CÂMARA DOS DEPUTADOS - DETAQ

Sessão: 166.4.55.O Hora: 16h28 Fase: BC
  Data: 25/06/2018

Sumário

Defesa de transferência da Embaixada brasileira em Israel para Jerusalém. Perseguição a seguidores da religião cristã em países governados pelo islã.

O SR. ROBERTO DE LUCENA (Bloco/PODE-SP. Sem revisão do orador.) - Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, represento o povo de São Paulo, Estado que é uma síntese do Brasil, onde convivem, de forma harmônica e respeitosa, pessoas de todas as raças, etnias e crenças, como cristãos, judeus e muçulmanos, por exemplo.
Sou cristão e evangélico. Noventa por cento dos cidadãos brasileiros indicaram ao IBGE que são cristãos e 30% indicaram que são evangélicos, os quais têm uma ligação histórica, afetiva e espiritual com Israel e com Jerusalém.
Em 1948 - portanto, há 70 anos -, foi estabelecido o Estado de Israel. Eu fui um dos autores do requerimento que permitiu a esta Casa realizar uma sessão solene em homenagem a essa data e em homenagem àquele Estado, cuja democracia plena destoa dos regimes políticos do seu entorno no Oriente Médio.
Defendi, naquela ocasião, e defendo, agora, que o Brasil transfira a sua Embaixada para Jerusalém, a exemplo do que já fizeram os Estados Unidos e outros países. Recentemente, tive a oportunidade de me manifestar, aqui mesmo desta tribuna, contra o ódio e contra a violência, seja de quem for e parta de quem partir - de cristãos, de judeus, de muçulmanos.
Hoje quero reafirmar o meu compromisso contra a violência e quero considerar uma das premissas das relações internacionais: a da reciprocidade. Carrego a esperança de que o tratamento dado aos missionários cristãos em países governados pelo islã seja o mesmo tratamento dado aos religiosos mulçumanos que atuam aqui no Brasil.
Os cristãos perseguidos e mortos, em países governados pelo islã, por causa de sua fé, são nossos irmãos. Nós cristãos brasileiros nos sentimos ofendidos pelo silêncio absoluto das autoridades que, no Brasil, representam esses países. Milhares de cristãos são mortos a cada ano, muitos deles da maneira mais cruel, mas nunca vi sequer uma nota de pesar, uma nota de repúdio, enfim, uma manifestação por parte dessas autoridades.
Por outro lado, Israel não pode ser responsabilizado pela violência em seu território quando sofre agressões e é levado a reagir para garantir a segurança dos seus cidadãos.
Repito: as nossas orações e a nossa luta devem ser em busca de menos ódio e menos violência e pela paz em Jerusalém, em Israel e no mundo.
Era o que eu tinha a dizer.
Que Deus abençoe Israel! Que Deus abençoe o Brasil!
Muito obrigado, Sr. Presidente.



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