-----Mensagem original-----
De: Severino Goes [mailto:goes@oitbrasil.org.br]
Enviada em: quarta-feira, 13 de outubro de 2004 08:56
Para: cpereira@ime.usp.br
Assunto: CASO UNAÍ: NOVAS AMEAÇAS - JORNAL DO BRASIL - 12/10/2004
Unaí: MP investiga nova ameaça
Hugo Marques
BRASÍLIA - O Ministério Público Federal, em Minas Gerais, poderá apresentar à Justiça Federal um novo pedido de prisão do fazendeiro Antério Mânica, por envolvimento com o assassinato de três fiscais e um motorista do Ministério do Trabalho, em janeiro deste ano. Mânica foi eleito prefeito de Unaí, com 72% dos votos, enquanto estava preso. A posse está prevista para o dia 1º de janeiro.
O novo pedido de prisão será feito se confirmado a ligação de Antério com a ameaça de morte contra o Delegado Regional do Trabalho em Minas, Carlos Calazans. Na última quarta-feira, um dia após a libertação de Antério, o Delegado Regional recebeu um telefonema. Do outro lado da linha, a pessoa dizia que Antério estava solto e avisou a Calazans que ele seria o próximo a morrer.
Antério Mânica ficou 20 dias preso na cadeia de Contagem (MG) pela suspeita de ser um dos mandantes do assassinato de três fiscais e um motorista do Ministério do Trabalho, em janeiro deste ano. Na manhã do assassinato dos fiscais, Antério telefonou para o posto da Delegacia do Trabalho para pedir informações sobre o crime, antes da divulgação do fato.
Ao ser libertado, Antério foi recebido com uma grande festa pelo povo de Unaí. O irmão de Antério, o fazendeiro Norberto Mânica, também foi preso por ser um dos mandantes do crime.
A procuradora da República Míriam do Rosário Moreira Lima já pediu a instauração de inquérito policial para investigar as ligações recebidas pelo Delegado Regional do Trabalho e confirmou que pode ser feito novo pedido de prisão. O próprio Calazans entregou as contas telefônicas para o cruzamento de dados. Se ficar confirmado que pessoas ligadas a Antério estão fazendo ameaças, o prefeito eleito pode ser preso novamente.
Na quinta-feira, o Ministério Público vai ouvir mais testemunhas do caso. Segundo informação levantada pelos investigadores, um dos irmãos Mânica teria tentado acompanhar e possivelmente influir nas investigações.
Severino Goes
Assessor de Imprensa
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