CÂMARA DOS DEPUTADOS - DETAQ

Sessão: 210.1.55.O Hora: 19h20 Fase: OD
  Data: 04/08/2015

Sumário

Desenvolvimento econômico do Estado do Paraná com apresentação de ambiente de agronegócio positivo. Interesse francês no agronegócio do Estado do Paraná.

PRONUNCIAMENTO ENCAMINHADO À MESA PARA PUBLICAÇÃO
O SR. GIACOBO
(PR-PR. Pronunciamento encaminhado pelo orador.) - Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, "Celeiro do Brasil", assim se referem ao Estado do Paraná, quando se trata da questão agrícola. A riqueza de sua produção justifica plenamente a denominação. Os paranaenses lideram o ranking das culturas de milho, feijão, trigo, soja e cana-de-açúcar. Recursos abundantes para a área empresarial garantem o necessário suporte para a atividade.
Entre os produtos agrícolas, a cana-de-açúcar se destaca. Nota-se um crescimento de 27%, em média, o que possibilita ao Estado ocupar o terceiro lugar na produção, atrás apenas de São Paulo e Minas Gerais. As regiões norte e nordeste são as mais produtivas do Estado. A soja vem a seguir e constitui o segundo maior produto em uma área plantada de 5 milhões de hectares, colhendo anualmente acima de 15 milhões de toneladas. O Estado exporta em torno 45% da safra. O milho está na liderança nacional. Perto de 15 milhões de toneladas são colhidas em duas safras anuais. Maior produtor nacional de trigo, o Paraná é responsável por metade da produção nacional. A mandioca, por sua vez, é cultivada em 202 mil hectares, ocupados em sua maior parte pela agricultura familiar. Paranavaí, Umuarama e Toledo são os maiores produtores. O feijão também se coloca como carro-chefe da agricultura nacional. Seu plantio bate recordes sucessivos e faz de Prudentópolis a capital nacional do feijão preto. A esses itens, acrescenta-se a batata-inglesa, cultura imprescindível na alimentação humana. O Paraná se apresenta como um dos Estados brasileiros com o maior cultivo desta planta. Há que se mencionar ainda a laranja, com colheita aproximada de 600 mil toneladas, que ajuda a compor um rol impressionante de produtos agrícolas, sob todos os aspectos.
No entanto, todo o sucesso obtido não pode desconsiderar a inovação tecnológica, que depende fortemente do aprimoramento do processo de financiamento, sobretudo, em setores como a avicultura, a suinocultura, a agricultura de precisão, os hortigranjeiros (cultivos que utilizam tela de proteção, estufa, etc.), a pecuária de leite, entre outros.
Ao exposto, não se pode deixar de acrescentar o papel desempenhado pela agricultura de baixo carbono, que tem por objetivo implantar e fazer crescer sistemas ambientalmente sustentáveis. Na safra atual, foram liberados para este fim recursos da ordem de R$4,5 bilhões a serem aplicados na recuperação de áreas e pastagens degradadas, plantio na palha, plantio de florestas comerciais e sistemas de integração lavoura-pecuária-floresta.
Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, para concluir, transcrevo nota publicada em órgão de informação da Câmara de Comércio França-Brasil, sob o título Agronegócio no Paraná chama a atenção dos franceses, que enriquece o tema:
"O Paraná tem chamado a atenção de franceses para investimentos em diversos setores, entre eles o agronegócio. Empresas de pequeno e médio porte também estão de olho no Estado. Representantes de Câmaras de Comércio e Indústria de diferentes regiões da França se reuniram no Campus da Indústria, para conhecer mais sobre a estrutura da Federação das Indústrias do Paraná (FIEP) e as oportunidades oferecidas na área de negócios. O evento foi organizado pelo Centro Internacional de Negócios da FIEP (CIN), com o apoio da Câmara de Comércio França-Brasil no Paraná (CCFB), por meio do programa Cap Brésil.
Segundo o gerente de Relações Internacionais e Negócio Exterior do Sistema FIEP, Reinaldo Tockus, o objetivo do evento é mostrar o que o Paraná possui em relação à infraestrutura e segurança de implantação de investimento. 'A intenção é que os franceses percebam que no Paraná existe grande apoio com relação à formação de mão de obra qualificada, em questões legais que envolvam implementação de empresas, resíduos, logística, saúde do trabalhador, qualidade do ambiente de trabalho, riscos ambientais, entre outros', afirmou.
Tockus acrescentou ainda que o Sistema FIEP possui diversas áreas de apoio a empresas que desejam investir no Estado. 'Apresentamos aos franceses o que fazemos para transmitir confiança, fazendo com que as ações e os serviços realizados pelo Sistema FIEP sejam conhecidos pelos investidores e que eles tenham segurança em relação ao Paraná', complementou.
Ivo Charvet, Diretor da Câmara de Comércio França-Brasil no Paraná, relatou que os franceses estão com a atenção voltada para os setores produtivos do Estado, em especial ao agronegócio. 'O negócio agrícola no Paraná é muito importante, tem qualidade e por isso os olhares dos investimentos também estão voltados para esta área', disse. De acordo com Charvet, o Paraná tem sido lembrado pela sua qualidade de vida, condições de acolhimento mais favoráveis do que centros urbanos maiores e saturados e mão de obra qualificada. 'Os representantes dessas Câmaras de Comércio vieram conhecer o potencial de negócio do Estado e como é a acolhida às empresas francesas, principalmente as de pequeno e médio porte', relatou.
Grandes empresas francesas já estão instaladas no Paraná, como a Renault, Mandala Brasil e Limagrain. São mais de 600 ao todo e cerca de 40 delas possuem sua sede social no Estado. 'A Câmara Brasil-França tem feito um trabalho de orientação para que os franceses venham preparados e com todo o conhecimento necessário para investirem com segurança. É preciso conhecer bem todos os aspectos que envolvem a realização de negócios no País e no Paraná', acrescentou.
As expectativas para fechar negócios com os paranaenses são as melhores possíveis, na visão de Christophe Duday, responsável pelas relações internacionais da Câmara de Comércio e Indústria da França e pela vinda do grupo ao Paraná. 'Viemos conhecer as oportunidades e verificar aquelas mais condizentes com os desejos das empresas francesas. Esse é um trabalho de longo prazo para conhecer todos os parceiros e fechar negócios. O Brasil tem uma imagem muito positiva na França e no mundo e queremos aproveitar este momento. Além disso, o Paraná tem um ambiente de negócios interessante e de fácil acesso', afirmou. Marianne Genet, representante da Câmara de Comércio da região de Alsace, também ficou otimista com futuros investimentos. 'Percebemos que o Paraná tem um ambiente favorável para pequenas e médias empresas'.
A França ocupa a sexta posição quando o assunto é importação para o Paraná. Já em termos de fluxo de comércio, isto é, as importações e exportações juntas, a França está na quinta posição, ficando atrás apenas da Alemanha, dos Estados Unidos, da Argentina e da China, maior parceiro econômico do Estado atualmente.
A economia da França está baseada em setores produtivos que também são fortes no Paraná, entre eles a produção agrícola, voltada para o trigo, milho, cevada e beterraba, produção agropecuária e indústria alimentícia, de equipamentos de transporte, química, de máquinas, metalúrgica, bebidas e tabaco. Outro setor que predomina no País é o da mineração."
Muito obrigado.


SATISFAÇÃO, PRODUÇÃO AGRÍCOLA, PARANÁ, CONTEÚDO, ARTIGO DE JORNAL, INVESTIMENTO FINANCEIRO, FRANÇA, SETOR DE AGRONEGOCIO.
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