-----Mensagem original-----
De: Severino Goes [mailto:goes@oitbrasil.org.br]
Enviada em: sexta-feira, 3 de dezembro de 2004 09:02
Para: arosa@ethos.org.br
Assunto: MAIS DE 13 MIL TRABALHADORES LIBERTADOS- JORNAL O GLOBO - 03/12/2004
Relatório de Direitos Humanos: R$ 13,5 milhões em indenizações trabalhistas
O combate ao trabalho escravo é um dos destaques do relatório "Direitos Humanos n o Brasil 2004", da Rede Social de Justiça e Direitos Humanos, lançado ontem em São Paulo.
De 1995 a 2004 o Grupo Especial de Fiscalização Móvel do Ministério do Trabalho libertou da escravidão por dívida 13.119 pessoas. A pecuária tem 50% das ocorrências de utilização de mão-de-obra escrava, o desflorestamento e a carvoagem 25%, o agronegócio outros 25%. Nos quase dez anos de existência do Grupo Especial, 1.260 propriedades foram fiscalizadas e em mais de 300 era utilizada mão-de-obra escrava. Pelo menos R$ 13,5 milhões foram pagos em indenizações trabalhistas.
Relatório critica o agronegócio e monoculturas
O agronegócio é atacado no relatório como concentrador de terra, água e renda, que "produz a um custo sócio-ambiental altíssimo, predominantemente para exportação, gerando divisas para uma elite privilegiada". A irrigação de suas monoculturas "consome 70% da água doce do país, suas máquinas substituem a mão-de-obra no campo e nos estados onde se dá a expansão da agricultura empresarial, cresce tanto a violência privada, quanto a ação repressiva do poder Judiciário".