-----Mensagem original-----
De: Ivete Maria Galdino dos Santos
Enviada em: quarta-feira, 3 de novembro de 2004 16:58
Para: Vilma Santos da Graça; Enila Beatriz Esteves Gomes; Leonor
Geminiano de Macedo; Milve Cunha Caetano da Silva; Ana Helena Fagundes
de Lima; Helena Lucia da Silva Pinto; José Alves Palmeira; Felicio Natal
Palasse; Christiano de Lima Silva; Antônio Caetano da Rocha; Uires
Lindemberg Santana Marques; Valdivino Tolentino Filho; Ulisses Miranda
Franca; Vanderlucia Bezerra da Silva; Washington Carlos Maciel da Silva;
Suely Pereira dos Santos; Sebastião Nonato de Azevedo Filho; Saulo
Augusto Pereira; Rubmaier Antunes; Raul da Silva; Raquel Andrade de
Figueiredo; Nádia Lúcia das Neves Raposo; Myrna Lopes Pereira; Miramar
Madalena Borges Turati; Mauro Barbosa da Silva; Mário Dráusio O. de A.
Coutinho; Maria Gorette da Silva Pessoa; Maria Georgina Coelho de Souza
Assunto: ENC: Abrindo o jogo da Caixa Preta
Prioridade: Alta
-----Mensagem original-----
De: Juliana Pina de Castro
Enviada em: quinta-feira, 21 de outubro de 2004 16:37
Para: 'alice'
Assunto: ENC: Abrindo o jogo da Caixa Preta
Prioridade: Alta
Assunto: Fw: Abrindo o jogo da Caixa Preta
Prioridade: Alta
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> Subject: Fw: Abrindo o jogo da Caixa Preta
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> >> ESTÁ EM ANDAMENTO UMA REBELIÃO SEM VOLTA
> >> (Gilberto Dimenstein, Folha SP, 25/07/04)
> >> Começou a percorrer o país, na semana passada, uma notável
> >> lição de cidadania. É uma exposição, em praça
> >> pública, de uma série de produtos, na qual uma só idéia está à venda: a
> >> de que o consumidor não sabe quanto deixa para o
> >> governo ao comprar qualquer coisa - de um automóvel a um chiclete.
> >> Ao analisar as placas com porcentagens grudadas em cada
> >> produto, o visitante da exposição saberá, por exemplo,
> >> que, ao adquirir um carro de mil cilindradas, terá deixado 44% para o
> >> poder público. Cada vez que enche o tanque com
> >> gasolina, são mais 53% em impostos.
> >> Os organizadores dessa experiência, exibida no centro de São
> >> Paulo, apostam no seguinte: quando o consumidor
> >> de fato, souber quanto o governo lhe tira diariamente, haverá mais
> >> pressão para que melhore o desempenho da administração
> >> pública.
> >> Essa exposição é um detalhe pedagógico de um crescente
> >> movimento no país. "Está em gestação uma rebelião",
> >> afirma Gilberto Luiz do Amaral, advogado especialista em impostos,
> >> presidente do Instituto Brasileiro de Planejamento
> >> Tributário.
> >> A semana passada deu sinais de que há algo novo nascendo no
> >> país: uma inconformidade crescente, que envolve
> >> líderes empresariais, dirigentes de trabalhadores e classe média, todos
> >> contra a carga de impostos.
> >> Sindicalistas foram a Brasília para pedir ao governo que
> >> baixasse impostos e, assim, ajudasse os empresários a criar mais
> >> empregos - assim seria possível, segundo eles, viabilizar o pedido de
> >> redução da jornada de trabalho sem diminuição dos rendimentos dos
> >> empregados.
> >> Embute-se aí a percepção dos trabalhadores de que mais
> >> impostos significam menos empregos, o que vai muito além
> >> de reivindicações corporativas.
> >> Diante da gritaria geral, o presidente Lula, na terça-feira,
> >> cedeu às pressões e voltou atrás: não vai mais
> >> aumentar a contribuição previdenciária
> >> Na sexta-feira, o ministro da Fazenda, Antônio Palocci,
> >> anunciou um pacote que, supostamente, diminuirá em
> >> R$ 2,5 bilhões a carga tributária.
> >> Talvez sirva para aliviar o crescente desconforto da opinião
> >> pública em relação à voracidade fiscal da gestão Lula.
> >> Prepare-se: é apenas o começo!
> >> A experiência do Feirão dos Impostos é apenas um ínfimo
> >> detalhe pedagógico no panorama de uma rebelião que,
> >> silenciosamente, sem manifesto >nem porta-voz, vem sendo feita pelas
> >> centenas de milhares de pessoas que optam pela
> >> informalidade, ou seja, pela clandestinidade.
> >> Uma coisa é os jornais informarem que, em 1988, a carga
> >> tributária representava 22% do PIB e agora representa
> >> 40% - o que é algo incompreensível para o cidadão comum. Outra é saber
> >> que isso custa, por >ano, cerca de R$ 212 bilhões.
> >> E mais: saber que cada brasileiro trabalha quatro meses e 18 dias só
> >> para manter os governos.
> >> Mais ainda: saber que a carga de impostos dificulta a geração
> >> de empregos e, conseqüentemente, inibe os aumentos
> >> salariais.
> >> Trabalha-se cada vez mais para manter os governos.
> >> E cada vez mais para comprar os serviços privados que, em
> >> tese, deveriam ser públicos.
> >> Está nisso a essência da rebelião.
> >> Não está faltando muito para o indivíduo, ao comprar uma
barra
> >> de chocolate, saber quanto está deixando para o poder público. E, ao
> >> sair do supermercado, irritar-se ainda mais ao ver o buraco da rua ou a
> >> criança abandonada pedindo dinheiro no semáforo.
> >> Se cada cidadão soubesse que, por ano, dá quatro meses e 18
> >> dias em impostos e ainda recebe tão pouco de
> >> volta - e não se esquecesse dessa conta, seria natural que a pressão
> >> pela eficiência pública fosse ainda maior. E a
> >> capacidade dos governantes de tentar tirar mais dinheiro, menor.
> >> Para desespero dos poderosos, o que está em jogo é simples. É
> >> justamente o que se vê na experiência da exposição, em praça pública,
de
> >> produtos, digamos, pedagógicos. À medida que a democracia se aprofunda,
> >> o cidadão vai conhecendo mais seus direitos.
> >> Não dá para o governante confiar por muito tempo mais na
> >> ignorância de quem, além de trabalhar tanto e cada
> >> mais vez para sustentá-lo, ainda recebe pouco.
> >> Está em construção uma nova agenda brasileira, na qual o
> >> desempenho do governante será medido pela eficiência
> >> administrativa combinada com o respeito ao contribuinte. Ou seja,
gastar
> >> melhor com menos dinheiro.
> >>
> >> PS - Uma medida simples e barata ampliaria enormemente o efeito
> >> pedagógico daquela exposição.
> >> Cada produto vendido deveria levar o valor dos impostos na
> >> embalagem e na nota fiscal.
> >> Seria uma implacável lição diária, a começar das crianças que
> >> comprassem um sorvete. Se dependesse de mim, eu daria a
> >> essa informação a mesma visibilidade das chamadas para os produtos
> >> perigosos para a saúde como as advertências sobre os
> >> perigos do tabagismo nos maços do cigarro.
> >> Desculpe-me pela obviedade, mas o cidadão tem o direito de
> >> saber, em detalhes, quanto de seu dinheiro (e de
> >> que maneira) é usado.
> >> É a forma de os governantes não fazerem à saúde do contribuinte o
> >> mal que o fumo faz aos pulmões dos indivíduos.
> >>
> >> COLABORE COM ESSA IDÉIA! DIVULGUE AOS SEUS
> >> AMIGOS!!! PRECISAMOS CERRAR FILEIRAS EM TORNO DESSA IDÉIA.
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