CÂMARA DOS DEPUTADOS - DETAQ

Sessão: 316.2.55.O Hora: 12h20 Fase: OD
  Data: 01/12/2016

Sumário

Panorama da economia acreana segundo matéria de autoria do jornalista Jairo Carioca, publicada no portal AC24horas, com base em dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - IBGE.

PRONUNCIAMENTO ENCAMINHADO À MESA PARA PUBLICAÇÃO


O SR. FLAVIANO MELO (Bloco/PMDB-AC. Pronunciamento encaminhado pelo orador) - Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, matéria publicada no site acreano AC24horas, no dia de ontem, do jornalista Jairo Carioca, traz uma verdadeira radiografia da real situação da economia acreana. O repórter utiliza dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - IBGE, divulgados nesta segunda-feira, 28, no Atlas Contas Regionais do Brasil 2010-2014, o Acre cresceu 4,4%. Ainda assim, continua figurando entre as três piores economias do País, ao lado de Roraima e do Amapá em relação ao Produto Interno Bruto - PIB.
A produção florestal, pesca e aquicultura - segundo setor mais importante para a economia estadual, com 0,5 % de participação nos últimos 3 anos no PIB estadual - não pode ser considerada como nova economia do Acre
, como vem alardeando o Governo do Estado. A indústria de transformação teve contribuição irrisória, e o Estado é nulo em relação ao extrativismo, como demonstra os resultados do setor industrial.
De acordo com a matéria
, os números da agricultura também desmentem a propaganda enganosa do Governo do Estado. Na realidade, em 2011 a agricultura teve o pior resultado, com 0,3%, e se mantém em 0,4%, nos últimos 3 anos avaliados.
Os anos de 2012 e 2013 foram os piores a construção civil (termômetro de desenvolvimento e emprego), que voltou a marcar 0,3% de participação em 2014. Em relação ao crescimento imobiliário, o Acre cresceu tão somente 0,2%, bem menos que os 0,6% da vizinha Rondônia
, no período considerado ápice dos negócios, em 2014.
Os dados do IBGE, Sr. Presidente, nobres colegas, chocam-se frontalmente com a verdadeira campanha publicitária promovida pelo Governo do Acre. Em recente encontro em seu gabinete com o diplomata Josef Smets (Embaixador da Bélgica), o Governador Tião Viana apresentou projetos de piscicultura, suinocultura, fortalecimento dos povos indígenas, os plantios de frutos e grãos e a bovinocultura como modelos globais capazes de alavancar a economia.
As cifras do IBGE, segundo o jornalista, vêm em sentido contrário. Os dados asseguram que a Região Norte manteve sua participação no PIB brasileiro em relação a 2010 (5,3%). Aliás, o estado do Acre figura na 25ª posição no ranking nacional e se manteve estacionário com os mesmos 0,2% de participação referente ao ano de 2010. Em relação ao PIB per capita, o Acre revela um resultado de R$ 17.034,15. Vale lembrar, no entanto, que os Estados da Região Norte - que detém os menores PIBs do Brasil - têm melhores resultados com relação ao PIB por causa da baixa concentração populacional.
Sr
. Presidente, Sras. e Srs. Parlamentares, a frieza inexorável dos dados revelados pelo IBGE colocam à mostra a real situação de um Estado cujo Governo insiste em vender uma realidade ilusória de sua economia. Decididamente, contra os números não há argumentação. Apenas o reconhecimento da precariedade de um Governo, que ao maquiar a realidade se mostra incapaz de enfrentar as dificuldades econômicas e fazer jus à confiança recebida nas urnas.
Muito obrigado
.


ECONOMIA, ACRE, DADOS, INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA (IBGE), AVALIAÇÃO.
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