De: Antonio Campos de Abreu [mailto:acdeabreu@usiminas.com.br]
Enviada em: sexta-feira, 15 de outubro de 2004 15:07
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Libres'; 'Roslyn Rosen'; 'Maria Cristina Mongelos Morel';
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Badin; Centro dos Surdos da Bahia; Claudia Barbosa; Joel Barbosa;
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Associação_dos_Surdos_de_Natal; Associação_dos_Surdos_de_São_Paulo;
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Assunto: INFORMAÇÃO - SURDOS E LIBRAS - Nº079
INFORMAÇÃO - 079/04 - SURDOS, LIBRAS E
OUTROS
Quinta, 14 de outubro de 2004, 10h35
Cientistas descobrem proteína-chave no sentido da audição
Uma equipe de cientistas americanos descobriu uma molécula-chave na
compreensão do funcionamento do sentido da audição. O professor David Corey,
da Escola de Medicina de Harvard, e seus colegas descrevem na revista
científica Nature uma série de experimentos que revelam como essa proteína
atua.
Quando o tímpano vibra, cria-se um som equivalente no fluido que o ouvido
interno contém. Essa estrutura é conhecida como cóclea, formada por células
com vários filamentos, semelhantes a pêlos, muito finos dispostos como os
tubos de um órgão: os mais altos, ficam atrás.
Os experimentos da equipe dirigida por Corey indicam que a proteína em
questão gera um sinal elétrico cada vez que esses pêlos vibram. Essa
proteína recebe o nome de TRPA1 e é uma espécie de armadilha que se abre
quando a passagem de um som faz os pequenos filamentos vibrarem e permite
assim que eles absorvam átomos eletricamente carregados.
Esse é o início de um sinal elétrico que permite ao cérebro receber
informações sobre o tom, o volume e a duração de um som. A TRPA1 é um canal
molecular e uma série de filamentos muito finos ligam os canais aos pequenos
filamentos adjacentes, os pêlos muito finos, contribuindo assim para
abrí-los cada vez que vibram.
As células dos filamentos adjacentes transformam um estímulo mecânico em um
sinal elétrico que é enviado diretamente ao cérebro. A molécula pertence a
uma família de canais iônicos conhecidos com as siglas TRP, que em inglês
significam "transient receptor potential".
Diferentes proteínas desse grupo têm papel no sentido da visão dos insetos e
permitem que os mamíferos percebam sabor e sintam calor e os feromônios
(substâncias produzidas pelas glândulas sexuais para atrair o indivíduo do
sexo oposto).
Para o professor Jeffrey Holt, da Universidade de Virgínia, é uma das "mais
importantes descobertas na biologia sensorial pois permitiu descobrir o
funcionamento de um sistema muito simples, mas extremamente sensível".
Outros cientistas destacam a importância dessa descoberta para entender o
funcionamento do sentido da audição e o mecanismo do equilíbrio. As células
desses filamentos nos órgãos auditivos dos mamíferos amplificam por cem as
vibrações dos sons mais baixos. Um hipótese para isso é que as células usam
a força da proteína TRPA1: "É como empurrar uma criança em um balanço, os
impulsos sucessivos podem produzir uma maior oscilação", afirma o professor
Corey. FONTE:AGENCIA EFE
MPT Minas Gerais Monistério Público do Trabalho determina que faculdade
mineira contrate portadores de deficiência
O Ministério Público do Trabalho em Minas Gerais firmou Termo de Ajustamento
de Conduta com o Centro Universitário União Negócio e Administração Ltda
(Faculdade Una), determinando que a instituição de ensino contrate, em até
18 meses, 14 pessoas portadoras de deficiência ou reabilitadas pela
Previdência Social.
Atualmente a faculdade tem 598 empregados e assumiu o compromisso de
preencher seu quadro de funcionários com 24 beneficiários do INSS ou pessoas
portadoras de deficiência. Como hoje existem apenas 10 funcionários nesta
situação, mais 14 deverão compor o quadro.
Há dois anos a Delegacia Regional do Trabalho (DRT/MG) fiscaliza a
faculdade, afirma a procuradora do Trabalho, Lutiana Nacur Lorentz, e vinha
protelando o cumprimento da cota.
"Segundo o relatório fiscal, a escola admitiu no último ano mais de 250
empregados e mesmo assim não atingiu a cota de 24 postos destinados aos
portadores de deficiência", argumenta a procuradora.
Em caso de descumprimento da obrigação de contratar os, a Faculdade Una
deverá pagar multa no valor de R $ 3 mil por cada vaga que deixar de
preencher, explica Lutiana Lorentz.
Segundo a Lei Federal 8.213, de 24 de julho de 1991, que dispõe sobre os
Planos de Benefícios da Previdência Social, as empresas com 100 ou mais
empregados está obrigada a preencher de 2% a 5% dos seus cargos com
beneficiários reabilitados ou pessoas portadoras de deficiência,
habilitadas, na seguinte proporção: até 200 empregados (2%); de 201 a 500
(3%); de 501 a 1000 (4%); e de 1000 em diante (5%).
Fonte: Ministério Público do Trabalho, 22/09/04
PL na Câmara Legenda para deficientes em filmes nacionais
A Câmara vai analisar uma proposta (PL 4176/04) que obriga a adoção de
legenda em filmes nacionais para permitir que os portadores de deficiência
auditiva entendam a história. O projeto, de autoria do deputado Luiz Antonio
Fleury (PTB-SP), foi apresentado na última terça-feira (21), data em que se
comemora o Dia Nacional de Luta das Pessoas Portadoras de Deficiência. A
intenção é ampliar o acesso dessas pessoas a eventos culturais.
De acordo com o Censo 2000 realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia
e Estatística (IBGE), mais de 5,7 milhões de brasileiros têm alguma
dificuldade para ouvir. "No Brasil, infelizmente, há uma despreocupação com
esses cidadãos. Cabe-nos, portanto, na forma da lei, assegurar-lhes os
direitos que o costume não lhes tem outorgado", diz Fleury.
Teatro legendado
Os filmes de curta-metragem e as obras exibidas em festivais e mostras
competitivas não precisarão ter legenda, mas os que forem exibidos no
circuito comercial e as peças teatrais terão que ser legendados. Os
espetáculos de teatro deverão ter equipamento para exibição de legenda ou
oferecer interpretação do texto do espetáculo em linguagem compreensível aos
portadores de deficiência auditiva, o que poderá ser feito por meio de
distribuição gratuita do texto da obra apresentada. "Não se trata de
inovação impensada. Em países desenvolvidos, é usual a presença de
equipamento para veiculação de legenda em peças teatrais", garante o
deputado.
Multas
As distribuidoras de filmes para exibição em salas de cinema e os
organizadores de peças teatrais que descumprirem a obrigação de legendar as
obras poderão, de acordo com a proposta, ser multados em R$ 2 mil por
exibição. Esse valor poderá, ainda, ser acrescido de 1/3 em casos de
reincidência. Por ter sido apresentada recentemente, ainda não foram
definidas as comissões técnicas que analisarão a proposta.
Fonte: Agência Câmata
Trajetória dos surdos na UCS
Como afirma o neurologista norte-americano Oliver Sacks, "...enquanto houver
dois surdos sobre a face da Terra, assim será usado sinais".
O surdo tem lutado pelo seu espaço numa sociedade desafiadora e empolgante,
procurando se profissionalizar para atuar juntamente com os profissionais da
área na conquista pelo respeito como surdo e na superação dos desafios. A
UCS, tem apoiado o surdo desde o ingresso no vestibular, na matrícula e nas
atividades do dia-a-dia na Cidade Universitária. Uma profissional intérprete
de Língua de Sinais Brasileira do Surdo(LIBRAS), atua acompanhando os
professores de forma bidocência nas salas de aula.
A Instituição oferece curso de capacitação aos monitores que atuam nas
oficinas para alunos do Ensino Fundamental da Escola Helen Keller no
Programa UCS Cidadão do Século XXI. Também oferece, via Pró-Reitoria de
Extensão e em parceria com a Federação Nacional de Integração e Educação dos
Surdos (FENEIS), cursos da Língua de Sinais do Básico, Intermediário e o
Avançado para a comunidade ouvinte.
A UCS desperta o espírito solidário e inovador, dando exemplo de respeito
aos alunos universitários surdos, oferecendo-lhes condições de estudar em
igualdade com seus colegas ouvintes. Os surdos, por não se orientarem pela
audição, necessitam de uma língua de modalidade visual, como a língua de
sinais e de outros referenciais visuais, a fim de poderem acompanhar as
aulas de seus professores ouvintes, que se orientam a partir de experiências
auditivas e verbais.
Fonte: UCS
Oriente Médio
Como os surdos ouvirão?
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O trabalho com surdos é uma das muitas
estratégias para alcançar os povos do Oriente
Médio
É duro constatar que milhões de surdos em todo o mundo sejam tratados com
discriminação. A realidade mostra que a maioria é vítima da falta de
oportunidades, da ausência de políticas sociais que contemplem suas
necessidades ou que simplesmente muitos são tratados com indiferença pelas
famílias, pelos amigos...
Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), existem atualmente cerca de
200 milhões de pessoas surdas no mundo. É como se toda a população da
Alemanha, da França e da Itália, juntas, ou de quase um Brasil inteiro
(178,5 milhões), fosse acometida por esse problema.
Desde 1998, os missionários Abraham (que também é surdo) e Sara Raquel moram
num país do Oriente Médio e ali desenvolvem seu ministério entre a
comunidade surda. Casados há oito anos, sonham em fundar a Casa da Cultura
para Surdos (veja quadro ao lado), transformando-a num pólo de apoio para
quem tem essa deficiência.
Um projeto modelo
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O sonho de fundar a Casa da Cultura Para Surdos surgiu da necessidade de
termos um lugar para encontros, já que o grupo que estamos alcançando
continua crescendo. Precisamos de um local onde os surdos cristãos possam
ter comunhão e estudar a Bíblia. Achamos que deveria ser um lugar agradável,
que os valorizasse como indivíduos.
Logo que tivemos a idéia começamos a contatar pessoas que pudessem ceder uma
pequena sala num clube. Pensamos num espaço simples, mas nada conseguimos.
O projeto da Casa da Cultura tem quatro objetivos definidos. Primeiro é ser
um lugar de encontros de surdos locais para comunhão, troca de experiências
e estudos bíblicos. Outro objetivo é a realização de intercâmbios culturais
nacionais e internacionais, onde surdos do mundo inteiro tenham a
oportunidade de conhecer a Terra Santa sendo guiados por surdos locais.
Terceiro, ser um local de desenvolvimento de projetos sociais, com cursos
profissionalizantes para a população surda. E finalmente ser uma escola de
ensino da língua palestina de sinais. Este projeto beneficiará a comunidade
surda de vários países do Oriente Médio. O evangelismo vai acontecer
naturalmente, à medida que os surdos crentes forem encontrando com os surdos
não-crentes e compartilhando com eles as Boas-novas de Cristo.
As igrejas brasileiras que têm ministério com surdos podem adotar esse
trabalho através do Programa de Adoção Missionária. As necessidades existem
e surdos não faltam para serem alcançados nesta região tão sem esperança e
carente do amor de Deus.fonte:jornal de Missões
<<Dog Times - Curiosidades - O Cão a Serviço dos Surdos.html>>
cão a serviços dos surdos
Dia Nacional do Surdo
No palco montado no pátio da escola, juntos, os alunos surdos e ouvintes vão
realizar apresentações de dança, teatro e música. Uma peça teatral vai ser
apresentada por sete estagiários surdos da Escola Normal de Taguatinga, que
já atuam com educação para surdos. Estudantes da Escola Classe 12 do Gama
são convidados que também vão participar da festa.
Na rede pública de ensino, muitas escolas realizam um trabalho pedagógico
que as denomina escolas inclusivas, ou seja, alunos portadores de alguma
necessidade especial são inseridos em escolas de ensino regular. "Todas as
atividades pedagógicas que planejamos são direcionadas aos alunos ouvintes e
surdos. Com esse trabalho, proporcionamos a inclusão social e as crianças
compreendem, desde cedo, como devem conviver com as diferenças", ressaltou
Helane Raphael, professora da EC 21 de Taguatinga.
No Brasil, a escolha do dia 26 de setembro para a comemoração do Dia
Nacional do Surdo foi em referência à inauguração da primeira escola para a
deficiência no país, o Instituto Nacional de Surdos, do Rio de Janeiro, em
1987. Atualmente, é o Instituto Nacional de Educação de Surdos.
A comunidade surda brasileira mobiliza-se, de uma maneira especial nesta
data, para divulgar, conscientizar e convidar a sociedade a participar das
reivindicações que objetivam oferecer uma educação de qualidade, saúde e
trabalho para a pessoa surda. A oficialização da Língua Brasileira de Sinais
(LIBRAS), no âmbito federal, é um direito já conquistado.FONTE:SEDF
Brasil Telecom instala Telefone Público para Surdos em São José
Por ocasião do 3º Seminário Internacional sobre Surdocegueira, que acontece
na Grande Florianópolis, a Brasil Telecom instalará mais um telefone público
para deficientes auditivos no município de São José. O aparelho será
instalado na Fundação Catarinense de Educação Especial (FCEE) - Rua Paulino
Pedro Hermes, 2785, bairro Nossa Senhora do Rosário.
O equipamento consiste em um telefone público convencional com teclado
alfa-numérico e visor, onde aparece a mensagem digitada.
A central de intermediação traduz a mensagem, transmite a voz para quem está
do outro lado da linha e em seguida faz o caminho inverso.
A comunicação entre surdos é feita pela leitura da mensagem que aparece no
visor, semelhante a um bate-papo na internet. Para fazer uma ligação, é
preciso usar o cartão telefônico e discar 1402 para conseguir linha. A
comunicação entre dois surdos pode ser direta desde que ambos estejam em um
aparelho especial.
O custo da ligação para qualquer parte do Brasil equivale a uma chamada
local de telefone público, ou seja, R$ 0,105 a cada dois minutos(*).
A Brasil Telecom já instalou 15 telefones públicos para deficientes
auditivos em Santa Catarina, nos municípios de Florianópolis, São José,
Lages, Chapecó, Blumenau, Itajaí, Joinville, Criciúma, Tubarão, Curitibanos,
Caçador, Joaçaba e Jaraguá do Sul.FONTE:ACONTECENDO
Surdos darão aula em Pelotas
O município de Pelotas (RS) formou no sábado seis professores surdos,
habilitados a dar aulas para alunos "ouvintes" ou, especialmente, para
surdos.
Para serem integrados à rede pública municipal de ensino, os seis --Diogo
Madeira, Andréa Figueiredo, André Lima Cruz, Bianca Peter, Liliane Silveira
e Raphael Siqueira-- terão ainda de prestar um concurso público, o que
deverá ocorrer em breve, segundo o secretário municipal de Educação, Mauro
Del Pino. "Deverão ser aprovados e integrados".
Del Pino afirmou que o surdo não é tratado como deficiente, pois "a
expressão deficiente auditivo é ultrapassada, o surdo tem linguagem e
cultura diferentes". "É como um japonês no Brasil sem falar português",
comparou.
No curso, usou-se mais a linguagem dos sinais e dos símbolos escritos. Até a
conjugação verbal tem diferenças para os surdos.
Diogo Madeira conta que certa vez, na escola, passou um mês sem responder à
chamada, até que a professora perguntou por ele, dizendo estranhar a
ausência do aluno. Ele não conseguia responder. "Não quero que isso ocorra
com outras pessoas."
Em termos práticos, os professores aprenderam a contar histórias que incluem
até mesmo a da "Chapeuzinho Vermelho surda".
Ao serem concursados, alguns dos novos professores deverão lecionar para os
cerca de 80 alunos surdos existentes nas escolas municipais de Pelotas (320
mil habitantes), entre ensino fundamental e médio (o total é de 30 mil
estudantes).
Assim como o português, a Libras (Língua Brasileira de Sinais) é idioma
oficial de Pelotas desde 2001. De acordo com a prefeitura, essa primeira
turma de magistério do município é a única no país completamente habilitada
para lecionar em escolas de surdos.
FONTE:UOL - 17/09/04
Estudo revela proteína essencial para a audição
da BBC, em Londres
Uma proteína dentro do ouvido tem papel importante para a audição e, segundo
pesquisadores dos Estados Unidos, poderia ajudar no tratamento de casos de
surdez.Há décadas que os cientistas tentam identificar o que é que
transforma o som em impulsos nervosos que são interpretados pelo cérebro.
Uma equipe da Harvard Medical School afirma agora que uma proteína chamada
TRPA1, situada na ponta das células ciliadas do ouvido interno, é
responsável por este processo.
FONTE:UOL.14/10/04
Australiano usa a surdez como "arma" na esgrima
Da Redação
Em São Paulo
O esgrimista australiano Frank Bartolillo, de 22 anos, enfrenta a falta de
tradição desse esporte em seu país, mas conta com uma "arma" inusitada ao
seu favor nas Olimpíadas de Atenas: a surdez.
Segundo ele, a debilidade auditiva o ajuda na concentração, impedindo que as
manifestações da torcida ou os gritos do adversário o intimidem.
Segundo ele, apenas uma vez teve problema. Foi aos 14 anos nos EUA, quando o
juiz russo lhe expulsou da competição. "Ele apitou três ou quatro vezes para
interromper o combate, mas eu não ouvi e recebi o cartão amarelo. Fui
argumentar que era surdo e ele me deu o vermelho por ter discutido com ele.
Meu técnico intercedeu e acabou expulso também", contou Bartolillo, que
compete no florete.
Sem nenhum pódio em Olimpíadas, a Austrália estará representada também por
Evelyn Halls e Seamus Robinson, ambos na espada. O Brasil também enviou três
atletas: Élora Pattaro e Renzo Agresta (sabre) e Maria Júlia Herklotz
(florete). FONTE:UOL.10/08/04
Tecnologia facilita dia-a-dia dos portadores de deficiência
free-lance para a Folha
O deficiente visual Antonio Carlos Barqueiro já perdeu as contas de quantas
vezes passou pela constrangedora experiência de ganhar objetos que não têm
para ele a menor utilidade. "Já fui presenteado com relógios comuns que,
para mim, não servem para nada. É claro que fico sem graça, mas procuro
levar na brincadeira", conta Barqueiro.
Exemplos como esse serviram de motivo para que a Associação Brasileira de
Assistência ao Deficiente Visual Laramara inaugurasse, no mês passado, a
Laratec, uma loja de equipamentos que facilitam o dia-a-dia das pessoas que
não enxergam ou têm pouca visão.
Relógios, calculadoras e termômetros que falam, acessórios que permitem
identificar luzes acesas ou apagadas e artefatos para cozinhar são alguns
dos produtos oferecidos. Na associação, há também a Brincanto, loja
especializada em brinquedos, jogos e livros para crianças com deficiência
visual. A novidade principal dessas lojas não são os produtos, mas os
preços. Os importados são quase inacessíveis à população menos abastada.
Maria Elisa Nagashima, proprietária da MN, uma loja que oferece produtos
adaptados importados, argumenta que os impostos para esses produtos são
responsáveis por 80% do preço pago pelo consumidor. Não há uma taxação
específica para esse tipo de material. Segundo a empresária, um prato com
design específico para facilitar a vida de um deficiente --com aparador, por
exemplo, para evitar que a comida caia-- exige o mesmo imposto de um prato
comum. "Sei que é possível adaptar materiais, mas acho que o deficiente tem
direito a ter acesso aos produtos de melhor qualidade, até esteticamente
mais bonitos. O ideal é barateá-los", concorda.
Por isso são milhares os brasileiros com algum tipo de deficiência que
também buscam soluções criativas e caseiras --e, se possível, não muito
caras-- para melhorar a qualidade de vida e garantir independência no
dia-a-dia.
A terapeuta ocupacional Adriana Klein, do ambulatório que trata de
disfunções neuromusculares da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo),
defende que soluções simples podem transformar para muito melhor a vida de
quem tem algum tipo de deficiência. Colocar um sabonete numa meia-calça para
facilitar o banho, usar uma argola de chaveiro no zíper para dar autonomia
na hora de vestir ou um apoio de partitura para ajudar na leitura são
soluções que podem garantir essa independência. "Ou adaptamos os materiais
ou não há como reabilitar os pacientes. Os produtos importados ainda são de
difícil acesso. Improvisar e ser criativo são requisitos básicos em nosso
trabalho." Com cerca de R$ 1.000, Adriana e sua equipe montaram uma oficina
de produtos adaptados na universidade.
Especializada em reumatologia, ela também estimula seus pacientes a
encontrarem soluções próprias. É esse o caso de Osvaldir de Lima, portador
de uma doença neuromuscular degenerativa que precisa do auxílio da cadeira
de rodas para se locomover.
A experiência como soldador fez com que Lima colocasse seu conhecimento para
criar seu principal instrumento de independência: um elevador que o
transporta diretamente da rua para a sala de sua casa, espaços que são
separados por uma escada de 28 degraus. Sem condições de pagar quase R$ 30
mil pelo equipamento que existe no mercado, ele fez um desenho e pediu à
empresa em que trabalhava que fabricasse o elevador. O custo? R$ 3.500.
"Quando não consigo fazer alguma coisa sozinho, logo começo a pensar em
objetos que possam me ajudar. Toda idéia que tenho, eu passo para a
terapeuta para que ela possa orientar outros pacientes também", diz Lima.
Investimento em pesquisa
Algumas empresas já começaram a trabalhar com tecnologia nacional e, assim,
conseguiram diminuir o preço para o consumidor. É o caso do telefone
residencial Surtel 2, o primeiro desenvolvido no país para auxiliar a
comunicação dos deficientes auditivos. O aparelho foi criado pela
Koller&Sindicic, em parceria com o Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em
Telecomunicações (CPqD), e pode ser adquirido por meio de financiamento do
banco Nossa Caixa. O aparelho custa em média R$ 800.
Uma opção barata e acessível para quem não pode adquirir um aparelho de
telefone especial é utilizar o serviço oferecido em São Paulo pela
Telefônica, o Siso (Serviço de Intermediação Surdo-Ouvinte). O sistema
auxilia tanto o deficiente auditivo (que pode utilizar um dos 405 telefones
públicos adaptados em todo o Estado) quanto quem quer se comunicar com ele
(por meio do número 1402). O serviço é gratuito e funciona 24 horas por dia.
O computador é também um dos responsáveis pela inclusão de deficientes na
hora de oferecer serviços para o dia-a-dia. A psicóloga Márcia Benevides,
deficiente visual, atua no departamento de recursos humanos do IBDD
(Instituto Brasileiro de Defesa dos Direitos dos Portadores de Deficiências)
e tem o software Dos Vox como ferramenta indispensável.
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FONTE:UOL.14/10/04
Setembro terá Campanha Nacional da Audição
RODRIGO GERHARDT
da Folha de S.Paulo
No próximo dia 20 -Dia do Idoso - a Academia Brasileira de Otologia (ramo da
medicina que se ocupa dos ouvidos) inicia uma campanha nacional para
divulgar a importância dos exames de audição e combater o preconceito que
existe em relação ao uso de aparelhos auditivos, principalmente entre
pessoas na terceira idade.
"Com o envelhecimento, passamos a ver e a ouvir menos. Mas, enquanto usar
óculos é rotineiro e visto como charme de intelectual, o aparelho auditivo
ainda é rejeitado por ser associado à senilidade", diz o coordenador da
campanha, o otorrinolaringologista Luiz Carlos Alves de Sousa. Segundo a
própria ABO, no Brasil, 70% da população idosa - cerca de 10 milhões de
pessoas - têm algum grau de deficiência auditiva, mas a maioria não se
trata.
"Queremos sensibilizar as pessoas para que procurem os hospitais e postos de
saúde municipais para se tratarem. Em recém-nascidos, o "teste da
orelhinha", que detecta qualquer anormalidade na audição, é tão importante
quanto o do pezinho, mas ainda é pouco realizado", informa o
secretário-geral da ABO, Oswaldo Laércio Mendonça Cruz.
Com a desinformação, poucas pessoas sabem que é possível conseguir aparelhos
auditivos de última geração, com tecnologia digital, gratuitamente.
Atualmente, o Sistema Único de Saúde disponibiliza os aparelhos que, no
mercado, chegam a custar R$ 4000, por meio de centros de referência
determinados pelo Ministério da Saúde. Em São Paulo, o Hospital das Clínicas
é o maior deles. "Já atendemos 2000 pessoas, sendo 70% dos pacientes
encaminhados pelos médicos nos postos de saúde", informa o diretor técnico
do serviço de saúde do HC, Sérgio Garbi.
Segundo os especialistas, a deficiência auditiva é uma das causas principais
do isolamento de idosos. "É um sofrimento desnecessário. Com os recursos de
hoje, é possível levar uma vida perfeitamente normal", diz Sousa.
Mais informações sobre a Campanha Nacional da Audição podem ser obtidas pelo
telefone (0/xx/11) 5052-9515
FONTE:UOL.10/09/04
Congresso em Lingua de Sinais
Trata-se de um congresso de 3 dias (24,25,26 de Setembro) inteiramente em
língua de sinais (LIBRAS) onde os Surdos assistirão a discursos bíblicos,
entrevistas, encenações, no sábado haverá uns dos momentos muito especiais
para todos (Surdos e Tradutores) que será o batismo e no domingo um drama
bíblico apresentado no telão.
No Brasil esta havendo 11 congressos como esse, com o tema: "Andemos com
Deus". Neste Congresso estarão 34 congregações e 22 grupos.
Andemos com Deus
Sem dúvida, os visitantes, amigos e irmãos Surdos se beneficiarão muito das
instruções ali apresentadas.
Estima-se que haverá cerca de 1.500 pessoas presentes.
O local será no salão de assembléia das Testemunhas de Jeová em Ribeirão
Pires End: Rua. Rio grande nº 905, Vila Suíça.FONTE:DIÁRIO DE SURDOS
JORNAL - CORREIO BRAZILIENSE - BRASILIA -DF
Até o fim do ano, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinará decreto
regulamentando as leis que abrem vagas para especialistas no atendimento das
necessidades de deficientes. É gente como Simone Moura, tradutora e
intérprete da Língua Brasileira de Sinais, a Libras. (pág. 1 e Trabalho &
Formação Profissional, capa) FONTE:CORREIO
PROJETO DE LEI
SURDOS-CEGOS - SÃO PAULO
PL 0270/2004
Cria o Programa de Acesso a Intérpretes da Língua Brasileira de Sinais -
LIBRAS - para deficientes auditivos e Guias-Intérpretes para surdos-cegos no
município de São Paulo.FONTE:DEF.
LIBRAS - UBATUBA - SÃO PAULO
PROJETO DE LEI Nº 70/04, do Ver. RICARDO CORTES - PFL, que dispõe sobre a
oficialização, no âmbito do Município, do ensino da Língua Brasileira de
Sinais - LIBRAS, e autoriza o Executivo a celebrar convênio para sua
introdução na rede pública de ensino municipal.FONTE:PMU
Disciplina o cadastramento das identidades estudantis no Município de
Campina Grande; autoriza o Poder Executivo Municipal a distribuir cestas
para famílias carentes dos alunos da Rede Municipal de Ensino, através da
implantação do Programa "Renda Mínima"; oficializa como sistema lingüístico,
no Município de Campina Grande, a Língua Brasileira de Sinais - LIBRAS;
torna obrigatória a construção de prédio destinado ao ensino pré-escolar e
de primeiro grau e construção de praça de esportes nos conjuntos
habitacionais com 100 ou mais unidades; autoriza o Poder Executivo Municipal
a fazer doação de terreno ao Clube Ciclístico de Campina Grande. PARAIBA -
FONTE:CMCG
As cinco emendas propostas pela vereadora Tânia Baccelli (PT) também tiveram
aprovação pela Câmara, sobre a implantação do Conselho Municipal de
Segurança e Cidadania, capacitação dos servidores públicos e inclusão na
rede de ensino municipal da Libras (Linguagem Brasileira de Sinais). Ela
propôs ainda a ampliação de vagas em creches e pré-escolas, e a
regularização mínima de 50% de construções. FONTE:CMSOROCABA-SP
Para a formação de seus alunos, o projeto conta com a participação de uma
equipe formada por 15 professores de diversas áreas do conhecimento, além de
educadores especializados: psicopedagogo, fonoaudiólogo, psicólogo,
assistente social, professor de educação física, de artes e intérprete em
Língua Brasileira de Sinais (libras). A equipe visa a interação entre os
educandos e a escola regular em que o projeto está
inserido.FONTE:CM.IPATINGA -MG
Democracia no trânsito
Fazer do estudante um verdadeiro cidadão integrado não só às leis de
trânsito, mas ao contexto do tráfego, ajudando a promover a disciplina e a
própria educação dos motoristas de Juiz de Fora, na Zona da Mata, a 272
quilômetros de Belo Horizonte. Este foi o objetivo da Escola Municipal
Cecília Meireles, vencedora do XV Prêmio Volvo de Segurança no Trânsito, na
categoria escola, com o tema: "Dê preferência à vida. Juiz de Fora
construindo um trânsito melhor". Pólo de atendimento ao aluno surdo, a
escola desenvolveu o trabalho, aplicando também a língua brasileira de
sinais (Libras).
O projeto foi realizado por alunos do ensino médio, apoiados por uma equipe
de professores, que definiu como a matéria trânsito poderia ser aplicada nas
diversas disciplinas, incluindo as aulas de libras. O objeto principal do
estudo foi a análise da transformação do espaço geográfico da cidade entre
os anos de 2003 e 2004, considerando as diversas modificações que ocorreram
no trânsito, como a construção de um viaduto em Y e de terminais, e a
duplicação de uma das principais avenidas. Os alunos pesquisaram o impacto
das mudanças, destinadas a promover mais segurança no trânsito e operações
para controle do tráfego. Conduziram atividades para a Semana Nacional do
Trânsito com blitze educativas, pesquisas de opinião e distribuição de
folders, inclusive na linguagem dos sinais, e outros
materiais.FONTE:ABETRANS