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Nesta quarta-feira (26/11) às 14h30, plenário 9, a Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos deputados realiza audiência pública com o objetivo de debater e exibir o documentário “Señorita Extraviada”, sobre o assassinato de mais de trezentas mulheres em Ciudad Juarez, México.
São estarrecedores os números e casos descritos pelo documentário. Trata-se do assassinato de mais 300 mulheres que trabalhavam nas fábricas norte-americanas de produtos eletrônicos, na cidade fronteiriça de Ciudad Juarez. As mulheres foram mortas ao que parece, em rituais, em que elas são estupradas e depois queimadas vivas. Ao que tudo indica, há envolvimento das autoridades locais, pois os casos vem acontecendo desde 1995 e as investigações sobre estas mortes não avançaram.
“Vale lembrar que, além do interesse comum de toda a humanidade pelo caso, existe um interesse específico do Brasil. As fábricas onde trabalhavam estas mulheres, imunes às leis trabalhistas, são resultados diretos do Acordo de Livre Comércio da América do Norte (NAFTA)”, afirma o deputado Orlando Fantazzini (PT/SP), requerente desta audiência.
O México é campeão mundial no que se refere a empregar crianças menores de 14 anos no mercado de trabalho. O caso de Ciudad Juarez demonstra que a frágil estrutura trabalhista não prejudica apenas a categoria genérica dos trabalhadores, mas fere os direitos de grupos fragilizados, como mulheres e crianças.
Participam como expositores o embaixador Samuel Pinheiro - Secretário-Geral das Relações Exteriores; Cecília Soto - Embaixadora Extraordinária e Plenipotenciária do México; Valéria Pandjiarjian - Coordenadora da Área Regional de Violência do CLADEM - Comitê Latino-Americano e do Caribe para a Defesa dos Direitos da Mulher; Rita Segato - Representante da AGENDE-Ações em Gênero, Cidadania e Desenvolvimento;
Assessoria de imprensa
Janete Lemos
Tel. 318-8273