeira campanha foi lançada em 1988, depois da Cúpula Mundial
dos Ministros de Saúde, chamando a atenção para um espírito de tolerância social e
uma maior troca de informação sobre HIV/Aids.
Campanha
16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra as Mulheres Comitê Gestor Ø AGENDE Ações Ø o
fortalecimento da cidadania sob a perspectiva de gênero Ø Bancada Feminina no
Congresso Nacional Ø Comissão do Ano da
Mulher na Câmara dos Deputados (CEMULHER) Ø Comissão do Ano da
Mulher no Senado Federal Ø Câmara dos
Deputados Ø Senado Federal
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