CÂMARA DOS DEPUTADOS - DETAQ

Sessão: 188.3.55.O Hora: 19h52 Fase: BC
  Data: 10/07/2017

Sumário

Assassinato de Cabo da Política Militar no Município de Santa Margarida, Estado de Minas Gerais. Dever da Câmara dos Deputados de aprovação de proposições de combate às ações do crime organizado.

O SR. LAUDIVIO CARVALHO (SD-MG. Pela ordem. Sem revisão do orador.) - Boa noite, Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, telespectadores da TV Câmara e ouvintes da Rádio Câmara.
Sr. Presidente, V.Exa. veio de Belo Horizonte no mesmo avião que eu, sentado ao meu lado, e pôde ver a minha tristeza e a minha indignação com a morte de um cabo da Polícia Militar em Santa Margarida, no interior do meu Estado. Sinto uma dor na alma.
As cenas mostram claramente um pai de família, um jovem cheio de sonhos sendo abatido por um fuzil, uma arma ilegal nas mãos de bandidos, uma arma que agride de forma violenta cada um de nós. Os bandidos estavam usando armas de guerra, Sr. Presidente.
Nós temos obrigação moral e política e como cidadãos de apresentar e aprovar nesta Casa leis fortes, para colocar o bandido na cadeia, para permitir que o pai de família lute bravamente, com a lei ao seu lado. Muitas vezes, um policial civil, militar ou federal - qualquer um da área da segurança pública - tem receio de reagir, porque tem medo da punição que vem da própria corporação.
Aquele pai de família, aquele cabo da Polícia Militar é um herói brasileiro. Tem que ser relembrado todos os dias das nossas vidas como um mártir, alguém que deu a vida pela sociedade, que tombou, caiu, foi morto pelo crime organizado.
Sr. Presidente, o PCC movimenta 360 milhões de reais todos os anos no Brasil - dinheiro esse que vem do tráfico de drogas, do tráfico de armas e dos assaltos.
É preciso mostrar aos bandidos, aos marginais, que o crime não compensa no Brasil. Mas o que vemos hoje é a inversão de valores, é um cidadão de bem pagando pela frouxidão das nossas leis. Um cidadão vestiu uma farda, botou um colete da Polícia Civil, foi combater o crime e, em vez de voltar para casa no final do dia, acabou sendo velado na esquina mais próxima, acabou sendo levado para um necrotério, Sr. Presidente.
Esta Casa tem a obrigação de votar leis fortes, porque não podemos concordar que um pai de família morra nas mãos de um bandido. Num embate entre polícia e bandido, se alguém tem que morrer, se alguém tem que tombar, que seja um marginal, não um pai de família.
Precisamos dotar o nosso País de leis fortes para que a polícia possa trabalhar. Da maneira que está não podemos continuar. Não podemos conviver com essa situação dessa forma.
As minhas homenagens a este policial militar, a este herói nacional.
Sr. Presidente, gostaria que a minha fala fosse registrada nos Anais desta Casa e divulgada no programa A Voz do Brasil.
Muito obrigado.



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