CÂMARA DOS DEPUTADOS - DETAQ

Sessão: 242.3.55.O Hora: 18h14 Fase: BC
  Data: 04/09/2017

Sumário

Protesto contra a soltura, por autoridades do Poder Judiciário, de Diego Ferreira Novaes, acusado de prática de crime sexual. Congratulações à Polícia Civil do Estado de São Paulo por ação contra quadrilha de marginais.

O SR. LAUDIVIO CARVALHO (SD-MG. Sem revisão do orador.) - Sr. Presidente, senhoras e senhores que nos acompanham pela Rádio Câmara ou pela TV Câmara, que país é este em que estamos vivendo, onde um vagabundo de 27 anos, Diego Ferreira Novaes, é preso e, minutos depois, é solto? Ele estava se masturbando em um ônibus, em um coletivo, e ejaculou no pescoço de uma senhora que estava ali. Ele foi preso, levado à presença do delegado, e liberado logo depois, porque autoridades nossas entenderam que não se tratava de crime sexual, mas sim de importunação ofensiva ao pudor, e a pena, prevista em lei de 1940, é de 75 réis - 75 réis!
Ele foi autuado em flagrante, e foi liberado logo depois, porque o crime não era crime sexual, no entendimento do juiz que cuidou do caso.
Vejam, meus amigos e minhas amigas, ele foi preso mais uma vez. Então outro juiz, outro magistrado entendeu que, sim, havia ali crime sexual. E ele terminou sendo autuado em flagrante pela segunda vez e agora se encontra fora do circuito em que as pessoas de bem têm o direito de viver.
Meus amigos e minhas amigas, é triste ter que dizer isto. O camarada foi preso 16 vezes, e em nenhuma delas ficou na cadeia! Não ficou uma vez sequer na cadeia. Voltou para as ruas e foi agredir a sociedade.
Sr. Presidente, há outro assunto que eu quero abordar desta tribuna, nesta Casa democrática.
Parabéns à Policia Civil do Estado de São Paulo, que mandou dez vagabundos para a vala!
Sabem o que está acontecendo com bandido que bota arma na cintura para assaltar e tromba com a polícia? Considera-se que sofreu acidente de trabalho! Isso é acidente de trabalho, porque trabalho de bandido é assaltar, é traficar. Trabalho de polícia é combater o crime. Entre um vagabundo, um pilantra, e um pai de família que está voltando para casa, eu priorizo o pai de família. Eu quero que o pai de família retorne para sua casa no fim do dia. Que esse marginal que ousou enfrentar a polícia passe por uma gaveta gelada de um Instituto Médico Legal em qualquer canto deste País! Lugar de bandido é na cadeia, mas lugar de bandido que enfrenta a polícia é no necrotério, é no cemitério, dentro de uma vala!
Não podemos abrir mão dos nossos direitos. Devemos sim homenagear os policiais. Esses policiais do DEIC - Departamento Estadual de Investigações Criminais e do GARRA - Grupo Armado de Repressão a Roubos, de São Paulo, merecem ser homenageados. Cada um deles merece receber uma medalha e um diploma, porque fizeram um bem à humanidade, deram de frente com o crime, e os bandidos perderam.
Entre o bem e o mal, que o bem vença e que o mal vá para o cemitério, vá para o Instituto Médico Legal, não fique no meio da sociedade! Bandido que se atreve a enfrentar a polícia tem que encontrar a força na medida certa. Se tiver que morrer o bandido ou o policial, que morra o bandido!
Sr. Presidente, gostaria que a minha fala fosse divulgada no programa A Voz do Brasil.
O SR. PRESIDENTE (Carlos Manato) - Muito obrigado, nobre Deputado.



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